Fuga
Adentrar na cápsula, acoplar a nave e decolar rumo ao espaço das ideias é a principal fuga que um viajante pode fazer para buscar a realidade na irrealidade!
O que não é pra sempre, nos passa simplesmente uma ideia de fuga. Achamos lindo um simples declive da história como uma trincheira
O preso deu fuga, através do seu túnel, para a cambada toda. Mas na hora de ir, descobriu que já havia criado raízes. Estava preso.
Emoções ações
contaminadas
desequilibradas
sem fuga
é ciclo vida
encontro com a solução
mas sem decisão
nada adianta encontrá-la.
Rezando para que o seu coração traga
Pensamentos de de fuga e olhos cobertos de sangue
Você mal está dormindo e já não sonha mais
Agora o que você faz pra se sentir vivo?
FUGA – CHURRASCO NA LAJE
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Quem me da mais atenção são os anciões,
Quem me da mais atenção são as novas gerações
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Sputnik coquetel de vodka, groselha e soda.
Essa bebida que na minha adolescia era moda.
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Levo um beijo de língua da pequena menina
Para ela isso é uma lambida, será que ser pai seria minha sina?
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Danço, brinco e me divirto dentro do possível.
Mas ter ela por perto me dando atenção é impossível
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Por fim a falta de atenção me faz me sentir derrotado
Como também me sinto um tolo mal amado
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Vou embora andar pelas ruas sem destino,
Será que um dia ela me mimara como um menino?
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
Às vezes queria ser um anjo, talvez um querubim.
E fugir da Terra para o Universo sem fim
Churrasco na laje, na casa da gata negra...
André Zanarella 01-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4591382
( Morte )
O que seres a morte?
Saberá se for uma fuga de problemas incognitivos,
Saberias quem já jás,
O quão é melhor?morto ou vivo?!
E que o cognoscente me tire essa charada,
ela assombra todos nós,
Será uma dádiva da vida..
Ou uma simples palhaçada??!
Para onde tal ser nos levarás?
Já ouvi rumores, que é um lugar de paz..
Rumores me disseram também,
Que dependendo de suas ações,
Mudará o destino do além!
Sem saber, quem é quem,
Ou o porque ela provem.
De onde?
Por quem?
Por onde passa, arrasa!
Por onde fica, abre a ferida!
Por onde anda, perpetua a mancha!
Onde se habitas, será isso bom?!
é levando vidas..
Interessante,
Não podes apontares o dedo a ela,
Por mais que ela devasta e nos leva,
Pode seres fria como uma pedra...
Precisamos dela!
Natural como a primavera, as flores, os frutos e o orvalho,
A única certeza..
É um "mal" necessário!
Medo nem sempre é uma fuga da realidade pode ser apenas uma bandeira para não ver o que existe declarando sou forte.
Concorde com Freud
Matou o analista e foi a Miami.
Na fuga, levou a reboque
a série inglesa de Hitchcock.
Damas ocultas em jardim sem medo
se ofereciam em zoom
para levá-lo a lugar nenhum.
Comparado a seu rosto, dir-se-ia negro
qualquer giz; tal qual surge, intenso,
um osso, no raio-x.
Indagado na fila do passaporte,
declarou que só trazia
na mala a morte.
A tudo respondeu solene e quieto
com minúcias tediosas
de um hemograma completo.
Da mãe herdara um trono abandonado,
escondido numa esquina da infância
e no calibre três-oitão recuperado.
Queria entrar no Reino da Fantasia,
saudar Minnie, Pateta, Alice e a Madrasta,
e com o mel do amor e o mal da teimosia
suplicou à polícia a dádiva de um dia.
Voltou algemado, em classe econômica,
sendo também proibido
de ligar até um fone de ouvido.
Desejou marcar nova sessão,
mas no Paraíso não se dá plantão.
Caju, Catumbi, João Batista,
num deles mora hoje o analista.
Órfão pela terceira vez,
passa o dia jogando damas
na cela do xadrez. Viver, agora,
quando tantos dissecaram sua história,
lhe parece bem mais fácil:
ele, sem qualquer ajuda,
conseguiu escrever o posfácio.
Durante a fuga para Alexandria, Ardelly e Baldrak envolveram-se amorosamente, os dois dormiram juntos em uma tenda montada durante a noite no deserto, e se conheceram densamente (Dias Diogo, "Livro - Baldrak: A profecia dragão." 2017. Pág 123)
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