Hoje, sentei-me à mesa da minha... Gabriel Hayashida de Arruda

Hoje, sentei-me à mesa da minha alma, e comigo estavam todas as minhas versões. Diante de todos os meus "eus", encontrava-se Deus; e, neste ritual sagrado, o silêncio envolvia-me.
A criança pensou: "Meu Pai, em Ti confio." O ancião pensou: "Mestre, ilumina os meus passos."
O tolo pensou: "Deus, por que me abandonaste?"
E o sábio pensou: "Senhor, perdoai-me e livrai-me de mim."
E Deus, inclinando-se sobre mim, sussurrou em meus ouvidos palavras de doçura. E eu chorei como uma criança recém-nascida, como um ancião moribundo, como um tolo e como um sábio.