A ilusão das vitrines humanas:... branca de neve

A ilusão das vitrines humanas:
Vivemos a era da exibição, onde o valor não está mais no que se é, mas no que se aparenta ser. Os aplicativos, que poderiam ser pontes para o conhecimento e para o crescimento, tornaram-se espelhos da vaidade e do vazio. Não se compartilha mais sabedoria, mas sim imagens meticulosamente calculadas para gerar desejo e aprovação.
O corpo virou moeda, e a validação alheia, a nova forma de autoafirmação. O efêmero tomou o lugar do essencial. A profundidade deu espaço à superficialidade. O pensamento crítico cedeu à necessidade de aceitação. Assim, seguimos, como folhas ao vento, guiados por algoritmos que nos dizem o que admirar, o que desejar e até o que ser.
Mas o que é mais triste? Aquele que se expõe na busca incessante por atenção ou aquele que, passivo, se entrega ao culto do banal, aplaudindo o efêmero e ignorando o essencial?
Vivemos tempos de inversão de valores, onde o silêncio dos sábios é sufocado pelo ruído dos vazios. O certo virou obsoleto, o errado foi normalizado, e o superficial se travestiu de relevante. Mas a verdade não se molda às tendências. Ela permanece, imutável, esperando ser reconhecida por aqueles que ainda ousam pensar.