⁠Graças a Deus e ao jornalismo, ao... Nereu Alves

⁠Graças a Deus e ao jornalismo, ao longo da vida — e uma vida bem vivida — tive o privilégio de conhecer o mundo e suas contradições. Convivi com pessoas podero... Frase de Nereu Alves.

⁠Graças a Deus e ao jornalismo, ao longo da vida — e uma vida bem vivida — tive o privilégio de conhecer o mundo e suas contradições. Convivi com pessoas poderosas, ricas e influentes, mas também com aqueles que vivem na miséria mais profunda. Vi o luxo e o lixo de perto. Vi gente boa e gente má, gente alegre e gente triste. Mas a maior pobreza que já conheci não foi a falta de dinheiro, e sim a pobreza de espírito.
O novo rico, aquele que um dia foi pobre e se esqueceu de onde veio, sempre me causou repulsa. Porque há um ditado sábio que diz: “Nunca peça a quem já pediu, nunca sirva a quem já serviu.” A verdadeira riqueza não está no dinheiro, mas na sabedoria, na elegância da alma, na capacidade de enxergar o outro com humanidade. O que move o mundo não é a ostentação, mas a justiça e a beleza daquilo que é verdadeiro.
Hoje, vivemos uma era em que as redes sociais escancaram a realidade que sempre existiu. O mundo sempre foi assim — com suas belezas e podridões —, mas agora as máscaras caíram. As pessoas se expõem, mostram quem realmente são. E isso, muitas vezes, nos desilude. Durante a pandemia, vimos amigos e conhecidos revelarem monstros que jamais imaginávamos que existiam dentro deles. Foi um choque.
Um dos episódios mais tristes que presenciei foi quando o Papa ficou doente. Católicos, muçulmanos, evangélicos, ateus, budistas e espíritas rezavam pela sua recuperação. E, ironicamente, dentro da própria Igreja Católica, havia católicos desejando sua morte. Fariseus. Hipócritas. Se Jesus voltasse hoje, ele morreria no mesmo dia.
Diante disso, precisamos proteger nossa sanidade e nos afastar daqueles que destilam ódio, inveja, cobiça, soberba e maledicência — o maior pecado, afinal, é falar mal dos outros, espalhar fofocas e julgar injustamente. Aqueles que roubam, que matam, que tiram o pão da boca das crianças, e que se alimentam de maledicência, não são dignos de nosso respeito ou admiração.
Há uma escolha a ser feita: seguir o caminho do ódio e da destruição ou buscar a verdadeira alegria e paz interior. Quem já experimentou o verdadeiro prazer — físico e espiritual — sabe que a felicidade vem de viver a vida com autenticidade, amor e compaixão. Se Deus nos presenteou com o dom do prazer, Ele nos ofereceu também a possibilidade de uma vida plena, onde a maldade cede lugar à generosidade e à solidariedade.