Sou triste, mais um dia já senti muito... Kaique Nascimento

Sou triste, mais um dia já senti muito feliz
Já fui pra guerra sem espada e lança
Acreditava que o amor traria paz e esperança
Acabei derrotado como um pobre infeliz
Já fui poço de alegria
Olhar no velho espelho não me trás mais nenhuma euforia
Tive todos os sonhos do mundo a qual não pude realizar
Hoje não sei dizer ser foi pura sorte ou grande azar
Sou tempestade mais já fui calmaria
Sou escuridão mais já fui por do sol dia após dia
Trago em minha vida meu próprio legado
As escritas de alguém que foi calado
Trovoada ou relento
Preto e branco sem cinzento
Armadilha ou alçapão
Sepultador sem Caixão
Dor ou agonia
Canção sem Harmonia
Já fui o universo todo, mais hoje e só um vazio
E tudo isso me dá calafrios
Uma pessoa seguramente insegura
Que em grandes doses de álcool busca sua cura
Uma casa sem teto
Um engenheiro sem projeto
Um romeu sem sua Julieta
Uma porta sem maçaneta
Um amor inesperado
Um crime mau solucionado
Alguém Kespreparado
Sem nem mesmo ter tentado
Ja achou que tudo daria errado
A calmaria cessou, e o barco afundou
Não sou mais eu aquele que um dia se amou
Então por anos busco saber
Quem eu sou? Se não entendo o mundo
Busco respostas por prazer
Mas quanto mais pergunto, mais me afundo
Cansado de remar contra as ondas do mar
Vejo em meus próprios olhos um desejo de amar
Fadigado de toda essa indagação
Naufragar sera a última opção?
Quem sou eu? Se mau sei quem eu fui!
Pois tudo que faço você me condena e me diminui...
Descobri que nunca vou saber de nada
Então em uma mão carrego minha viola amada
E na outra trago esses versos que não vale nada!
- Quem sou eu?
- Se não sei mais quem eu fui!
- A porra do quadrado sem hipotenusa
- Um lindo verão sem a primavera sendo sua musa!
Trovoada ou relento
Preto e branco sem cinzento
Armadilha ou alçapão
Sepultador sem Caixão
Dor ou agonia
Canção sem Harmonia