Fragmentos
Fragmentos são apenas fragmentos enquanto são lidos por quem tê lê sem te sentir. A partir disso, tudo exatamente cria vida, cria cor, cria cheiro, cria sorriso, cria chôro, cria alegria e cria amor. É uma questão de decidir por qual parte do seu corpo você vai deixar as palavras entrarem. Você é quem sabe.
Um sorriso pode te manter acordada e, a coleção de fragmentos de uma noite de sono mal dormida, são apenas rascunhos de tantas canções espalhadas pelo rosto que não escrevem metade do que a boca precisa cantar.
DESPEDIDA
Sairemos daqui, iremos embora e carregaremos os nossos fragmentos que continuam impetuosos dentro de nós.
Queremos a precisão da razão que nunca existirá.
Os pensamentos esculpidos na vibração de nossos cérebros nunca se dobrarão nas molduras das formas dos desejos.
Na plasticidade de nossos sentimentos, tentaremos nos salvar para não morrermos asfixiados dentro de nós.
Por nossos olhos, com vigor, vazam a dor e o desespero pelos sonhos fabricados que flutuaram vagabundos no tempo e se perderam no silêncio.
Vamos embora, vamos rápido.
Não deixemos que a vulnerabilidade das horas nos torne mais frágeis e nos consuma até a morte.
Nem que a tempestade das incertezas nos assombre com as injúrias e com a veneração do ódio.
Nós não merecemos.
Nesse raiar da loucura, vamos substituir às pólvoras de nossos canhões dessa guerra fria, pela vibração das luzes que se acendem dentro de nossas almas inquietas que caminham lado a lado distraídas, perdidas, entorpecidas na trajetória das vaidades.
Vamos, vamos logo.
Tudo deu errado, não temos como negar.
ECOANDO ENTRE OS ESCOMBROS
Entre poeira e fragmentos
No meio da lamuria e desventura,
De lamentos e conflitos
Tento em vão ouvir meus gritos
Nos destroços do amor loucura.
No celeiro do meu pensamento
Pairam amor, sonho e ilusão,
Paira minha dor e meu lamento
Neste secular advento
Injuria, mágoa, em meu coração.
Na poeira, nas cinzas, nos
Escombros de um amor traído,
Grita um silencio arredio
Entre tremores e calafrio
Ecoa um grito desvalido.
Do fundo do cativeiro
No êxtase da emoção,
Meu silencio se faz ouvir
Na utopia do meu sentir
Grita calado meu coração.
O amor, a metamorfose
Desincasulou para o infinito,
O amor que morto estava
Renasceu da cinza, do nada
Se tornando o amor mais bonito.
Sonho abstrato e riqueza insana
Fragmentos de ideias
Bagunca organizada
De cores incolores
Que nao altera o produto
Da ordem dos fatores
Sonho abstrato
E o pleno ignorar
Do eixo em movimento
Na geometria circular
Com seus simbolos pintados
Que nao conhece o odio
E nao sabe o que e amar
Como fumaça, desapareço, e o que resta de mim são apenas alguns fragmentos de lembranças boas e ruins.
Uma pessoa que perde cada um a quem ama, só restará em fragmentos, pois cada um que se vai leva um pouco de si para sempre.
Muitos janeiros
Jbcampos
Muitos janeiros se passaram,
então se juntaram fragmentos
de alegrias e razoados lamentos.
Detalhes desta colcha de retalhos,
resquícios de vidas em desalinho
no fundamento deste caminho
imposto por velhos atalhos.
Existência de vidas belas,
guardadas nos escaninhos
à ilusão de lindas aquarelas.
Quiçá, vestimenta de linho.
Findar num esquife de pinho.
É o feijão criando de tudo
à espera do “sobretudo”.
Capa de revista vista.
Estampada no jornal.
Homem, eterno-mortal.
Ilusão, reencarnação real.
Medo, coragem, dor, alegria,
fantasia, bonomia, tristeza final.
Morreu o diretor presidente
do famoso e ardente hospital.
Como pode morrer alguém
eminente à manada mortal?
E àquele seu plano de saúde.
Compromissamento mensal,
desde a mais tenra juventude
não pode livrá-lo do comunal?
Foi-se como o pobre enrolado
num manchado papel de jornal.
Todos teremos o mesmo fim
nessa desigualdade sideral.
Somos parte do pó integral.
Esta óbvia visão cega o ego
do infeliz guardião celestial.
Que o bem prevaleça sobre o mal.
dentro deste contexto extra-animal.
O bom-senso dita que o plantio
vem somente com o bom estio
àquela boa plantação matinal.
Nossos caminhos são mesmo assim
Sempre colhemos impressões da vida
Fragmentos deixados pelo vento
E na simplicidade colecionamos
digitais de almas serenas!
Fragmentos...
São apenas momentos,
fragmentos,
pedaços de mim
que não se refazem,
espalhados pelo vento talvez,
perdidos no tempo,
quem sabe.
Epístola -14
Fragmentos de mim
“Tu e eu”
Já quando acordo, assim que os sentidos recobro.
Minha vida inteira sente prazer porque meu primeiro pensamento é você!
Antes mesmo que a dor da saudade se aposse de mim.
Sou tomada por uma intensa alegria o júbilo de poder te amar, tanto e tanto assim.
Estou definhando de saudades (amor meu)
Apenas quero estar em um cantinho, perguntando para a vida por quê?
Porque? Porque tenho que ficar sem você?
Já me parece tão distante lembrar-me de teus olhos
E esta é a dor que me consome
A de perder o teu olhar para o tempo.
Até tento busca-lo em fotografia
Oh! Mas não, nela há apenas um passado morto onde eu não estava presente.
Não é como a lembrança do vivo passado que ainda esta em mim.
Ele agora está fraquinho a saudade e o tempo, estão por me vencer, e eu morro cada vez mais um pouquinho por me ver perder este teu olhar.
Ah! Minha vida como está difícil construir a nossa história! “Tu e eu”
Estou aqui, longe muito longe de ti.
Estou fazendo minha parte de nossa história
Cada minuto, cada hora, banhando o agora de saudades, preenchendo as horas de sonhos.
Cada amanhecer é uma nova esperança de poder estar com você, mas o dia vai embora e não te trás para mim e me entrega para a noite que parece tão imensa e silenciosa para tudo, menos para os soluços que me fazem dormir.
Tudo isso dói muito, mas doeria muito mais se eu não pudesse esperar por você.
Eu espero que volte para meus braços é este aqui o seu lugar.
Eu te amo com toda força que tenho em minha alma.
Enide Santos. 17/0314
Eu valorizo muito mais uma pedra de carvão
do que uma pedra de diamante em fragmentos
Pois o carvão pode se transformar em um belo diamante
já o diamante fragmentado, não tem cola que restaure.
Fragmentos de uma noite multifacetada
1 de abril de 2014 às 20:10
Sempre achei que a frustração é a causa do inacabado, imperfeito que se acha bom!
Achar é uma condição fantasma sem verdades tão ruins quanto aos pensamentos e a falta do que falar...
Algumas vezes é preciso espirrar sangue sobre as linhas ou usar esses espaços em branco para finalidades tão vãs...
Escrever com agulha na alma, pedaços de sentimentos enfurecidos pelo cotidiano das pessoas vazias de si mesmas...
E por mais, que, tiramos da gaveta nossa coleção de máscaras... Prefiro ainda a que fica bem escondida entre todas... Aquela que ao fundo sorri para minhas lentes oculares... E fala ao meu consciente!
“Vai cuidar da sua Vida”!
Terrorismo Poético - By Kadu
Raios de luz não decomposta.
Essa parte separada de um todo, fragmentos de uma extensão, um trecho seu.
Mulher bonita, de formas provocantes.
Bem se sabe que tu cabes em uma destas bocas.
Certa quantidade.
Fazer conhecer.
Tornar claro.
Talvez agora eu seja feliz.
Pode ser por muito pouco tempo.
Esse teu perfume de flores, os jasmins apareceram assim.
Hoje são amarelas, vermelhas ou brancas.
O branco e o azul eram suas cores prediletas.
Mulher entre linhas escritas.
Diz-se, do leite á cor da neve.
Fragmentos diluídos
12 de janeiro de 2013 às 22:42
Que guerra fútil sem sentido
Que o herói se esconde e se destrói...
Qualquer compaixão será abrigo,
Da ilusão, que alívio!
Que a vida sem caroço
Que se consome e não constrói,
Qualquer amor será traidor
Do âmago que se rói.
Que ignora e nada dói,
A saudade tudo mói...
Qualquer árvore será remorso.
Que fútil,
Qualquer mudança será útil...
Da esperança que não se calcula,
Vivemos além!
Que tua memória carregue teu dia...
Da Vida que não se corrói!
Fragmentos diluídos – Kadu Artes – Ready Made