Fogo
O universo nos uniu a tal ponto dessa união ser algo raríssimo, somos o fogo e o gelo unidos por energia do espaço tempo. Sua presença é mágica e me satisfaz. Somos o aquilo que o universo criou em um equilíbrio, desequilibrado. Depois que te conheci meu pensamento gira em torno de você 24 horas por dia. Esse é o meu tempo.
Não se consegue
esquecer alguém
que nos deixa madrugadas na pele, manhãs na boca, fogo nas veias e canções no coração.
Precisamos fazer panelinhas para sobreviver. Panelinhas resistem ao fogo, podem fazer comida boa e alimentam. Mas, são apenas um ítem dentro da cozinha enorme chamada Mundo, que, por sua vez, é uma poeirinha no universo. E, nós, só conseguimos fazer pequenas panelinhas. Às vezes, nem isso.
ETERNA CANÇÃO (soneto)
Tens, sempre, o fogo da emoção
Do fascínio: - que arde na viveza
Em ginga e encantos da pureza
Todo a magia do pecado da paixão
E, sobre esse senso, a doce beleza
Da atração, que brota no coração
Mansa poracé, inigualável razão
E então, alimento e escava reza
És suspiros e mimo, tinos, tal qual
Os beijos são desejos tão ardentes
E que vorazmente atinge o ideal...
Afinal, memoração e gozo aqui são
Permanentes, em olhares reluzentes
De este amor, uma eterna canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2020, 08'18" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
DECLARAÇÃO (soneto) ...
Se eu fosse fogo, arderia o teu amor
E se eu fosse o vento, incendiá-lo-ia
Já, se eu fosse a água, eu matá-lo-ia
Sufocado nos beijos, o desejo maior...
Se eu fosse uma flor, assim, sedutor
O teu cheiro no meu ser hospedaria
Se fosse só seu, manso e feliz estaria
E você meu, não mais seria sonhador
Se eu fosse vida, muito mais te dava
Se felicidade fosse, ela eu lhe traria
E na fortuna teus caminhos forjava
Se fosse versos, a poética comporia
E por apaixonadas rimas eu passava
Pra dizer-te do meu amor em poesia! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/04/2021, 15’51” – Araguari, MG
INCÓGNITA
Porque digo, amor, e ainda o sente
A solidão, afagos de fogo, afogueado
Teu toque, um toque simplesmente
Que corre o corpo, e delira o pecado
Porque se sente e a sensação é tanta
Se nem do olhar a recordação é perto
A prosa querer o prosar que encanta
Se nem a poética sabe o fascínio certo
Eu só sei que nada sei, tudo é contido
A alma no eu, o eu num amor perdido
Que poeta aos meus ouvidos, desejos!
E eu só quero ternura, mais que pouca
Na loucura dos lábios, sentir a tua boca
E que em dócil cortejo, ter-te em beijos...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 setembro, 2021, 16’16” – Araguari, MG
Todos os manuscritos não inspirados por Deus são aspirados pelo diabo e com ele morrerão no fogo eterno, por causa da sua fidelidade aos rolos das trevas.
Pecado sem lei é o mesmo que apagar o fogo com extintor vazio: assim é a vida do homem que ignora a morte espiritual pela consequência dos seus pecados.
Adultério é o mesmo que os dois pés na cova, o corpo no fogo e a cabeça feita pelo diabo, cuja sentença será sentenciada por Deus.
Os desafios de um século egoísta não passa de pulo no meio do fogo: se não queima o seu filme por trás, queima a sua paciência pela frente.
Todos hão de tomar o vinagre durante a sua cruz antes de descerem à terra, às águas e ao fogo; mas, Jesus retira o seu efeito no espírito para quem beber, pela fé, do Seu sangue, no cálice da Nova Aliança, através da Sua vida e ressurreição.
Passará pelo fogo todas as obras de cada ser humano e aquelas que não forem queimadas são as que foram realizadas para a glória de Cristo.
Muitos carnavais já se foram e virão, mas apenas um vai durar por toda a eternidade no fogo do inferno.
O inferno é o lugar onde o verme não morre queimado, o fogo não se apaga e o extintor de incêndio é derretido ao cheiro do enxôfre.
A nossa redenção em Cristo se aproxima e a vez dos infiéis será eternamente punida no fogo do interno.