Filósofos
Filosofia não é tão somente Plantão, Aristóteles, Sócrates, ou Nietzsche... Filosofia é antes de tudo a busca do que não se imagina, a experimentação do oculto...
Sócrates, Platão, Aristóteles refutam Antônio Gramsci
Cena: Em um bar no Rio de Janeiro, onde estão Sócrates, Platão, Aristóteles e Antônio Gramsci. Os três primeiros tomam seus vinhos enquanto Gramsci, com um livro volumoso em mãos, tenta explicar seu conceito de “hegemonia cultural.”
Sócrates: Ah, Gramsci! Vejo que trouxe o seu "livrão"… Deve ter muita “hegemonia” dentro, não? Conte-nos: essa “hegemonia” é como uma toga que podemos vestir, ou é algo que só existe no reino das ideias?
Gramsci: (orgulhoso) É algo mais sutil, Sócrates! A hegemonia cultural é o modo como uma classe impõe seus valores e visões sobre outra, dominando a cultura e a consciência da sociedade.
Platão: (rindo) Então você está dizendo que há uma caverna de sombras culturais? E que somos todos reféns dessas sombras… mas, me diga, Gramsci, onde está o “Sol” nesse seu conceito?
Gramsci: (nervoso) Não é exatamente uma caverna, Platão. A hegemonia age no cotidiano, é quase invisível. São os valores que absorvemos sem perceber.
Aristóteles: Ah, então a hegemonia é uma força invisível? Fascinante! Algo entre o vento e uma boa conversa de taverna? E, claro, somos controlados por ela… como, exatamente?
Gramsci: Aristóteles, a hegemonia está em cada ideia, em cada ato da vida cotidiana. É a cultura das classes dominantes moldando o comportamento das outras classes.
Sócrates: (sorrindo) Então, Gramsci, você sugere que, por exemplo, ao pedir um copo de vinho, estou sendo manipulado por alguma força superior que controla meu desejo? Quem sabe... o próprio dono da taverna?
Gramsci: Não exatamente, Sócrates. Mas o modo como o vinho é servido, o que é visto como "normal"… tudo isso é parte de uma hegemonia cultural que reflete os interesses das classes dominantes!
Platão: Ah, então a verdade sobre o vinho está escondida atrás de uma "cultura dominante"? Mas me diga, Gramsci, esse “dominador” é um homem de carne e osso ou uma ideia abstrata? Afinal, somos filósofos! Não vamos lutar contra um “inimigo invisível,” correto?
Aristóteles: E me diga, se houver um dominador, seria então nossa missão nos rebelarmos contra ele? Ou apenas reconhecer que somos eternos reféns? Que plano você tem para lidar com esse “inimigo invisível”?
Gramsci: O objetivo é conscientizar o povo! Uma “revolução cultural,” digamos, onde cada um pode quebrar as correntes da hegemonia!
Sócrates: (rindo) Ah, mais uma “revolução”! Quantas vezes já ouvi isso! Mas diga-me, Gramsci, quem vai guiar essa revolução? Você mesmo? Uma nova classe de “iluminados”? E por que não seria você mesmo o novo “dominador” após a “libertação”?
Gramsci: (suspirando) Minha intenção é construir uma sociedade onde todos tenham voz. Eu jamais dominaria!
Platão: Interessante! Mas me pergunto, Gramsci… como pretende garantir que todos falem com a mesma “voz”? Se um homem prefere o vinho e outro a água, quem decide o que será servido?
Gramsci: (irritado) Vocês estão caricaturando! A hegemonia cultural é mais complexa do que isso! É uma imposição que atinge as classes oprimidas!
Aristóteles: Ah, e desde quando o “povo” precisa de uma filosofia tão complicada para perceber que algo está errado? Se precisam de um tratado para entender a opressão, talvez ela não seja tão forte assim…
Gramsci: (hesitante) Eu… estou apenas tentando combater uma dominação sutil, mas poderosa…
Sócrates: Gramsci, meu caro, às vezes o combate à “dominação” só cria novos dominadores. Talvez sua filosofia seja apenas uma volta ao mesmo ponto, mas com palavras bonitas.
Platão: Quem sabe, Gramsci, no fundo você mesmo esteja na “caverna,” vendo sombras e chamando-as de “hegemonia.” Talvez a realidade seja muito mais simples do que imagina.
Aristóteles: Admita, Gramsci: sua filosofia é como tentar amarrar o vento. Pode ter valor para sua época, mas está tão cheia de voltas e conceitos que, no final, só torna as coisas mais confusas. Você mesmo não está cansado de lutar com essas sombras?
Gramsci: (abaixando a cabeça) Talvez… talvez eu tenha complicado demais. Talvez haja um caminho mais direto para a justiça social…
Sócrates: (sorrindo) Ah, Gramsci! Não se preocupe, todo filósofo já passou por isso. Às vezes, precisamos simplificar. Quem sabe um bom copo de vinho te faça ver as coisas mais claramente.
Cena: Todos brindam e, por um momento, Gramsci admite que sua filosofia tenha mais de sombradoquedeluz.
Esqueçam os fundamentalistas, temos mentes muito mais avançadas que ´Sócrates, Platão, Aristóteles ou Espinoza. Talvez sejas tu mesmo, alguém maior do que os que ora enalteces. "Deixem que os mortos enterrem seus mortos."
Uma reflexão é sábia não é só porque veio de Sócrates, Aristóteles, Platão, Einstein, Hawking ou qualquer outro grande e livre pensador, ela é sábia quando se mantém atual resistindo a marcha do tempo com suas novas descobertas.
A partir do momento em que um Ser teme a falta de autonomia, ao invés de temer o desconhecido, Ele automaticamente passa a viver os momentos em que à tem.
O ser humano tem ânsia pela descoberta de sua origem, pois se não se origina de si mesmo, se origina de algo maior e com mais poder, pois foi capaz de se auto criar e criar outrem, se tem a capacidade de se criar, de destruir também a tem, portanto a ânsia de descobrir uma origem vem da necessidade de barganhas para viver bem ou simplesmente viver, encontrando então como um dos sentidos da vida manter a própria existência.
Nietzsche caiu tanto no senso comum, que qualquer pessimismo ou crise existencial é visto como niilismo.
Vi uma pixação escrita num muro: 'Deus está morto' (Nietzsche). Escrevi abaixo: 'Nietzsche está morto' (Deus).
Você conhece Hitler melhor do que Nietzsche, Napoleão melhor do que Pestalozzi. Um rei significa mais para você do que Sigmund Freud.
Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.
Você está preparado para ter sabedoria?
No livro de Friedrich Nietzsche: Assim falou Zaratustra. Em determinado momento ele compara o homem a uma árvore. Ele afirma que: Quanto mais a árvore deseja crescer para o alto e para a luz, mais vigorosamente suas raízes se mergulham no solo, na escuridão e nas profundezas para o mal.
Essa afirmação de Nietzsche, mostra o antagonismo que existe dentro de nós.
Ora, quando você toma conhecimento de algo, logo, você descobre o quão estulto era acerca daquele assunto. E talvez, o quão errado já tenha agido em relação ao fato agora aprendido.
Você somente poderá reconhecer na outra pessoa os seus próprios defeitos ou qualidades que você possui.
Para saber o que é o belo, você deve saber o que é o feio. Se a outra pessoa possui qualidades ímpares e você as reconhece, isso é um sinal de que você também possui essas qualidades.
Ninguém dá o que não tem, e ninguém enxerga o que já não tenha visto.
Quanto mais conhecimento e sabedoria tiver, maior será seu conhecimento sobre o oposto.
Pergunto: Você está preparado para ter conhecimento? Para ter sabedoria?
Quem já caminhou nas chamas conhece o calor e certamente se queimou. Este andante tem o conhecimento e a sabedoria através da vivência e da experiência.
Podemos distinguir o certo do errado, mas, vivenciar o certo e o errado, não é tarefa fácil.
Se eu lhe disser que saltar de paraquedas é uma experiência ímpar. Você pode até acreditar que sim ou que não, você pode imaginar a adrenalina, o vento em seu corpo, o vazio sob seus pés, o medo, o euforismo, enfim... Você pode apenas imaginar, terá conhecimento, mas, não terá a experiência que poderá lhe proporcionar uma sabedoria mais elevada.
Concluo dizendo com pesar que: Sim, as pessoas puras nada sabem. Os puros, não foram tocados pelas impurezas da vida, logo, são abençoados pois pouco sabem, pouco vêem.
Quanto mais conhecimento, maior será o seu sofrimento e, maior será sua sabedoria.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Seja luz.
Nietzsche dizia que no caos de nós próprios é que se originam estrelas. E eu concordo. Só deixamos sorrir, porque um dia também tivemos que chorar. Sei que muitas vezes estamos diante de situações que fogem às nossas expectativas e precisamos nos reinventar. Mas o caminho sempre existe e nos permite a chance de ver o bonito. Aproveite a sua vista. Aproveite o seu momento. Aproveite a vida. Se deixe olhar.
O eterno retorno é uma ideia misteriosa e, com elas, Nietzsche pôs muitos filósofos em dificuldades: pensar que um dia tudo vai se repetir como foi vivido e que tal repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?
O mito do eterno retorno afirma, por negação, que a vida que desaparece de uma vez por todas, que não volta mais, é semelhante a uma sombra, não tem peso, está morta por antecipação, e por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa atrocidade, essa beleza, esse esplendor não têm o menor sentido. Essa vida é tão importante quanto uma entre dois reinos africanos do século XIV, que não alterou em nada a face do mundo, embora trezentos mil negros tenham encontrado nela a morte depois de suplícios indescritíveis.
Será que essa guerra entre dois reinos africanos do século XIV se modifica pelo fato de se repetir um número incalculável de vezes no eterno retorno?
Sim: ela se tornará um bloco que se forma e perdura, e sua brutalidade não terá remissão.
Se a Revolução Francesa devesse se repetir eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas como ele trata de algo que não voltará, os anos sangrentos não passam de palavras, teorias, discussões, são mais leves que uma pluma, já não provocam medo. Existe uma diferença infinita entre um Robespierre que apareceu uma só vez na história e um Robespierre que voltaria eternamente para cortar a cabeça dos franceses.
Digamos, portanto, que a ideia do eterno retorno designa uma perspectiva em que as coisas não parecem ser como nós as conhecemos: elas aparecem para nós sem a circunstância atenuante de sua fugacidade. Com efeito, essa circunstância atenuante nos impede de pronunciar qualquer veredicto. Como condenar o que é efêmero? As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia: até mesmo a guilhotina.
Não faz muito tempo, surpreendi-me experimentando uma sensação incrível: folheando um livro sobre Hitler, fiquei emocionado com algumas fotos dele; lembravam-me o tempo de minha infância; eu a vivi durante a guerra; diversos membros da minha família foram mortos nos campos de concentração nazistas; mas o que era a sua morte diante dessa fotografia Hitler que me lembrava um tempo passado da minha vida, um tempo que não voltaria mais?
Essa reconciliação com Hitler trai a profunda perversão, moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente permitido.
(A Insustentável Leveza do Ser)
Nietzsche e Sartre, que perderam o pai quando jovens. Será que Nietzsche teria se tornado o Anticristo se o pai, um pastor luterano, não tivesse morrido quando ele era criança? Na autobiografia de Sartre, ele demonstra alívio por não precisar ter a aprovação do pai.
Nietzsche errou!
Deus não quer ser louvado a todo instante, por isso nos fez filhos e não servos. Crê-lo agora, meu caro?!
Friedrich Nietzsche disse: 'Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo'. Mas penso como pode existir alguém que não conheça um Deus tão vivo a ponto de não querer adorá-lO todo o tempo.