Filósofos

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Nada nos limitava, nada nos definia, nada nos sujeitava; nossas ligações com o mundo, nós é que as criávamos; a liberdade era nossa própria substância.

Simone de Beauvoir
A força da idade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

À minha volta, reprovava-se a mentira, mas fugia-se cuidadosamente da verdade.

Simone de Beauvoir
Memórias de uma moça bem-comportada (1958).

Quanto menos eu me reconheço em meu corpo, mais me sinto obrigada a me ocupar com ele.

Mesmo com toda libertação feminina essa grande "paciência" que nos caracteriza não deve nunca acabar. É uma riqueza de infinitos alcances que aumenta os poderes de paz do Universo.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. Balanço Final. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1982

Ela nunca iria mudar, mas um dia com o toque de um dedo, ela cairia em pó.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. Os Mandarins, Ediouro - Sinergia, 2006

Se a mulher foi, muitas vezes, comparada à água, é entre outros motivos porque é o espelho em que o Narciso macho se contempla; debruça-se sobre ela de boa ou de má-fé. Mas o que, em todo caso, ele lhe pede é que seja fora dele tudo o que não pode apreender em si, pois a interioridade do existente não passa de nada e, para se atingir, ele precisa projetar-se em um objeto. A mulher é para ele a suprema recompensa porque é sob uma forma exterior que ele pode possuir, em sua carne, sua própria apoteose

Tesouro, presa, jogo e risco, musa, guia, juiz, mediadora, espelho, a mulher é o Outro em que o sujeito se supera sem ser limitado, que a ele se opõe sem o negar. Ela é o Outro que se deixa anexar sem deixar de ser o Outro. E, desse modo, ela é tão necessária à alegria do homem e a seu triunfo, que se pode dizer que, se ela não existisse, os homens a teriam inventado.

A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si mas relativamente a ele; ela não é considerada um ser autônomo.

Pela primeira vez na vida, tinha a impressão de que o bem não coincidia com a verdade.

Simone de Beauvoir
Memórias de uma moça bem-comportada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

“Julguei que seria resolvido com muita facilidade: é possível conciliar fidelidade e liberdade? E se for, a que preço? (…) Se os dois aliados permitem-se apenas ligações sexuais passageiras, não há dificuldade, mas isso também significa que a liberdade que se permitem não merece o nome que tem. Sartre e eu fomos ambiciosos; foi nosso desejo experimentar amores contingentes. Mas, há uma pergunta que evitamos deliberadamente: como a terceira pessoa se sentiria em relação ao acerto?”

Levando minhas repugnâncias até o vômito, meus desejos até a obsessão, um abismo separava as coisas de que gostava das de que não gostava.

⁠A ação das mulheres nunca passou de uma agitação simbólica; só ganharam o que os homens concordaram em lhes conceder; elas nada tomaram; elas receberam.

Simone de Beauvoir
O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

Já amei, já sofri, no final de tudo eu sorri e estou amando mais uma vez, sofrendo mais uma vez e sorrindo mais uma vez, porque é assim mesmo, todos amam, todos choram, todos sorriem, a vida te ensina a ser assim.

Gosto do amor... Também gosto da dor, dor no peito que só sentiu quem já amou.

Quem me crítica não vive minha vida nem cura minhas feridas.

Se a mãe ama o filho desde de a barriga porquê eu sou novo para amar?

Se sua crítica me ofender não serei eu, pois não aceito críticas de quem nunca provou lutar pela igualdade.

Medida pelas intenções da natureza, a pobreza é uma grande riqueza; pelo contrário, a riqueza é uma grande pobreza.

...compreendi que agir, amar, sofrer, tudo isso é, na verdade, viver, mas é viver na medida em que se é lúcido e se aceita o destino, como o reflexo único de um arco-íris de alegrias e de paixões, que é igual para todos.

Cristo morreu sem saber… Deixou-nos sós para continuar… mesmo quando estamos na masmorra, sabendo o que Ele sabia, mas incapazes de fazer o que Ele fez, incapazes de morrer como Ele.