Filosofia
Deus não cabe em pacotes de filosofias, não cabe em dogmas humanos, não cabe em nenhuma sistematização teológica. Deus tem que ser experimentado. Somente se relacionando com o Eterno, se entregando em fé, que poderemos experimentar essa intimidade. Mas o que se tem visto no meio evangélico é “Deus como uma doutrina, um dogma”, e não como experiência e relação em amor. Os sistematizadores de Deus não conseguem apreender a verdade de modo existencial e relacional, mas apenas lógico e racional.
No cajado da sabedoria, o entender 'e raso, o compreender; profundo. Tal como a relva que alimenta as ovelhas, mas o ruminar, acaba por sacia-las.
De fato acreditei que dessa vez tudo terminaria, mas agora percebo as coisas indo para outro patamar; a humanidade esta' a salvo!
"Para muitos a cura está em desconectar um pouco deste mundo, enquanto que para outros tantos a cura pode está justamente em conectar."
A base ideológica de uma sociedade é a educação. O gestor público que não valoriza a educação, almeja usar a ignorância do seu povo como massa de sustentação de sua oligarquia no poder
Dizem que o tempo cura tudo,
que as feridas se fecham, as cicatrizes desaparecem,
as dores cessam e que as lagrimas secam, passei muito tempo a acreditar nisso. Mas a verdade mesmo é que nada melhor do que uma boa dose do amor próprio.
Não mais estabeleço metas, também não busco agradar, não vivo mais para ser agradável, nem amável, nem sociável… Socialidade eu deixo para os que buscam serem reconhecidos mesmo que um alto preço custe. Não vivo mais para ser de todos, para estar com todos, hoje vivo para não perder-me em meio a todos. Pois é muito fácil perder-se, o difícil é reencontra-se!
O que você chama de arrogância eu chamo de personalidade.
Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.
Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.
Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.
Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.
Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.
Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.
Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.
