Falecimento
sinto uma falta não sentida
por uma morte já vivida
e que a cada despedida
meu eu desaparecia
é o que eu lembro
é o que sinto
um vazio ao recordar
daquele lindo mar
eu amava olhar para ele, sempre
até me afogar.
A morte nada mais é que uma despedida inesperada da qual não temos o direito de contestar ou evitar...
A morte seria mais compreensível, se soubéssemos quando viria, e pudéssemos realizar uma despedida digna, mostrando o quanto amamos tal pessoa, e o quanto ela é importante.
Mas não sabemos, e nos esquecemos de abraçar, apontar a importância e dizer que ama; parece que desprezamos o que podemos fazer, e valorizamos o que não podemos mais.
A chegada faz parte da vida. A despedida faz pate da vida [...] Sem a Morte, a Vida também não existiria, pois a vida é, precisamente, uma permanente despedida.
Enquanto houver vida ,haverá morte também.
Depois da despedida sempre existirá o além.
Enquanto existir ódio,existira o amor também,
para relevar as coisas te façam bem.
E quando abrir feridas,
tem que superar a dor.
Mas enquanto houver som,
eu vivo a cantar o amor!..
A morte, para aqueles que amam a DEUS, não é uma despedida, nem um adeus, mas um novo começo junto ao SENHOR da VIDA.
morte sob a luz do luar
sobre a despedida eterna
os laços do coração
são fonte do desejo,
morto a clamado...
embora o tempo tenha acabado,
entre esses tons...
amor a morte lhe cai bem,
no sentimento profundo,
tua luz apaga se no teu ser,
faminto de amor,
reluz o tempo que passou,
nas lastimas passadas,
a morte é doce veneno,
no qual os sentimento passou,
encravado na alma perdida de amor,
no fundo do poço do qual não fundo,
só águas turvas de amarguras...
doloridas sobre a luz do luar,
declamo a dor passado,
nos teus braços como ultima...
gota de suspiro,
seja declarado meu amor,
por aquele amor que viveu
entre os passos da eternidade.
por celso roberto nadilo
A MORTE
Oh! dor negra! O adeus tal breve fumaça
Chora o pesar, a despedida em romaria
E vê despedaçar, amealhar a mágoa fria
Por onde o cortejo da saudade passa...
Mói o aperto no peito, sentenciado dia
A noite sem sossego, o acosso devassa
E só, trevoso, e o silêncio estardalhaça
No horror desta ausência, lamúria vazia
Oh! Jornada! A sofrer, fado de hino forte
Olhar molhado, e a alma cheia de pranto
Tinhas junto a vida, tendo tão junto a morte
Partiste! Denotando está infesta loucura
Trocaste o vital por este sossego santo
Desenhando na recordação tanta tristura
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
03/09/2019, cerrado goiano
Despedida de meu irmão Eugênio
Olavobilaquiando
me contemple no meu sepulcro
na minha morte de sentimentos
no aguardo de sua fatal despedida
crave letras tristes na minha lápide,
em versos negros arrancados
do lado obscuro do seu coração,
podes ainda tatuar no meu corpo morto
palavras inssossas de tua alma solitária,
rasgue versos sem dó nem piedade
me contemple antes de descer com os mortos,
sufoca-me na escuridão das tuas palavras,
sangra-me até a morte com tua língua ferina,
contemple também a morte de minha alma,
reduzida a cinzas no Jardim dos meus escritos
alma esta que cultivou flores de seus sorrisos
rosas de tua voz e jasmins de seus olhares
como primícias do meu Jardim,
me contemple no meu sepulcro
afogue meu corpo na escuridão
e minha alma no Jardim consumida
contemple minha alma em meu Jardim
reduzida a cinzas de sentimentos
terra seca de desamores de seus medos
olhe para as flores dos seus sorrisos
definhando no Jardim de minha alma,
a terra apodrecida em feridas abertas
vê agora as rosas da tua voz,
roucas e murchas arrancadas da terra
despetaladas de suas próprias rejeições
contemple os jasmins de seus olhares
cegos e intensos queimando desejos
nas cinzas estéreis da terra da minha alma
tempestades de tuas lágrimas a cair
não darão mais forças a minha alma
gritos do silêncio de tua alma ecoando
não despertarão mais sentimentos
confina tua alma, resigne tua solidão
corte seu corpo, sangre feridas
soletre saudades dizendo meu nome
ame sozinha se for capaz, grite amores,
busque palavras no vazio dos corpos que te cercam,
encharque em álcool tuas tristezas,
afogue com Bukowski seus dilemas
repita que vai me esquecer até acreditar nisso,
consuma minhas palavras acendendo e
consumindo cigarros,
e como fumaça me lance aos sabores dos ventos
me contemple mais uma vez no meu sepulcro,
despeje terra com a raiva de sua volúpia,
sufoca-me com essa boca grande a gritar despedidas
dá-me o golpe fatal, mata-me logo,
com seus medos loucos e doentios
rasga-me ainda vivo com as velhas lâminas enferrujadas dos seus ciúmes,
não esquece de cravar na minha lápide
momentos de um tempo que vivi em ti,
enquanto tu fugias de ti mesmo,
esquece-me então nos seus devaneios,
porque eu logo esquecerei de ti
quando esquecer de mim mesmo,
me mata então para que assim aconteça,
me contemple ainda uma vez no meu sepulcro,
olha-me sórdida e sem medo,
sem medo de ver a você mesma em mim..
**Um poema para a minha morte
A maior tristeza da vida não é a morte. Mas sim a falta da despedida...
Temos que ir, nós temos. Mas ir sem se despedir não é justo.
O tempo não para, infelizmente ele não espera.
Eu não tenho medo de partir, mas eu queria dar um abraço antes.
Queria dizer tchau e dizer que amei e amo muito.
Eu sei que brigamos, eu sei que eu não fui bom todos os momentos.
Eu sei que eu falhei , mas eu queria me desculpar.
Tudo isso é muito pequeno agora.
Eu te amo ! E esse amor nunca foi real. Ele nunca foi visto e nunca poderia ser pego com as mãos.
E é justamente por isso que ele sempre será eterno.
Pois não se pode destruir oque não é físico.
Te amo, te amo pra sempre !
A Vi...(A Morte)...da!
A interrupção , a divisão, a frustração, a tristeza, a partida , a saudade...
A Separação!
A Angustiada lacuna , a vertiginosa amargura, a desesperada secura, a inveterada procura de explicação...
A sina humana é forte, não se trata de azar ou sorte, essa certeza da morte , gera uma enorme interrogação!
Tratamos com indiferença, tentamos criar a crença, pra amortecer a desilusão...
Buscamos na teologia, criamos filosofia, de posse de ideologia, burlamos a aflição...
Morte é morte e é dolorosa, na sua capa impetuosa, carrega escondida seu aguilhão...
Embora saibamos que a carne é Pô,
E para o pó volta, sem piedade e sem dó
A realidade não faz confusão!
O fim da historia e da trajetória, parece derrota e não vitória, mesmo esperando a Redenção...
Criados nós fomos pra eternidade,,
o pecado entrou na humanidade.
Cessou a inocência e a santidade
A morte surgiu como condenação...
Só há uma chance e uma esperança,
A Cruz do calvário e sua herança
Onde Cristo sangrando a todos alcança
Basta crer e aceitar com Convicção!
Creia e Viva!!!
Onde está você?
Felicidade onde está você?
Aqui só encontro saudade
Eu preciso encontrar você
Felicidade vou te procurar!
Partiu, levando meu amor,
Tão distante está meu bem,
Tudo fica frio sem teu calor
E alegria sem você não vêm!
Marta Gouvêa
O QUE FUI
O que fui, ficou parado na vida
Meu sorriso aberto, um dia chorou
A saudade de mim, em mim agora atordoa meu ser
O vazio me mata
Caí, e gravemente feri-me
O pesadelo acordou, já não sonho
Na cama vazia eu busco refúgio
Meu chão é meu hoje, não tenho amanhã…
Perdi ilusão
Hoje proclamo o dia da perda, não mais ouço meu grito
A vida é nefasta em mim, não creio em mais nada
A lua apagou lá no alto
O brilho do sol não volta amanhã aquecer meu viver
A cidade é vazia
O veneno não me consola, me isola e me salva do nada
Omitir pra viver, me disseram
Eu não quero
Quero ser livre, quero ser eu, e já não posso
No vento forte caí, queria poder levantar
Bater a poeira e voltar a viver
Mas…Já não posso fazer
O meu tempo foi ontem, o passado levou
Meu espelho já não mais pode me ver
Parti, fui embora de mim
No dia que a ti me dei por inteiro
E hoje por detrás dos trapos em que me escondo
Vivo estou, na letargia do tempo
Tempo que em mim parou
Nas profundezas do pântano
Que todo meu ser mergulhou
Chegou sem avisar. Sem pedir licença adentrou minha rotina. Deixou está, fez café... segredou-me silêncio.
Agora, evadiu-se... levou consigo minhas confidencias e parte da alma minha.
Restaram saudades.
Lembranças ainda dormem sobre os travesseiros...
Não mais verá o manacá em flor, plantado no jardim, perto do quarto, envolvendo em perfume nossa alegria de carinhos fartos. Também o ipê florido não verás, porque antecedeste a primavera... Ora, saudade, para mim, é um doce-amargo-enlevo, o que vale dizer que até o fim dos meus dias estarei alternando, o doce enlevo da lembrança, com pitada amarga de saudade. Suave é a pena...