Estranhos

Cerca de 616 frases e pensamentos: Estranhos

Pessoas estranhas procuram por caminhos estranhos e acabam achando estranhas surpresas.

Inserida por HelgirGirodo

Nossa fé está em nossas ações. Acolhemos estranhos em nossa casa, damos dinheiro e comida para aqueles que não têm nada e nos sentamos ao lado do corpo de um ente querido antes do enterro. Mesmo ser um bom aluno ou ser gentil com seu parceiro é um ato semelhante a prece. Coisas que nos mantém vivos e que permitem que pessoas pobres ajudem outras, como um simples pão, são sagradas.

Neste mundo de memórias, não há espaço para estranhos.

A própria vida é estranha e somos todos estranhos vivendo em um mundo estranho.

Quem é ele?

Diziam que Víctor tinha hábitos estranhos, que colecionava livros de ocultismo, artefatos antigos e totens indígenas. Uns falavam que ele era um bruxo; outros, um sádico terrorista. Havia até quem afirmasse ser ele um alienígena. Tinha noites em que se podia ouvi-lo murmurar palavras indecifráveis que mais pareciam grunhidos a evocar entidades. Um amigo meu me disse certa vez que um terceiro lhe havia dito que alguém teria visto Víctor conversar com estatuetas de cobre enquanto fazia gestos esquisitos com um punhal de prata. Segundo ele, esse alguém teria sido vizinho de Victor. Relatou-me que esse tal vizinho teria visto a cena por meio de um binóculo, espionando através da janela da casa onde Victor morava. Nunca acreditei integralmente em tudo isso. Mas a presença dele realmente incomodava. Talvez por conta das histórias, não sei. De fato, ele era muito obscuro. Victor parecia não ter sentimentos, falava só o necessário, apenas respondia pausadamente, com voz baixa e grave, a quem ousava dirigir-lhe a palavra. Não sei por que nem para que tinha vindo a nossa cidade. Ele pouco saia. Na verdade, Víctor só podia ser visto em público depois que o sol se punha; ou melhor, quando o sol não se fazia presente. Aliás, isso o tornava ainda mais misterioso. Seria ele um vampiro? Se eu acreditasse que vampiros existissem, ele seria a pessoa mais suspeita do mundo. Confesso que o vi pouquíssimas vezes. Talvez umas quatro ou cinco. Ainda assim, não o vi direito... quero dizer: não vi detalhes de sua aparência, por causa do capuz. Só dava para perceber que ele tinha uma pele muito branca, rosto alongado, nariz comprido e fino. Mesmo seus olhos sempre pareciam fechados, na penumbra do capuz, voltados para baixo. Figura sinistra, sem dúvidas. Era bem alto, um tanto quanto corcunda, não se misturava. Dentre outras coisas bizarras, criou-se uma espécie de lenda em que se dizia que Victor não olhava para as pessoas porque, ao olhar, poderia capturar os pensamentos e até mesmo a alma delas. E isso seria um fardo para ele. Por conta dessas histórias, todos desviavam os olhares de Víctor, embora se sentissem misteriosamente atraídos por aquela pobre criatura. Quando o vi pela primeira vez, senti como que se ele pudesse me observar mesmo sem olhar para mim. Sentia também que ele podia ver a tudo e a todos mesmo sem usar os seus olhos. Sempre que um fato inusitado ocorria na cidade, desconfiava-se dele, como que se ele pudesse interferir inclusive na natureza do mundo. Sinceramente, eu tinha muita pena daquele homem, tanto que por não poucas vezes expulsei meninos que atiravam pedras na casa dele para depois darem no pé sem olhar para trás, com medo de se transformar em estatuetas de cobre.

No crepúsculo da vida devemos estar atentos
Para não sermos derrubados por estranhos poderes
Sobrenaturais.

Assim são os relacionamentos, dois estranhos que dão liberdade um ao outro e devem aprender a conviver entre beijos, abraços, ciúmes e todo o resto do mundo conspirando, às vezes para o bem e às vezes para o mal, mesmo assim esses estranhos quando juntos, evidenciam que claramente são os melhores amantes.

“Nós”

Somos simples como arroz e feijão
Estranhos, como rato e leitão
As vezes ocos como os cocos

Inteiros como as mudas
Curtos como o tempo
Mas puros como o amor.

Grandes momentos estão e situção inusitadas em lugares estranhos e momentos inexplicaveis.

ele: Faz tanto tempo. Somos estranhos agora?
ela: não sei dizer.. foram meses que eu me perguntei. agora, pra mim, tanto faz.
ele: você é ridícula as vezes. as coisas acontecem e você quer que eu sinta o peso disso na minha consciência.
ela: acho que ela está falando por mim, né?
ele: seja sensata, nós dois sabemos que você ainda me ama e que eu te amo também.
ela: agora isso importa? porque antes era um mero detalhe pra você..quantas vezes eu quis dizer sem você pra escutar? eu me cansei, sabia?
ele: o que você tá dizendo ?
ela: que eu não quero mais saber de você. e sim, eu ainda te amo..mas se passaram muitos meses em que eu estive sem você, agora posso aguentar.

São estranhos os caminhos de Deus,
mas todos nos levam às estrelas

É irônico pensar que grandes amigos podem se tornar grandes estranhos, grandes amores podem com o passar do tempo se tornar experiências infrutíferas, sobretudo é doloroso saber que um mural de fotos com todas essas recordações dói mais que todas as lembranças.

De algum jeito, às vezes estranhos, outros nem tanto, a amizade verdadeira nos traz momentos marcantes e pessoas inesquecíveis.

Não aguento mais esses sentimentos estranhos que vão e voltam. Não mesmo. Parece que a cada vez que somem, quando voltam, voltam ainda mais fortes, ainda mais profundos… e machucam mais ainda. Não acredito que pela primeira vez estou chorando por isso. Ok, é nessa hora que você me diz: “Não chora, não vale a pena”. E eu vou querer olhar pra você e vou querer mandar você para um lugar que não é muito propício colocar aqui. Mas eu só fico querendo, pois nem forças para ouvir o que você me disse eu tenho. Eu só choro. Na verdade, as palavras que você me diz, parecem estar perdidas até eu raciocinar… Posso não conseguir raciocinar no estado que estou. Mas meu coração demonstra estar raciocinando parcialmente. Parece que ele não entende o “não”. É como se escutasse “chora, vale a pena”. Pois é só isso, que eu estou fazendo: Chorando. E de algum modo, o qual eu não sei, meu coração ainda acha que vale a pena. Eu não gosto de me sentir assim. Mas o que eu posso fazer? Queria eu ter um coração de pedra. Ser imune aos sentimentos que fazem você ficar boba. Ser imune aos sentimentos que fazem você sentir falta de algo que nunca foi seu; aos que fazem seus olhos brilharem, aos sentimentos que fazem você ter aquelas famosas borboletas em sua barriga, fazem você engolir seco, fazem você ver um filme, ler um livro, ouvir uma música e já pensar em alguém, ser imune a esse sentimento que você está sentindo agora, ao ler esse meu texto e sem querer, veio essa pessoa em sua mente. Mas não, meu coração não é de pedra, nem o seu. Eu não sou imune a esses sentimentos e eu sinto todas as coisas ridículas que eu citei, todo esse blablabla e esse clichê eterno, que sempre vamos ouvir. Infelizmente, não tem o que fazer. Agora, as minhas lágrimas pararam de cair. Elas são assim, como os meus sentimentos… vão e voltam. Mas chega uma hora em que as lágrimas não existem mais. Ou até mesmo, se cansam de aparecer por esse motivo. E esse meu sentimento, acredito que será assim também: uma hora não vai existir mais. Ou até mesmo, irá se cansar de aparecer por um alguém. Um alguém que muitas vezes, foi o tal motivo das várias lágrimas. As lágrimas não são eternas. Nem esse sentimento estranho. Afinal, se também existe aquele outro clichê de que “nada é para sempre” não é nessa situação que vai ser diferente.

Estranhos nos olhavam e comentavam. Qualquer leigo no quesito "amor" sabia que no meio de nós existia algo mágico. Pena que hoje você se foi. Não saberei o que dizer quando meu vizinho perguntar de você, talvez direi "Nós dois estamos seguindo em frente, ambos sozinhos. Quem sabe nos cruzaremos daqui um tempo".

"Família são aqueles estranhos com quem convivemos e sabem tudo o que fazemos, mas nada do que sentimos.

Na selva de concreto habitam estranhos seres, loucas almas sedentas, corruptos escorpiões.

Desejos estranhos vagando no tempo.
Sigo ao vento, inconsciente, vivo aos
extremos

Hora é paz, noutra é guerra
No doce silêncio ou no barulho da terra,
há uma longa espera .

Em rebeldia ou intensa alegria,
repentinamente numa fuga, como um
passarinho sem ninho pousa na alma,
e inspira poesia.

Tudo acontece, mas nada surpreende...
Às vezes me encorajo, às vezes tenho
Medo.
Mas a mim não espanta, não há nenhum
Segredo.

Me engorda, ou definha, nessa vida louca
extremada... esta é a vida... minha.

Engraçado, agora parecemos dois estranhos. Aquele amor ficou parado ali mesmo, no meio da estrada, de bagagem pesada, só com a roupa do corpo, sem saber que rumo seguir, sem mim, sem você, sem carona, sem atalhos nem mapas. O nosso amor vaga: com sede, com fome, com lágrimas. E espera, espera um dia a nossa volta, espera que um dia, feito criança, o carreguemos no colo e brinque e sorria como era de costume fazer nos piqueniques de domingo.

O tempo passa, o vento passa, a paisagem passa, o amor não passa. Ele fica! Caminha a passos lentos e exaustos, as malas pesadas de recordações já puíram, arrebentaram e ficaram pra trás. Os olhos cansados já não enxergam a longas distâncias, já não me reconheceriam, nem reconheceriam você. Nosso amor é uma moldura sem retrato em busca dos rostos que antes ali sorriam! É um vão eterno entre mim e você.

O amor envelhece, a memória desgasta, as lembranças se vão, os sentidos enfraquecem, mas lá no fundo tem uma coisa que ainda queima, e arde, e dói! Aí acontece que o amor não espera mais por mim nem por você, espera por alguém, qualquer alguém que o leve e cuide e guie e queira bem.

O amor não passa, não acaba, adormece. Se vai aos poucos na esperança de um dia saber como voltar!

Quando estamos juntos você desperta em mim as mais loucas sensações, os mais estranhos desejos;
Com você eu perco a noção da razão e o equilíbrio da vontade.