Estranhos
Vivemos tempos estranhos, onde a consciência nao pesa pelo pecado e tão pouco sabe sobre o que é certo, onde quem tem valor é palhaço e deturpar valores é normalizado, onde pessoas nao dão o seu melhor e vive do "to tentando", onde tudo é teste e nada e convicção, onde ter fé é bobagem e ser capitalista desequilibradamente é mania, onde param no termo "é difícil" e acredita que impossivel acontece. As vezes eu me pergunto se tudo isso e loucura, ou se o louco sou eu.
Não entendo o que incomoda, eu não sou normal, tenho sentimentos estranhos, tenho meus vazios, tenho uma alma inquieta que faz de mim um deserto, ou um grande povoado.
Hora bate loucuras que não tem remédio que cura, nem eu me entendo varia os sentimentos. Sou verso e reverso, me viro do avesso para entender direito qual e o caminho perfeito dentro das minhas imperfeições.
Vejo não tem solução, aceito ou me rejeito, busco viver as regras dentro do meu padrão.
Às vezes a vida toma rumos estranhos! As coisas nem sempre são como gostaríamos, as frustrações dos" nãos" que levamos na vida nem sempre são bem compreendidas. Amadurecer, crescer como ser humano as vezes é um doloroso processo, mas como o aço que é aquecido e resfriado, nos endurece a superfície, mas não nosso interior.
Nos dias que nao falamos nao é por que estamos estranhos e sim por que ninguem percebe em nosso olhar oque realmente queriamos falar...
A dor do vazio,a dor da frustração de um outra vida,a dor de amigos de verdade,a dor de uma pessoas realmente conhecer você de verdade e nao só da boca pra fora
*UM TAL DE “SOLIDARIEDADE ARACATI”*
Em tempos estranhos
Onde o sorriso parece sumir
Tem gente pequena que acredita
E com gestos gigantes nos ensina a seguir.
É gente que cedo pega no batente
Com disposição de anjo humano
Para que tão logo chegue aos simples
A comida que cessa o pranto.
Gente abnegada que investe tempo
Para que o outro seja saciado
O suor que escorre do rosto
É gratidão em levar ao irmão “seu bocado”.
Um tal de “Solidariedade Aracati”
Abraça a fome dos semelhantes
Levando a cada um a certeza:
“Você não está só nem por um instante”.
Entre críticas e elogios
As “Valentes Guerreiras” com amor se dedicam
É Deus quem abençoa esse povo
Que dá sentido a tantas vidas.
Gratidão é nosso sentimento
E desejamos, bravo “Solidariedade Aracati”,
Que os Bons Ventos dessa terra
Faça crescer o vosso existir.
Carinhosamente...
Rônet Alves
Aracati-Ce, 23 de abril de 2021.
Na mesa
Um de um lado
Outro no outro
Celulares na mão
Falando com estranhos
Conectados em um mundo
Desconectados em outro
Pessoas que você dizia conhecer, hoje são estranhos, estranhos que você repudiava, hoje são seus amigos.
Beijo de maçã verde
Estranhos cabelos de fogo
Estranho fogo ardente
Estranho um para o outro
Estranha ausência entre a gente
Estranho não te ver
Estranho me sentir em paz
Estranho não te ter
Mas o estranho mesmo é perceber que você não volta mais.
Slá, só mais um café.
Os desígnios de Deus, embora muitas vezes nos pareçam estranhos e incompreensíveis, são traçados com um propósito divino e perfeito. Há um filme que assisto de tempos em tempos chamado *Os Pássaros Feridos*. É uma história única, uma saga que atravessa mais de 60 anos, narrando o romance proibido entre um padre e uma jovem comum.
A trama se inspira na lenda de um pássaro espinheiro, que passa a vida buscando o espinho mais afiado para empalar-se. E, ao fazer isso, entoa um canto incomparável, mais belo que o da cotovia e do rouxinol. É um canto sublime, cuja perfeição só é alcançada ao custo da própria vida.
Quantos de nós, ao longo da vida, não nos ferimos em espinhos dolorosos, conscientes de que, apesar da dor, esses momentos podem extrair o melhor de nós? Esse filme fala sobre renúncia, não sobre religião, e carrega uma mensagem profunda e universal. Recomendo com entusiasmo, pois é uma obra que nos faz refletir. Espero que, um dia, você tenha a oportunidade de assisti-lo.
Durante a sua caminhada não se surpreenda ao receber mais apoio de estranhos do que de pessoas próximas a você, sejam estas “amigos” ou familiares.
Sim, somos estranhos,
Porém,
São apenas diferenças,
Somos únicos,
Ambíguos,
Isso me desperta amor,
Inspira,
Faz-me transbordar,
Tudo que não conhecemos à fundo,
Estranheza nos gera,
E,
Pensando bem,
Questionável é,
Até mesmo o autoconhecimento,
Somos mutáveis,
Uma construção,
Onde os tijolos,
São nossas escolhas.
Em minha família
somos todos uns estranhos seres
que desligam o rádio e a tv para
ouvir a chuva e iluminar-se
diante das tormentas,
que apagam as lâmpadas
para ver o brilho da lua
e das estrelas no céu.
Na madrugada,
quando a cidade dorme,
por trás de seus cadeados,
nossa casa é um templo
varado de silêncio e luz
por todas as janelas abertas.
Cremos que os perigos
adormecem sob a lua.
“Tempos estranhos
de palavras instantâneas
compromissos liquefeitos
verdades oscilantes
punhaladas sorridentes.”
A CHAMA DE UMA VELA
No último domingo
vivi um dos momentos mais estranhos.
Abri uma pequena caixa, e nela,
escritos com a minha chancela.
Não os li porém,
ainda que todos te retratassem.
Pus-me a rasgá-los um a um, lentamente,
tomado de misterioso silêncio.
E assim continuei até que terminasse!
Foi exatamente desse jeito que te apaguei ...
sem emoção e friamente
como se estivesse apagado a chama de uma vela.
- Relacionados
- Pense Nisso
- Pare um Minuto e Reflita
- Reflita
- Reflita e Pense