Esquecido
À tvi e ao esquecido cid… GENTES do NORTE…
Certo dia, um cantor, que em mim gostava;
Assim falou, tão mal, das nossas gentes;
Alegando, nem pra o mar termos dentes;
Por tanta pobreza, que em nós achava!
Porque errar é humano, desculpei-o;
Mas do tal, cá jamais me irei esquecer;
Por nele haver: tal pobreza de ser;
Em si tão tida, em seu achar; por tão feio!
Quanto a vós, jornalistas e não só;
Por ser do NORTE, a vós vou desculpar;
Pelo tal desculpar, por vós pedido!...
Dedicando-vos um de mim tal dó!
Por ver em tais, sem querer, magoar;
Dizer, que jamais será ESQUECIDO.
Com mágoa;
O PÁSSARO
Logo ao acordar pela manhã...
Enquanto eu caminhava em meu jardim...
Um pássaro veio me falar da liberdade...
Seu canto me lembrou de tempos esquecidos...
Em eras atrás já perdidos...
E sua canção me dizia assim:
Esqueça do mundo lá fora...
Feche seus olhos e sonhe...
E tudo ficará bem...
A hora sempre é agora...
Sonhar é permitido...
Mas fazer é decisivo...
O vento vai e vem...
Um dia ele me ensinou...
O que canto para ti agora...
Viver é muito bom...
Ser grato a tudo....
E louvar ao Criador....
Ninguém existe ao acaso...
Não há fado tão cruel...
O vazio não existe...
Contemple o céu....
Se a dor hoje lhe aflige...
Vou te contar para compreender...
Toda ação, uma reação...
Dessa lei ninguém consegue fugir...
Pelas estradas e caminho que tu fores...
Tenha muito cuidado...
Em meio a fortes espinhos...
Nascem as mais belas flores...
A ilusão é uma bela dama...
Que te convida a passear...
Põe em seu coração desejos...
Em abismos vai te empurrar...
Você não tem asas como eu tenho...
Em meu ninho logo cedo...
Aprendi a voar...
O homem também voa...
Quando se põe a amar...
Após terminar sua melodia...
O pássaro partiu...
Entendi naquele dia...
Que através de um pássaro...
Um anjo em minha vida surgiu...
Sempre Deus conosco fala...
É a grande verdade...
Sabei então ouvir...
A voz da divindade...
Se em caminho dos justos andar...
Deus contigo...
Sempre estará...
Não temas...
Segue adiante...
Seja feliz...
Em novo horizonte...
Sandro Paschoal Nogueira
VELHO VIOLÃO
Autor: Farley Dos Santos.
Numa cabana abandonada
Com um grande porão escuro
Lá está ele
O velho violão esquecido
Jogado a anos em meio a poeiras
Imóvel, ele fica em silêncio
Suas poucas cordas que lhe restam
Já não trás mais melodia
O sucesso que fazia
Virou memórias inesquecíveis.
Os dias passam lentamente
E ele fica alí, parado
Pois nada pode fazer
Já é tarde demais
Desafinado e enferrujado
Ele lembra dos aplausos da platéia
Cansado e sem mais esperança
O velho violão descansa.
O X da questão de quem sempre foi esquecido, é que chega num determinado momento da vida, não faz questão de ser lembrado.
O segredo das grandes fortunas sem causa aparente é um crime esquecido porque o serviço foi bem-feito.
Quando o passado é esquecido, então ele pode retornar. Só quem se lembra dele tem a chance de evitá-lo. Pois a escuridão nunca vai embora de verdade. Ela só espera que o mundo esqueça, para que possa ressurgir.
"Ser esquecido é inevitável "
Existir é tão intenso
Que até no melhores feitos somos esquecidos
Pois haverá outras gerações, outros significados.
Nunca mantemos memórias
Pois não há controle sobre.
Sabe por que não termino minhas histórias? Porque quando as pessoas ouvem o fim, o resto da história é esquecido.
O amor é uma promessa. O amor é uma lembrança. Uma vez dado, jamais é esquecido. Nunca o deixe desaparecer.
Lembra quando se sentiu tão esquecido
A depressão te afastou dos seus amigos
E nem forças você tinha pra orar, mas escute o que eu vou te falar
É Deus te escondendo
Um sentimento verdadeiro e profundo
que nunca será esquecido
pode tornar-se um amargo tormento
ou um necessário alívio.
Brinquedo Esquecido
Todo mundo quer perder seus medos
Deus me livre eu perder os meus
Te arranquei de dentro do meu peito
e confesso que doeu
Parecia tudo tão perfeito
Nada igual jamais me aconteceu
Eu me sinto um velho brinquedo
Que a criança esqueceu
Que a criança esqueceu
Eu não sou o teu brinquedo
Trás de volta o que é meu
Já te arranquei do peito
e confesso que doeu
Invisível
No mar de rostos, sou a sombra esquecida, um eco perdido, sem voz, sem vida.
Mas em meu silêncio, encontro a beleza, a força de ser invisível, uma sutileza.
Nas entrelinhas da multidão que passa, eu me escondo, observo sem ser visto.
É nos detalhes que encontro meu encanto, na solidão, sou livre, um ser em pranto.
Não ser notado é uma dádiva secreta, um refúgio para a alma que inquieta.
Pois na quietude encontro meu abrigo, e na invisibilidade, sigo meu caminho.
Não busco aplausos nem olhares atentos, prefiro a paz dos cantos mais desertos.
Sou o verso esquecido nas páginas do tempo, um segredo guardado no vento.
Então sigamos na sombra do anonimato, descobrindo a magia do ser ignorado.
Pois é no silêncio que encontramos a luz, e na singeleza do invisível, somos conduzidos à cruz.
Nada tem sentido, a morte não há de ter sentido, a vida não há de ter sentido... Os seus sonhos, as suas angustias, o próprio nada não há de ter sentido. E as palavras, tentando dar algum sentido para este não sentido não hão de ter sentido. E mesmo assim vivemos, pensamos e refletimos, para que na próxima cena já esteja tudo perdido, esquecido, destruído... Não fez sentido e nunca fará. E mesmo assim vivemos. Mesmo assim refletimos e nos esquecemos. E mesmo assim vivemos.