Escutar
Haja hoje para tanto ontem,
falar é uma necessidade,
escutar é uma arte.
Poesia, vida.
Arte do ser em palavras...
A ambivalência no amor
Como é isso de sentir o gostar por mais de um pomar, de escutar mais de uma pulsação que nos toca sem nenhuma aparição, esse sentimento de ambivalência inconsequente e inocente que não deseja nada mais do que sentir, nada mais se espera do que viver e florescer...
A musica é o sangue da eternidade humana, e o corpo da vida com alma...
Escutar os sons é uma memoria do corpo, quando se transformam na melodia da luz.
Ser Rastafári não é só escutar um Reggae e fumar uma ponta, pra mim também é alcançar a Paz o Amor e direitos iguais com responsa.
Já deixei de dar sorriso só prá ver você sorrir; deixei de falar só pra escutar os teus problemas e, já deixei de amar tanta coisa, pra amar cada fio de cabelo teu.
Se quiserem rir, pois bem riam, pois toda vez que escutar uma risada mais próximo dos meus objetivos chegarei.
Poderíamos escutar a música e viajar até as estrelas, porém parece que algo nos prende aqui, querendo que vejamos a realidade.
Escutar, escutar, filtrar, ler, entender, estudar, aprender, manter-se sempre aberto as coisas novas, persistir e manter sempre a alegria!
Ela voltou pra me assombrar,
Pra falar no meu ouvido o que não quero escutar.
Pra lembrar dos minhas falhas
E cortar como navalhas
As vezes que tropecei.
Ela voltou pra revirar
Os sentimentos, e me fazer chorar.
E me lembrou que não tenho com quem desabafar.
Chegou pra contradizer o bom momento
E construir uma muralha de cimento
Pra separar os sentimentos.
O mal do bem.
Chorar sobrou pra quem?
Contagem regressiva
Sem saber a estimativa
Do tempo que vai durar.
Hora, dia, mês ou vida inteira.
Tapando o sol com peneira.
Já pensando em disfarçar,
Em camuflar as lagrimas.
Uma senhora milenar
Que vive (ou morre) a me seguir.
Era para ti que o meu dia clareava mais cedo e as ruas acordavam para escutar o abrir das portas, o caminhar lento das horas sob o cheiro quente do café coado. Era para ti que as calçadas se alargavam para o movimento da manhã; que nascia o sol e as árvores faziam sombra. A vida vista da janela tinha a moldura que eu quisesse, porque os olhos eram meus e o que eu via te dava, porque a ti deveriam pertencer todas as coisas serenas que atravessavam o meu caminho. E foste aos poucos vendo a nuvem que fugia pra desencantar a lua, as horas correndo apressadas sobre os paralelepípedos e as estrelas unindo nossos olhares no firmamento. E foste entendendo que, no ir-e-vir de todas as coisas, já não apenas sou; já não apenas és: SOMOS.