Escrevo

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Escrevo, triste, no meu quarto quieto. Como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei.

Os poemas que escrevo
É apenas de instante
É quando bate a saudade
De alguém muito distante

Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Ah, tormento que eu não posso confessar...
O que eu escrevo é a verdade, eu não minto,
eu declaro tudo aquilo que eu sinto,
e é a outra que teus lábios vão beijar...

Sei que quanto mais verdade tem no escrito,
mais distante eu te ponho dos meus braços,
pois desenho o paralelo de dois traços
que na certa vão perder-se no infinito...

Estes versos feitos para te emocionar
justificam todo o amor que tens por ela
e as carícias que esses dois amantes trocam.

E eu te excito, sem que venhas a notar
que esses lábios que tu beijas são os dela,
mas são minhas as palavras que te tocam.

Pedro Bandeira
BANDEIRA, P., A Marca de uma Lágrima, Moderna, 1985

Escrevo e apago, apago você e você volta. Minto e ninguém acredita, amo e ninguém dá valor. Viver é bom? Se é bom, eu ainda não achei a parte boa.

Sobre você...escrevo à mão, com raiva, saudade e tesão.

Ainda bem que as pessoas que não gostam do que escrevo,se quer imaginam tudo aquilo que penso
Pois iriam me queimar em praça pública!!!

Desde pequena escrevo canções, poemas e histórias.

Quando escrevo uma canção, a letra é a coisa que menos importa.

Enquanto escrevo isto, me ocorre que a peculiaridade da maioria das coisas que consideramos frágeis é o modo como elas são, na verdade, fortes. Havia truques que faz íamos com ovos, quando crianças, para demonstrar que eles são, apesar de nã o nos darmos conta disso, pequenos salões de mármore capazes de suportar grandes pressões, e muitos dizem que o bater de asas de uma borboleta no lugar certo pode criar um furacão do outro lado de um oceano. Corações podem ser partidos, mas o coração é o mais forte dos músculos, capaz de pulsar durante toda a vida, setenta vezes por minuto, e não falhar quase nunca. Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar. (Coisas Frágeis)

Penso, reflito, e escrevo... de minhas palavras amores se despertarão, vidas se reencontrarão, mortes acontecerão, e todas as raças se unam para que possamos sermos um dia iguais !

Tento te esquecer
Mas tudo que eu escrevo É sobre você.
Eu não posso me enganar, fingir que estou bem
Porque não estou
Preciso de você
Preciso de você essa noite
E hoje estou aqui só pra te cobrar o que você disse,

Que iria ser pra SEMPRE

Mas não foi assim. E agora o que me resta
Escrever nessa carta pra lembrar...

Eu passo tanto tempo só te procurando
Em um outro alguém;
Mas não posso me enganar
Sinto sua falta
E ninguém pode ver...

Entendo as entrelinhas, penso páginas, e escrevo linhas.
É louco, dizer tudo escrevendo pouco.
E mesmo, que escreva devagarinho,
quando a carga é pesada, a caneta rasga o pergaminho.

Gosto de...

Escrevo pomas, poesias
Gosto de coisas simples
Coisas do dia a dia

Da vida aprecio as coisas boas
Pular, correr, tomar banho de chuva
Nada melhor que ficar a toa

Uma conversa a luz da lua
O brilho de um vagalume
Ver crianças brincar na rua...

A coverça a mesa após o almoço
Apreciar a boa companhia
Há! Como é bom este alvoroço!

Tudo que gosto não dar pra citar
Não haveria espaço, palavras
Este poema nunca iria acabar.

Eu não coloco o seu nome no que eu escrevo porque você sabe que é pra você, mas e quando não for, você vai saber?

Meu coração é escrito a lápis. Apago nomes, escrevo outros, apago e reescrevo. Quantas vezes eu quiser.
Na verdade eu apago sem querer,
e escrevo sem perceber...

Manifesto a arte do barulho

"Quando sinto o impulso, escrevo sem pensar tudo que meu inconsciente me grita.

Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi.

É preciso escrever a nossa própria história... deixar de viver o sonho dos outros.

Queremos cumprir nossa missão que é fazer algo de verdade que venha do coração.

Nós temos a coragem d'Os Afrosambas de Vinicius de Moraes e Baden Powell... a visão de Tom Jobim.

Nós queremos modernizar o passado como Chico Science falou.

Nós declaramos que não somos só um número e queremos escrever o nosso nome.

Não há beleza senão na luta, não há paz sem voz.

Nós queremos o direito que é a garantia do exercício da possibilidade.

A possibilidade de fazer e de participar. Nosso tempo é hoje!

A hora é agora! Então vamos fazer barulho..."

Não sou poeta, longe disso...apenas escrevo o que não fui capaz de dizer olhando em seus olhos.

Eu escrevo para mudar o conceito de escrita. Eu escrevo pela falta de conceitos.
Eu não quero escrever por me sentir pequena demais, não tenho razões. Tenho impulsos que me levam a gastar canetas no lugar de lágrimas e papel ao invés de sofrimento.
Eu gosto da magia de descrever o que os olhos fogem da obrigação de dizer.
Escrever aproxima do céu.

Penso como um gênio, escrevo como um autor distinto e falo como uma criança.