Escrever uma carta a uma Criança
insetos;
a criança brinca,
raspa os joelhos no asfalto.
entre formigas,
as vê carregando tijolos,
devorando ovos,
mordendo companheiras.
observa besouros sob folhas secas
e pisa — a vida
esmaga.
o jovem canta pneu em estradas falsas,
bebe promessas de bares sujos.
procura-se em soldados,
encontra:
refúgio
nas que rastejam;
mulheres baratas.
o adulto afoga o relógio no álcool,
engole dias
saudade seca.
o trabalho vira razão,
não pensa,
não sente,
abraça o conforto —
e cospe folgas
no cinzeiro do chefe.
crueldade precoce e,
caminhos engessados
cuspidos por máquinas.
sociedade autofágica:
faca em punho,
esfaqueia ponteiros
sangra calendários
e ri.
meritocracia insetóide:
asas podres,
pernas peludas,
seis olhos.
devora a prole
bota ovos
e ri.
e o velho encara retratos:
procura suas asas
rugas inundam o rosto
o tempo, o ladrão
que deixou
ossos em pele frouxa
e perguntas
sem resposta
e as formigas
comem olhos
no buraco
que ele mesmo
cavou.
Grande dor a uma criança morta
(em homenagem à prima Kátia)
I
Chegaste e eu fiquei triste.
Chorei... Não podia crer
Que isso fosse a pura verdade.
És muito mau meu amigo.
Por que dar uma notícia assim?
II
Fiquei chocada, gritei...
Mas tudo inútil,
Pois só tu me ouvias!
III
Tristeza, sempre estás
Aqui junto a mim.
Nem sei se aguento...
Mas a ilusão de tudo se acalmar,
E a nossa felicidade voltar,
Ainda existe em meu coração.
IV
Sorrir, sorriso puro?
Era o daquela linda criança
Que conheci há algum tempo...
Seus olhos azuis, quase negros,
Fitavam os meus vivamente
Enquanto eu, pobre pirralha,
Escondia, para não veres,
Uma enorme, grande
Tristeza e dor...
V
Teus cabelos perfumados
Todos os dias eu afagava.
Tu sorrias, pura criança...
Andavas, corrias e choravas...
Mas eu não me importava!
Tu me querias e eu a ti.
Amada, minha querida!
Eras tão boa de alma.
Singela, tão sonhadora e triste!
Será que tu herdastes algo meu?
Não, não quero...
VI
Mas hoje, criança,
Dormes um sono,
Um pesado sonho angelical.
Aquele que permite a nós, homens,
O descanso eterno pela morte...
Não corres, nem choras e nem sorris mais...
Teus cabelos estão ainda perfumados...
Teus olhos, nem posso lembrar-lhes a cor!
Mas lembro que eram puros,
Tão puros quanto a flor!
(junho/ 1967)
Alguém pequeno, tão grande
(inspiração adolescente)
Você criança, de olhos grandes, calmos e serenos, reluzindo como a lua...
Sua voz infantil era sua, só sua...
Quando iria tomar forma?
Quando iria crescer?
Andava tão engraçado...
Eu só podia rir de você!
Meu riso não foi zombador,
Foi somente de dor, em pensar tantas coisas... de você!
Meu riso? Foi riso!
Quem pode dizer do que foi?
Sua altura era sua, só sua...
De repente...
Fez-se gigante, apesar de ser tão pequeno!
Você, rosto fino, mãos longas, pés grandes...
Era engraçado, meio desengonçado!
Mas eu gostava de você!
(1967)
Deliberei sobre o óbvio
Concluir que nem tudo é tão óbvio assim
Quando se é criança se pergunta o óbvio o tempo todo
E as vezes por uma resposta simplória, o encanto acaba
E nos acostumamos com a frase “sempre foi assim”
Mas o óbvio tem que ser perguntado, analisado
É quase certo que não cheguemos a uma conclusão
Mas transcender sobre o simplório
É fundamental para não matarmos aquela criança curiosa que um dia existiu nesse corpo
Não é necessário saber onde está para ir há algum lugar
Mas se você sabe pra onde ir, primeiro tem que se achar
Mas isso é óbvio
Então...
Enquanto houver uma criança para ouvir e uma mulher com a capacidade de gerar um descendente, eles não vão parar. Matarão até o último em nome de Deus.
Chamem do que quiser — fé, justiça, redenção — mas ainda não há um nome para tudo isso que está acontecendo. Porque Deus não pediu sangue, nem ofereceu glória à destruição. Mas eles seguem, cegos pela própria fúria, condenando gerações inteiras à mesma dor.
E enquanto novos inocentes nascerem, a engrenagem continuará girando. Até quando? Até que o último suspiro seja dado, até que o silêncio seja a única resposta.
certa vez, quando eu era criança, uma sabia mulher me falou:
“Minha querida, a vida é uma grande decepção. Porém, de tempos em tempos, momentos muito bons irão surgir. Eles farão com que a sua esperança seja renovada e você continue querendo viver e sonhar. Quando os caminhos não estiverem promissores, foque no que já viveu de bom. Dessa forma, fica mais muito mais fácil suportar as dores e as rejeições da vida. Se você não tiver sonhos, irá se sentir perdida e destroçada. A vida vale a pena por causa das possibilidades e das oportunidades que surgem de vez em quando.”
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
Tudo Isto
Desde sempre fui perseguido, mesmo desde criança!
Sabei povo porquê, tanta maldade na minha infância!
Depois na escola primária e mesmo no secundário,
não vieram bons tempos no meu itinerário!
Depois na minha juventude,também fui incompreendido!
E na vida até nada mesmo bem sucedido...
E assim foi até hoje, aos cinquenta e oito anos.
Sempre sofrendo, tendo na vida muitos danos!
Mas eis que descobri a razão de tanto padecer!
Meu sofrimento aconteceu, por eu em Deus sempre crer!
Por eu amar de verdade a Deus, o Senhor!
A verdade é que eu creio em Jesus Cristo,
como ele é o Divino e a todos superior.
Por isso tenho passado por tudo isto!
Ybirá-Pitanga
Brasil criança, sorriso ,esperança, e maracá!
Brasil, por que retrocedes, masca chicletes
e cospes o tambor?
Brasil das miçangas, dos espelhos, dos arcos...
Brasil da ingenuidade;
Esse tempo passou.
Brasil, tu não sois de guerra.
Em teu flanco encerra;
quietude e amor.
Brasil, relicário encantado de cores e sons...
Ibirapitanga, cor de carne, perfume de flor;
Mundo encantado de nosso senhor.
☆Haredita Angel
Amor criança, amor primeiro
Eu criança, te amei de um jeito tão bonito;
como só o primeiro amor pode ser.
Ah, meu amor adolescente...
Não consegui arrancar-te de mim.
Mas consegui seguir em frente!
Venci minhas dores;
minhas noites de choro;
e meus dias de sorrisos;
Tudo do meu jeito.
Sofri, chorei, perdoei,
abracei quem me traiu;
Tudo do meu jeito.
Não peguei atalhos, e ilusões, tive muitas...
Trago em mim tudo que eu vivi;
e a alegria de que fiz tudo meu jeito.
Que essa minha poesia atravessada,
chegue aos corações de quem dela necessita.
☆Haredita Angel
A minha criança
Quem é criança levante a mão!
Euuuuu...!
Levantei às duas...
Você?
Sim...eu!
- Todos os dias embalo na rede da vida todos os anos que eu já vivi, e percebo com ternura que a minha criança ainda está lá, no fundo da rede... sorrindo e batendo palminhas para o tempo.
☆Haredita Angel
A criança que eu fui um dia, faz prece para que eu seja feliz. Ela sorrir para mim com os olhos cheios de esperança, me dá colo em seus abraços e me embala em sua dança.
A criança que mora em mim, me faz rir de olhos fechados, sentir a vida e me faz seguir olhando para a frente, pois o passado já me ensinou o que tinha que ensinar, agora é aprender com o tempo presente.
Nildinha Freitas
A prisão invisível
Fui uma criança limitada. Sem liberdade, sem escolhas. Criada para ser recatada, para me prender às crenças e ao coração. Cresci dentro dessas grades, e hoje ainda carrego a dificuldade de ressignificar aquilo que não me acrescenta, mas que se tornou uma prisão dentro de mim.
E, ao olhar para fora, me deparo com novas limitações – agora impostas por uma sociedade que ainda resiste a aceitar mulheres livres. Se sou bonita, meu mérito nunca é meu. Se conquisto algo, dizem que foi por um homem. Se sou casada, atribuem meu sucesso ao marido. Se não sou, sugerem que há alguém me bancando. Nunca basta ser eu.
Mas e as oportunidades que nos são negadas? Quem fala disso? Quem discute as portas fechadas porque uma mulher pode representar ameaça ao ego ou à segurança de alguém? Há um preconceito silencioso contra mulheres bonitas, seguras e independentes. O mercado de trabalho ainda favorece os homens. E entre as próprias mulheres, a insegurança alimenta rivalidades que nem deveriam existir.
A liberdade feminina ainda tem muitas barreiras – algumas impostas de fora, outras que aprendemos a carregar. Mas aos poucos, seguimos quebrando cada uma delas.
No sorriso de uma criança, mora a alegria,
Um sol que nunca se apaga, ilumina o dia.
São mestres de um amor puro, sem condição,
Oferecem ao mundo sua mais pura canção.
No seu olhar, a curiosidade infinita,
Cada coisa é nova, cada passo, uma conquista.
Vivem o presente, sem pressa, sem dor,
Ensinar-nos a ver o mundo com mais cor.
Ah, se em nós renascesse essa inocência,
Se a vida fosse, novamente, pura essência!
Despertar cada manhã com olhos de criança,
Abraçar o dia com renovada esperança.
São pequenos mestres de uma grande verdade,
Que no coração simples mora a felicidade.
Nos ensinam a rir, a amar sem temer,
A encontrar magia no simples viver.
E nesse dia especial, que a infância celebra,
Que cada adulto se lembre e reverbera,
A alegria inata, a curiosidade e o amor,
E redescubra no próprio peito esse fervor.
Seja cada dia um novo despertar,
Como crianças, aprender a sonhar.
Que possamos, enfim, de coração aberto,
Ver o mundo, de novo, num brilho incerto.
Pois dentro de nós, há uma criança escondida,
Que anseia por viver, por amar, por ser vida.
No dia da criança, que esse ser floresça,
E que a mágica do mundo, em nós, permaneça.
Você!
Você já não sorrir mais! Não como antes, será que conseguiu matar a velha criança que habita em seu intimo?
Se responder afirmativamente, quero dizer que você está acometido da hemorragia da alma, ela está te sufocando, está te torturando, está te fazendo refém da sua própria mediocridade deixando esquecer-se de si, e oque é pior te tornar invisível de si mesmo.
Abra sua mente, pense, seja um pouco egoísta consigo mesmo, dê-se ao luxo de desfrutar de si, amplie-se, motive-se, abra sua mente, expanda-se seja em um sorriso amplo e sincero a si mesmo ao seu bel prazer, rompa as amarras que você impôs. Vá em direção de sua liberdade, não se detenha, mova-se, queira estar bem e com certeza ficará porque você assim decidiu. Não dê ouvido aos outros, afinal os outros são os outros e só, arisque-se ao ridículo oque importa é você, opiniões vão dar mas e dai? A sua é a que conta e vale, afinal é sua VIDA não a do outro. E tem mais cada um corre por sí ninguém , mergulhará no seu caixão, não existe cova compartilhada, só vida; Deus deu a cada ser sua vida a estrada é igual para todos. O detalhe da vida é só você, quando deixar este mundão ninguém te segurará em terra, a bola da vez é sua. Que a paz esteja sempre em sua mente e coração.
A mãe pergunta ao filho ainda criança “filho de onde vem frutos, legumes, verdura e etc” , e ele fala “das feiras e mercados mamãe “ e ela sorrir! E diz.
Essas coisas todas vem da terra meu Amor, pois é de lá que o homem planta e colhe.
E ele retruca “ mas mãezinha, a disse que comemos do que pagamos” sim meu Amor, só que antes temos que nos preparar pro plantio, entendeu?
Me deixa perplexo quando percebo alguém repreender uma criança pedindo pra que ela sucumba, engula um choro!
O choro, é parte de um alívio e desabafo do ser Humano.
E através desse desabafo, eliminamos uma parcela de nossas mazelas mentais.
Portanto cautela ao dar ordens aos nossos pequenos, pra que eles no presente do futuro não se torne um ser mentalmente sequelado e mais doente.
A noite é uma criança…
Quando foi a última vez que você convidou a "sua" criança para brincar? Não falo do filho, sobrinho ou afilhado. Refiro-me àquela centelha dentro de você, a criança que um dia correu descalça pelos campos da imaginação.
A vida adulta, com suas regras, convenções e o peso da opinião alheia nos afasta da essência do ser. Esquecemos de simplesmente existir, de sentir a alegria pura que pulsava em nossos corações infantis. Mas hoje, algo mágico aconteceu.
De repente, sem aviso, a criança que habita em mim me chamou para brincar. E sem pensar em nada, simplesmente dei as mãos à ela e fui. Abandonei as amarras do relógio, as preocupações que pesavam como pedras, e me entreguei à leveza da infância.
Comi doce, sem pensar no amanhã, aquele turbilhão de açúcar entrando na minha corrente sanguínea, que despertou não apenas as células do meu corpo, mas também a alma adormecida. Cada pedacinho de felicidade era uma rebelião contra a rotina da alimentação saudável, do comportamento socialmente aceitável. Um grito de liberdade.
Quanta rebeldia! Pensei eu, com aquele sorrisinho maroto de criança traquina estampado na cara.
Infelizmente a hora de ir embora chegou. Fui para o carro, a chuva chegou. Um convite irresistível. Vamos esperar a chuva passar ou vamos encarar? Segui o conselho de Lulu: vamos nos permitir! Com minhas amigas, transformei a rua em um palco de memórias, onde as gotas frias lavavam as mágoas e reacendiam a chama da alegria.
A água escorria pelo meu rosto, senti a textura do chão molhado sob meus pés, o cheiro da liberdade invadindo meus pulmões. Por um instante, o tempo parou, e eu voltei a ser aquela criança que não temia a água, não se importava se ia encharcar a roupa, se ia molhar os cabelos, e o mais legal de tudo: eu apenas vivi o momento.
A felicidade era como uma bolha de sabão, leve e fugaz, que explodia em risadas no ar. Descobri que a alegria não precisa de grandes planos, ela se esconde nos detalhes, nos momentos simples que a vida adulta nos impede de ver.
A minha criança precisou ir dormir. A vida adulta me chama de volta, com seus boletos e compromissos. Amanhã Colocarei meu salto, vestirei a armadura da responsabilidade e sairei para “vencer” a vida.
Mas Prometi à minha criança interior que a visitaria novamente, que não a deixaria esquecida em algum canto da memória. E sei que ela estará lá, esperando, com um sorriso travesso um convite para brincar.
O MENINO QUE INVENTAVA HISTÓRIAS DE AMOR.
By Harley Kernner .
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Quando ainda criança inventei uma história de amor...
Na pré-adolescência, ouvir uma música que falava de amor...
Logo após tornei-me em um jovem, e escrevi a minha primeira oração de amor para uma menina de 14 anos, mas por mais que o amava, eu me sentia moreno demais, para misturamos as cores das nossas peles, mesmo assim cada vez que eu via ela, uma poesia nova surgia no coração, foi aí que percebi que poeta mudo não faz sucesso no amor, porque não sabe falar: "eu te amo".
Passaram-se os dias, e lá estava eu, casando com outra menina, por amor...
Após 30 anos na tentativa de ser amado, e semeando o verbo amor, num coração alheio, colhi uma carta de repúdio...
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Como não morri, ainda hoje acredito que o amor existe, e é mais real do que a história de amor inventada por uma criança que ainda que (cresceu), mas não tem altura suficiente para alcançar o sonho de valsa na gôndola do supermercado.
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Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Arquitetura de uma Poesia
A sua criança que mora dentro do seu coração ❤️
Feliz dia das crianças!!!
Desejo a criança que vive aí dentro de vc, um feliz dia das crianças, essa segurando um regador verde e azul com bolinhas brancas, procurando para regar o coração da humanidade com o néctar do amor.
Criança linda bem viva, nunca deixe vc criança que existe aí dentro do peito desaparecer, porque um pouco de inocência é bom às vezes, um sorriso bobo é bom quase sempre, um tanto de felicidade é essencial sempre! Colha as margaridas rosas violetas em torno do seu caminhos, haverá a magia! Não deixado o medo ridículo te guiar!!!
Paz e amor!!!
Desconhecido
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