Escrever Livros
“"Como um doente terminal desmemoriado, todo ser humano deve escrever um livro de memória, para relembrar quem somos, pois o mundo que nos cerca nos impõe outra realidade, com estupidez brutal, a de que só valemos os tostões furados que carregarmos nos bolsos... viva a liberdade e a anarquia poética, estamos no topo da república de Platão."
O escritor busca encontrar e reconhecer, nos livros que escreve, a sua própria voz, quando isso ocorre é a catarse, a iluminação do espírito, então tudo lhe será possível.
SOBRE LIVROS E FILHOS
Escrever o prefácio do seu próprio livro, é, a meu ver, o maior enfrentamento moral para um homem, pelo fato de que ninguém melhor que o pai sabe da índole do seu filho, dos seus defeitos e virtudes, vícios e tendências para o bem ou para o mal.
Sem, contudo, negar que muitos dos defeitos que os filhos têm, não raro, sem via de regra, são heranças dos seus pais-genitores.
Desta forma, portanto, somos responsáveis pela conduta dos filhos, ainda mais quando estes filhos são livros, que vieram à luz do mundo em surtos de loucura consciente ou em momentos de delírios de vaidade.
Dos meus filhos-livros, sei muito mais do que sei dos meus filhos espirituais e carnais. Contudo, o livro é, quando bem escrito, a imagem e semelhança do seu criador...
Disse em algum momento da minha prole literária, que todo romance é confissão e toda obra um livro só, uma autobiografia de quem o escreve, só os livros ruins são invenções bem elaboradas, ficção inútil de quem não tem coragem de se revelar por inteiro, nem de se comprometer por escrito.
A IDADE DA RAZÃO
Aos 58 anos, penso, talvez, que seja a hora de escrever um livro maduro, cheio de experiências reais, experiências que acumulei durante toda minha vida. Contudo, não sei por onde começar. Qual seria o titulo deste livro? Notas do Subsolo, ou um simplório Zé Ninguém?
Um poeta, pois é assim que defino-me, não deve encher o mundo de miséria, nós temos a obrigação moral de incutir nos homens a ideia abismal de que a humanidade tem conserto. Logo concluo que um romance realista seria de pouca ou de nenhuma importância neste momento. A vida anda muito difícil pra muita gente, precisamos de fantasia, de ilusão, mesmo que passageira, a ilusão nos alimenta de esperança, e esta esperança, não raro muito fugaz, pode aliviar a dor emocional das guerras em curso, e, sobretudo do cataclisma que foi o holocausto e a recente pandemia.
O vinho e a poesia ilude, mas cura, se usados na medida certa.
Os versos que escrevi ficaram presos
Nas páginas dos livros que deixei
Mas antes que a vida em mim se desfez
Senti o amor que em mim sempre fez lei.
Lágrimas não rolem, não em meu nome
Nem flores nem velas nem saudades
Fui feliz, amei, fiz de ti meu nome
A poesia que o mundo jamais invade.
Leiam-me ainda, que eu estarei presente
Em cada verso, em cada rima farta
E dançarei em noites mórbidas e quentes
Em cada copo, em cada voz que me desata.
Já não importa a lápide ou o monumento
O poeta que eu fui viverá o momento.
Não há limites para escrever livros, mas o homem se limita
a lê-los e muito menos, praticar o que é bom.
Não há limite para escrever livros, porém descarte a sujeira mental, evitando que ela contamine a cultura de um povo civilizado.
Não há limite para escrever livros, porque a Bíblia é a fonte inesgotável de bênçãos e da excelente autoestima para viver uma vida bem-sucedida.
Dê-me um motivo para escrever sobre a felicidade, que eu escrevo um livro volumoso, motivado na alegria no Senhor.
Queres ser um exímio escritor de livros? Escreve, rabisca, escreve de novo, risca tudo o que não presta, passa à limpo e depois submete à revisão, avaliação e a utilidade da mensagem ao público.
Para escrever muitos livros basta ouvir, ler, aprender e ensinar muito e ver o que os homens precisam praticar, observando os seus comportamentos bons e maus.
Os demônios ditam conselhos, médiuns escrevem livros e os seus leitores acreditam em tudo o que é meia-verdade, menos nas suas mentiras.
Dá para criar um vídeo ou escrever um livro acerca do sucesso: é só retirar da mente a falta de informação, da criatividade e da praticidade.
Aquele que deseja escrever um livro se desligue das vozes eletrônicas da diversão virtual, porque funcionam como interruptores do raciocínio e da criatividade.
Se não há limite para escrever livros, então procure sempre ler as Escrituras, porque Deus tem o maior interesse que você seja o autor da sua própria obediência e que seja escrito em seu coração as páginas de sua felicidade eterna.
O autor de um livro é alguém habilidoso em escrever palavras coordenadas que expressam pensamentos como produtor de ideais, comunicador de boas mensagens e construtor de bons conselhos, compartilhando suas experiências com o desejo de auxiliar seus respectivos leitores no caminho da aprendizagem, da comunicação pessoal, profissional e acadêmica, visando fortalecer suas realizações, expandir seus interesses culturais, motivar seus conhecimentos em busca de novas oportunidades e de novos desafios, para ampliar o seu sucesso e suas conquistas.
Se não há limite para escrever livros, então não há também limite para praticar os seus ensinos, as suas experiências e os seus conselhos.