Escrever
Quando escrever menino,
Faça-o de forma espaçada
Permita o vazio entre os vocábulos
Há espaços que mesmo no papel
Não necessitam de preenchimento
MINHA INSPIRAÇÃO É VOÇÊ, NÃO PRECISO DE OUTRA FONTE, POIS SE EU QUISER ESCREVER E PRECISAR ACHAR UM NOME NÃO CONSIGO VER MAIS NADA POIS MEU CORAÇÃO SEMPRE VAI DIZER, ESSE NOME É CLÁUDIA !
Escrever é expor com palavras os pensamentos da alma.
É viver a calmaria e a tempestade no mesmo segundo.
É ter luz na escuridão.
É dar voz ao amor a alegria e a solidão.
Confesso que fiquei uns dias sem escrever
depois do que você me escreveu
Tuas palavras
calaram meus poemas
e todas as respostas que eu achei ter
quando o amor me socasse a cara
Acontece que eu não sabia a dimensão
que o amor podia ter
Porque o minuto que você sente raiva de mim
é tão próximo do minuto que você vem
que eu fico sem resposta
Encontrei inúmeras respostas
na convivência contigo
Encontrei tantas coisas
que a maioria das pessoas não tem oportunidade
de encontrar
Nós encontramos tantas idades num só dia
que fica difícil dizer a idade da alma
e a data que nos conhecemos
Você disse que eu era um príncipe encantado
que você nunca foi tão feliz
e morre de ciúme
Você percebe como eu fico em cada momento
e a cada vez que faz um elogio me xingando
Eu não sei dizer, amor
os sentimentos que eu sinto
já que ainda não lhes deram nome
Eu disse que nós saberemos de tudo
quando vermos os olhos dos nossos filhos
Amor
já que não inventaram palavras
e não nomearam sentimentos tão vastos
eu digo teu nome.
Eu grito por ti
quando o mundo não fala comigo.
Eu, agora
sou saudade
espera pelo dia 10
e mudo
por seres poesia.
~~MINHAS ETERNAS MUSAS~~
Num sonho tão divino que nunca imaginei
Buscando inspiração para escrever um poema
Nove musas da mitologia grega encontrei
Sendo agora de meus versos o lindo tema.
Urânia falou-me de minha estrela
Seus fenômenos e mágica fantasia
Que cada um tem sua companheira
Que lá do alto nos observa e guia.
Tália disse-me que a vida é uma comédia
Encenada num palco escuro ou iluminado
Depende de nos ser alegria ou tragédia
Um pesadelo ou jardim florido e abençoado.
Calíope muito eloquente e vaidosa
Relatou-me sobre guerras e vitórias
E ideias épicas grandiosas
Que mudaram o curso da história.
Polímnia com sua retórica envolvente
Parecendo um político enganador
Tentou me convencer inutilmente
Que só os tolos acreditam no amor.
Euterpe com seu lirismo me brindou
Exibindo seu talento em notas musicais
Tocando a flauta que o mundo encantou
Belos momentos que não esquecerei jamais.
Clio frustrada e totalmente entristecida
Com aqueles que pela paz tanto lutou
Fez um relato do que foi a sua vida
Que infelizmente o homem nunca acatou.
Érato, amável, sublime e radiosa
Lirismo que a poesia romântica fascina
A musa da ternura esplendorosa
Amor que consagra e a alma ilumina.
Terpsícore deu um show de talento
Numa dança onde parecia levitar
Como folha levada pelo vento
E beleza da luz da lua sobre o mar.
Melpômene enganou-me com seu canto
Tal qual sereia ilude o humilde pescador
Não percebendo que era amargura e pranto
O que ocultava sob o som de um falso amor.
Fui ao encontro de Mnemósine e Zeus
Para agradecer pela imensurável alegria
Por serem pais de quem ilumina os dias meus
As musas das artes, ciência e poesia.
~~EDEMILSON RIBAS~~
Natal no mundo
Não basta escrever sobre aquele menino nascido numa manjedoura há cerca de 2 mil anos, natal era o princípio da luz divina encarnada na efémera passagem do homem na terra, o princípio da esperança nos homens. O princípio do deslocamento terreno e divino, o Natal era o momento de acontecer.
E acontecia!
Acontecia natal, na luz e nas sombras dos homens, na esperança e na desesperança, na partilha e na solidão.
E nasciam palavras e poemas, nascia amor!
E algures, o vazio do mundo continuava a existir.
Mulheres continuavam a dar à luz em terrenos de guerra, a fome a espreitar os olhares moribundos, os mendigos a arrastarem-se por entre as paredes grossas das catedrais. O sangue a jorrar nas paredes vazias, em terras inóspitas
Os barcos continuavam a despejar homens, mulheres, crianças nos mares da Europa. Nessas madrugadas de Natal, não havia lareira, nem mesas fartas, o medo alastrava-se nas frágeis embarcações, alagavam-se os dias de sentimento exaurido e triste. A fome, o frio, entranhava-se na dureza dos corações amargurados e desistentes.
E acontecia!
E de novo acontecia, a dor e a esperança, a anunciação, a fuga para uma terra prometida.
A coragem revestida duma amálgama de pranto e desconsolo!
O deslumbramento e o desassossego dos homens, numa terra minada pelo desespero.
E acontecia!
Uma criança que chora, outra que que desfaz embrulhos sem olhar para algum, a fartura a confundir o sentimento de injustiça.
Mesas fartas, mesas luxuosas, o cheiro a açúcar e canela, e o vazio opaco, invisível em cada uma delas!
Mesas de pedra, vazias, geladas! O aconchego frio das pedras das catedrais, crentes que passam, homens de boa vontade estendendo um pedaço de pão, um cobertor para enganar o frio, uma sopa quente. Uma fotografia esquecida, memórias onde a família ainda era um conceito de paz e estabilidade.
E homens e mulheres percorrendo as ruas vazias e frias de uma cidade qualquer, e homens e mulheres cansados dos dias, ouvindo os sinos de uma aldeia adormecida.
E o fluxo dos homens desesperados procurando a salvação!
E Natal acontecia!
São Gonçalves.
Morrer e escrever o romance na imaginação
E só ficar sofrendo na vontade.
É um querer ter,sem poder.
É se definhar na propria irrealidade.
E poder ver lá na frente e não alcançar
E poder colher uma flor,mas ver sua beleza murchar
Pisar onde os bravos não ousam,
Sonhar o sonho impossível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:Passar
além da dor.
Que o amor numca cese.
Que essa seja a busca.
Minha catarse consiste em escrever e escrever. Queria pode escrever tudo que escrevo aqui para você e jogar na sua cara para nunca mais você fazer com outra mulher o que você fez comigo. Tuas palavras de engano me iludiram. E eu por causa de minha carência acreditei. O dinheiro que eu emprestei para você pode fazer bom proveito. Não preciso dele. Se eu pudesse pegava esse mesmo dinheiro e jogava na sua cara. Desde que decidi escrever sobre tudo isso. Tenho me sentido mais leve, quem sabe alguém em algum lugar leia, aquilo que você ignorou.
Queria escrever a mais linda canção, sem palavras cantar o amor, sem música harmonizar os sons, sem mágoas falar da dor, sem cores mostrar os tons, sem remorsos perdoar um irmão.
Sabe por que eu gosto de escrever? Pois posso criar um conto fantasioso cheio de dor e você não saberá que é como me sinto mas tenho medo de lhe contar
Escrever acalma, é alento para a alma.
Esvaecer de si, conectar no além, e a imaginação fluir em dotes vernaculares.
Ao escrever você fala com você mesmo e quando resolve publicar fala para uma uma plateia que concorde ou não com as suas ideias pode gostar da forma como ela foi colocada.
Escrever é um dos raros prazeres que não custa nada mas depende muito do investimento que você fez anteriormente.
" Escrever é uma forma bonita
De libertar à alma para à vida e florescer para o mundo
O nosso modo de pensar sobre tudo!"