Escravidão
Todos são iguais perante à LEI ... poucos, muitos poucos tem essa consciência, aos inconscientes resta a zona de conforto da escravidão.
Kairo Nunes 03/12/2017.
Se nada pode ser eternizado, resta tornar eterno cada momento de afeto que pudermos compartilhar com aqueles que passam por nossas vidas, trocando o amor que escraviza pelo amor que liberta.
LIBERDADE:
Ser livre é ser feliz, mas a liberdade é uma coisa estranha, porque quando você a possui se torna também seu escravo e não deseja mais nada e não deseja mais ninguém, nenhum vintém e nenhum bem material ou imaterial porque nada existe que possa se comparar. Liberdade é ter a escolha de amar e também outras escolhas e mudá-las se quiser, liberdade é bem me quer, é sacar as rolhas de vinhos que se estragaram presos por anos a fio, cheios de amargor. Liberdade é o sabor de cada instante, porque ser livre é ser amante: de si e da vida, que cobra um preço alto pra que você conquiste a tal soberana. No entanto, essa vida te engana, já que a liberdade é inerente ao ser humano, mas o dia a dia insano te faz esquecer disso.
A liberdade, ainda que tardia, ainda que pareça arredia, nos pertence em confiança, é como se a gente assinasse uma aliança com a alegria, é o maior bem que alguém pode ter.
Liberdade é carta de alforria e escravidão que sacia, liberdade é prazer.
Elo entre Era
O negro com alma de branco, fez-se em pranto
Perdido no seu mais belo desejo do viajar;
Intacto, fortuito... preso no seu próprio labirinto
O negro com alma de branco, provou do seu veneno ao ser chicoteado;
Endiabrado pelo momento, ofuscado pelo sentimento
O negro com alma de branco terás que lutar;
Sua liberdade a prova da ampulheta
O tempo marca o que se passou
O Negro com alma de branco
Traz novamente ao seu cotidiano
A dor de um escravo que se libertou;
MINHA ESCOLA, MINHA RUA...
Minha escola não tem carteiras, não tem ordem,
Tem vidas em desordem,
Lousa sem escrita
Lâmpadas sem luz…
Minha escola tem livros sem leitura,
Cantina sem alimento,
Nome sem patrono,
Pintura sem cor, móveis sem aconchego…
Minha escola tem estudo sem aprendizado,
Pagela sem frequência,
Aula sem vivência,
Caderno sem linhas e pautas, mentes sem crítica…
Minha escola tem pátio sem alegria,
Banheiros sem privacidade,
Professores sem vocação,
Formatura sem diploma…
Minha escola é a rua,
É suja,
É o caos,
É fria,
É lama,
É o analfabetismo,
A escravidão,
A condenação!
“Não é a vida, nem a riqueza e nem o poder que escravizam o homem, mas sim o desejo pela vida, pela riqueza e pelo poder.”
“É estranho que alguém, mesmo sabendo que seu corpo lhe pertence, pois é apenas um veículo de autoconscientização, age como escravo dele.”
Ora, segurança e liberdade são valores fundamentais para a dignidade humana. Segurança sem liberdade é submissão, escravidão. Liberdade sem segurança expressa uma deficiência.
O desejo de felicidade é algo inato no ser humano! No entanto, num mundo de novidades infinitas, o ser humano parece não se sentir feliz. Há algo que o inquieta, mas que não consegue identificar. A consequência dessa situação é a sensação de medo. Sacrifica-se a liberdade em favor de maior segurança. Ora, segurança e liberdade são valores fundamentais para a dignidade humana. Segurança sem liberdade é submissão, escravidão. Liberdade sem segurança expressa uma deficiência. Como encontrar um equilíbrio entre tais aspectos do humano?
AMBROZIO, REI DOS QUILOMBOS DO RIO GRANDE
Pés descalços que levantam a poeira na estrada de chão batido
Vaga sem rumo no poente da terra seca pelo serrado da solidão
Fugiu das chibatas do cativeiro em busca de nova estadia
Quilombola tentará na fugidia rota do capital do mato que o perseguia
Derrama pelo caminho o sangue de sua raça agrilhoada na senzala
Seus pés descalços, suas costas riscadas, suas mãos rachadas
Seu coração chora pelos que deixou abandonados na clausura
Preferiu o risco da morte ao jugo da servidão a que fora obrigado
Seu ímpeto de liberdade era maior que a tirania de seu dono
Vagou por léguas sentindo fome, frio, medo, mas tomou cuidado
Nas noites estreladas se entregava aos sonhos em leve sono
Nas manhas seus olhos radiavam a esperança de encontrar socorro
Mas este não vindo, criou ele mesmo o abrigo que a outros oferecia
Nas margens do Rio Grande ergueu seu reino africano de solidariedade
Fugiu, deixou saudade irremediáveis, mas abrigou milhares em seu congado
A liberdade, ainda que tardia, não alcançou o seu terreiro protetor
A maldade dos brancos o alcançou, e em poucos dias seu reinado dizimou
Jaz na memória esquecida dos que vieram depois dele, virou lenda
Sofreu uma vida de crueldades, e hoje, retribui com amor o mau que o matou.
A Lei Áurea, foi oficialmente sancionada em 13 de maio de 1888.Naquele dia,tiraram as algemas das mãos,os grilhões dos pés - dos brasileiros - e implantaram na cabeça.