Escravidão
Toda a vida é uma escravidão:
Estamos todos ligados à fortuna: para uns a cadeia é de ouro e frouxa, para outros é apertada e grosseira; mas que importa? Todos os homens participam do mesmo cativeiro, e aqueles que encadeiam os outros, não são menos algemados; pois tu não afirmarás, suponho eu, que os ferros são menos pesados quando levados no braço esquerdo. As honras prendem este, a riqueza aquele outro; este leva o peso de sua nobreza, aquele o de sua obscuridade; um curva a cabeça sob a tirania; a este sua permanência num lugar é imposta pelo exílio, àquele outro pelo sacerdócio. Toda a vida é uma escravidão. É preciso, pois, acostumar-se à sua condição, queixando-se o menos possível e não deixando escapar nenhuma das vantagens que ela possa oferecer: nenhum destino é tão insuportável que uma alma razoável não encontre qualquer coisa para consolo.”
(Da Tranquilidade da Alma)
É tempo também de acabarmos gradualmente até com os últimos vestígios da escravidão entre nós, para que venhamos a formar em poucas gerações uma nação homogênea, sem o que não seremos verdadeiramente livres, responsáveis e felizes.
Ninguém põe em dúvida a escravidão e o preconceito racial nem o dever de acabar com eles. Mas dizer que, por isso, “tudo que é africano é lindo” ou que “todo negro é maravilhoso”, típico do politicamente correto, é um crime intelectual e afetivo.
Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.
E quem ama o máximo, sente-se livre.
Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.
(Trecho do livro Onze Minutos)
A escravidão física foi abolida, mas a mental continua ai.
Preso a dogmas
Preso a convicções
Preso a conceitos que na realidade são ridículos.
Você pensa que é livre, mas na verdade estar sobre total controle mental. AMIGOS, FAMÍLIA, TRABALHO, TELEVISÃO todos impondo o que você deve ou não fazer, mostrando qual é o caminho correto. E você é a ovelha sendo guiado pelo pastor, apenas vai seguindo.
Escute meu conselho, abandone por um minuto os valores morais comuns e pense em suas representações.
LIBERTE-SE, E MUDE SUA MENTE.
Tudo que almejou,
Tudo que sempre desejou não vale nada, são apenas representações de um sistema.
A felicidade inacessível. Todas suas idéias, experiências, virtudes, o que pensa ou o que é,
São apenas fragmentos do condicionamento que lhe ensinaram.
As coisas têm o valor que você da para elas, a realidade e tecida por você.
Se me disser que vermelho é quente, assim será,
Se me disser que o mundo é ruim, assim será,
Se me disser que a lua é triste, assim será,
Se me disse o valor de um diamante, esse valor ele terá.
carro, amor, felicidade, dinheiro, casa, roupas, pedras, cigarros, é tudo criação sua... É tudo criação nossa.
Sua mente estar sendo estuprada, ELES enfim os valores e as idéias e te torna escravo.
Tornam-te cegos por um objetivo inalcançável, desejos insaciáveis.
E quanto mais você luta, mais você perde.
Inversão de valores? Não... Isso é libertação mental.
Você não precisa desse computador,
Você não precisa dessa cadeira que estar sentado,
Você precisa recondicionar seu cérebro, uma nova forma de pensar.
Tu não é filho da sua dor, do seu sofrimento nem dos seus problemas.
Não existe uma Glock modelo G 25 apontada em sua cabeça dizendo para você morar nessa cidade
ter esse emprego, morar nessa casa ,viver essa vida e ter esses problemas.
Uma vida ou uma pedra? O valor agregado a cada coisa, e você quem dar.. e você não precisa da aprovação de ninguém.
Faz o que quer quando quiser. Pensa o que quer, e ninguém pode controlar isso.
A sua felicidade estar aonde quiser achar, na sua família ou na roupa com um nome de marca famosa.
Quanto vale? Qual é o verdadeiro valor? O verdadeiro valor não estar na Mídia, nos filmes, nas músicas, na sociedade, na visão dos economistas ou na bolsa de valores.
O verdadeiro valor das coisas estar dentro da sua cabeça.
Você já foi moldado uma vez, a cultura imposta, o idioma que aprendeu a faculdade que escolheu.
Mas o poder de moldar tudo outra vez, estar em suas mãos.. a decisão é sua.
Novas cartas, e novas regras... Chega de perder. Agora é sua hora... Agora é a hora de você mostra quem é quem manda.
E sua capacidade não tem limites. Seja o vencedor... Seja livre.
Não amanha nem depois... MAS AGORA!
A escravidão não consentiu que nos organizássemos e sem povo as instituições não tem apoio, a sociedade não tem alicerce.
O Nordeste é semelhante aos negros na época da escravidão, dar tudo de se ao país e a única coisa que ganha é o preconceito.
A escravidão voluntária lubrifica a máquina oligárquica com alienação, suor e sangue. Ao povo, o trabalho. Aos mandatários, o lucro.
A fé consciente é liberdade;
A fé do emocional é escravidão;
A fé mecânica é estupidez.
O amor consciente desperta o mesmo em resposta;
O amor emocional provoca o contrário;
O amor físico depende do tipo e da polaridade.
A esperança inquebrantável é força;
A esperança mesclada de dúvida é covardia;
A esperança mesclada de temor é fraqueza.
Na escravidão do Egito, o Povo tinha que trabalhar para comer, mas no Deserto Deus é quem os alimentava !
O Deserto é o Ambiente da Provisão exclusiva de Deus!
Ap. Luiz Hermínio
O conhecimento torna uma criança inadequada para a escravidão
Amar é transformar a escravidão em liberdade
Quando se ama não há tendências suicidas, nossa ansiedade fica controlada, enterramos dentro de nós nossas dores, mágoas, aflições e dúvidas, o estresse pós-traumático desaparece como uma alta do consultório psicológico.
Levei quatro anos para entender essa frase, dormi por várias vezes pensando nela, virei à página por inúmeras vezes no amor, rompi ciclos, já me senti escrava quando meu parceiro deixava bem claro que estávamos juntos apenas por sua generosidade.
Tantas outras escravidões senti na pele, coisa pra gente grande: amor ilusório, baixa autoestima, enfrentar o mundo sozinha mesmo estando acompanhada (a falta de apoio é o pior dos males).
Passei por privações religiosas, em que a minha fé era atacada como farsa, anormalidade, mundana, falava de anjos com desdém, as lágrimas rolavam com tanta frequência que às vezes eu nem sabia por quê.
A escravidão traz pequenos ressentimentos, eu sei que tudo tem remédio nessa vida, mas não se sentir livre parece não ter vacina que te proteja ou cure desse mal, de um jeito ou de outro adquiri ou herdei o comportamento que me escravizasse.
A maternidade muda uma mulher, a maternidade me libertou, agora aquele filho era a coisa mais importante da minha vida, o João merecia uma boa mãe, uma mãe de coração enorme e que não tivesse medo em ser ela mesma. As mudanças foram gritantes, eu até esqueci a data de aniversário do nosso casamento em que o deixou bem abalado, minha relação não era benéfica então eu me agarrei a única relação saudável que existia, a minha e do meu filho.
Comecei a usar roupas menores sem me preocupar com o que ele achava, os caminhos de libertação foram tortos e errados, inseguros e aparentemente ineficazes, mas funcionou.
Fiz coisas que ele jamais aprovaria se eu pedisse sua autorização, expressei-me da forma que bem quis, evitei conflitos familiares e permiti que ele brigasse sozinho, jogasse sua ira ao vento enquanto eu me mantinha inexpressiva. Ele fingiu uma depressão para recuperar o posto de general, eu sabia que as minhas atitudes me levariam a alguma coisa boa, pois no lar de lama eu já me encontrava.
Quando eu mudei, tudo mudou. Fomos casados por seis anos, os três últimos anos muito bem obrigada, quando eu me apaixonei por outra pessoa o fato de ter sido escravizada por longos três anos me fez tomar a decisão de partir. Decisão errada para noventa por cento das pessoas que eu conhecia, decisão acertada para mim. O que todo mundo pensava era: ele já mudou, vocês finalmente se encaixaram, pra quê se arriscar ao desconhecido?
Acontece que eu não perdoei o tempo em que eu era escrava daquele sentimento, eu não o amei suficiente, eu sei que a falta de amor era minha, que as coisas chegaram a certo ponto que eu permiti e por isso mesmo me sentia fracassada em ter sido vítima de mim mesma.
Não sou de uma geração que culpa os pais por toda e qualquer infelicidade, não sou do tipo que culpa as companhias do filho pelo mau comportamento deste, cada um com suas escolhas e eu havia escolhido mal.
Eu deixei passar questões que me desagradavam como se estivesse tudo bem, eu queria ser modelo de elegância, de bom comportamento, de caridade e de boa índole, eu queria meu filho louco pelo pai dele, eu me esforçava para não ser rotulada de patricinha ou mimada, eu andava para frente até que entrei na zona proibida de me apaixonar perdidamente por outro homem e decidi mudar de vida radicalmente.
Eu adorava a companhia do Moisés, eu tinha mil razões automáticas para me envolver e mil e uma para ficar na defensiva, apesar de todas as críticas, de todas as insanidades que eu ouvi eu acreditei que era responsável pelas coisas ruins que tinham me acontecido e por conta disso eu queria viver uma outra história, eu não queria uma história em que eu tinha que resgatar alguém, eu queria escolher a felicidade, a maturidade, o envolvimento, o respeito, o companheirismo desde sempre.
Por nada deste mundo eu não sobrecarreguei meu filho com meus conflitos internos, disfarçava minha ansiedade, levei a serio minha própria vida, colei o coração rachado por dor e humilhação, fiz amor como nunca tinha feito na vida, não para satisfazer alguém, mas para trocar energias intensas. Ai! Meu Deus do Céu! Olhar para trás só me dá um aperto no peito, um grande incômodo, um abandono de mim.
Hoje sou vista como uma esposa digna e dedicada, sem crise de pânico, em constante processo de amadurecimento, com meus próprios interesses em seguir adiante, cuidando para não me deslumbrar com as conquistas de um casamento satisfatório e cheio de amor.