Era
Cristo não é grandioso em sua humildade porque era um pobre miserável filho de carpinteiro (isso seria fácil, logo não seria virtude nenhuma), mas porque era Deus, o "Cara".
Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
— Ai a dor de ser — quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...
Momentos de alma que,desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
E no fim...
No começo do começo
Você era apenas aquela menina.
No fim do começo você era linda.
No começo do fim
Você era o meu anjo.
No fim do fim você era a solidão.
E no fim...
No fim eu acordei,
Encarei a minha realidade
E agora eu sei:
Você é um sonho...
Amor de Internet
Lembro quando te conheci...
Era agosto...
Era inverno...
Você frente a frente comigo...
E ao mesmo tempo muito distante...
É engraçado!
Nunca eu iria te conhecer de outra forma...
Estávamos em mundos totalmente diferentes!
Hoje eu sei!
Nada é por acaso...
Até mesmo na internet!
Nos conhecemos no ultimo instante...
Quando os dois iriam desistir...
Um simples “oi” na hora do adeus, começou a transformar duas vidas!
O tempo passando...
E nós nos conhecendo...
Nos envolvendo...
Dias...
Noites...
Telefones...
Mensagens...
Saudades...
Até que chegou a grande hora!
Eu e você
Frente a frente
O coração batendo forte...
A respiração ofegante...
Era a hora do grande encontro...
Um pequeno desencontro...
E o coração para por alguns segundos...
Em seguida um alivio...
Um sorriso...
Um abraço...
Um olhar dentro dos olhos...
A alegria de poder tocar sua mão...
A felicidade de tocar seus lábios...
Haja coração!
Haja emoção!
Foram grandes momentos naquele dia tão especial...
Que irão ficar gravados na nossa história...
História que é tão diferente...
E ao mesmo tempo tão igual a tantas outras por ai...
Depois disso a saudade aumentou...
O pensamento fixou...
E com isso vieram outros sentimentos...
Mais fortes...
Mais ardentes...
Mais desejosos...
Em meio a essa tempestade de sentimentos...
Surgiu o mais sublime...
O amor!
É...Ele mesmo!!!
E aquilo que era grande, se tornou gigantesco!
E logo veio o encontro dos corpos...
Misturado com o doce sabor do amor...
Ahhhh como é bom amar!
Não existem mais tristezas...
Apenas as esperanças que se renovam a cada dia...
Essa é minha história!
Que esse amor dure para sempre!
Porque ele já é INESQUECÍVEL!
O Machado era de Assis, a Rosa do Guimarães, a Bandeira do Manuel. Mas feliz mesmo era o Jorge, que era Amado.
E achava bom ficar triste. Não desesperada (...). Claro que era neurótica, não há sequer necessidade de dizer.
Era um homem feio, com cicatrizes no rosto, mas lindo se você olhasse pra ele tempo suficiente - alguma coisa em seus olhos, no seu estilo, sua coragem, sua obstinada solidão.
Ela era mais forte sozinha, e o seu bom senso amparava-a tão bem, a sua firmeza era tão inabalável, a sua aparência alegre tão invariável quanto possível em meio a aflições tão recentes e tão amargas.
(Razão e Sensibilidade)
O que estava sentindo não era bem tristeza, era dor. Aquilo doía, e não é um eufemismo. Doía como uma surra.
(Quem é você, Alasca?)
[Até o século XIX,] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os ‘melhores’ pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. Houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.
(Nelson Rodrigeus, O reacionário [1], pág. 456)
ASSIM ERA DELE
Pensando nele,
deslizava sobre o cetim,
liso branco virgem.
Contorcendo o corpo arrepiado.
Duas mãos eram poucas,
para tanto que o corpo
implorava ser tocado.
Dedos espalmados,
catando todas dobras
de cada parte do corpo.
O rosto no lençol frio,
pedia calor.
A boca mordendo o travesseiro,
desejava sabor.
Duas pequenas pontas, arrepiam,
endurecem e intumescem, avolumam.
As pernas se juntam e encolhem,
em movimentos alternados e constantes,
friccionando e atiçando seu pequeno íntimo.
Apertando, se soltando, prendendo, relaxando.
nas dores crescentes, urgentes por ser possuida.
Ùmidas, suadas quentes arrepiadas, eram todas a dobras,
todos os cantos, cada vez mais, ao serem tocadas.
Lava quente, liquido viscoso,
perfume de amor inebriante,
brotava silenciosamente,
Vagarosamente por entre virilhas e coxas.
Olhos semicerrados e revirados.
Boca aberta, delirio, um grito
silencioso de dor e prazer.
Assim era dele.
Poucos sabiam sobre a existência dela. Mas o que sabiam, diziam que ela era uma arma. apenas uma ferramenta. E não tinha um coração.
Esse não era o papel que eu queria, pode ter certeza. Queria fazer valer seus instantes perdidos me observando numa festa cheia e tentando entender meus enigmas. Eu sou uma decepção. Parecia tão interessante, tão cheia de luz. E agora sou essa criança que só quer agarrar você e proibir de brincar com os outros amiguinhos. Só meu, não empresto.
Sentei-me a uma mesa onde a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas faltavam sinceridade e verdade, e fui-me embora do recinto inóspito sentindo fome.
Quando era jovem tentei me matar várias vezes, mas aí percebi que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor