Equidade
Muitos tentaram e muitos estão constantemente tentando, buscando tornar realidade a equidade social apenas existente nas muitas discussões das diferenças entre a alta-roda e a arraia-miúda, mas o sistema que empodera a minoria 'et malum'. Sucumbem à ele todos os que o tentam modificar. 'Sobreviver-lhe' [Voltaire] realmente já é uma grande façanha.
Etimologicamente falando, o termo equidade corrige a discrepância naquilo que se dizia igual. Para que haja equilíbrio em determinadas situações, um indivíduo necessita ser assistido mais do que o outro.
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Aquele que vê a transferência de renda como a solução para obter a equidade social, não é um líder; é um manipulador de mentes, um domesticador de servos.
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DOR DOÍDA
Há dor de diversa habilidade
A sem equidade, sem porém
Também, a sobra do não bem
Aquela ferida por maldade
É qual lança que vai além
Fendendo, e a alma invade
Sem dó e sem piedade
Dilacerando, e sem avêm
Dor dentro do peito, aí, arde
É covarde se da tirania caem
De um coração sem amizade
A que saem rumo ao refém
Impelindo com tal crueldade
É dor doída, vinda de desdém.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Equidade x Igualdade / Mérito x Oportunidade
Uma sociedade inapta se percebe nas dificuldades de compreender as diferenças e a resistência em minimizar seus impactos.
Nem igualdade nem equidade. Só aceitação, respeito e amor à Diversidade definirão a pessoa humana do futuro. Utopia?
O universo se expressa com a equidade intrínseca, amoral, não distribuindo recompensas aleatórias; ele existe e valoriza os esforços que, muitas vezes, passam despercebidos. A reciprocidade por mérito é constante. Apesar do que seja imparcial ou sujeito a avaliações, não precisa reivindicar nenhum lugar por direito. Existem pessoas verdadeiras por essência, mas outras simulam ser o que não são. Adicionalmente, existem aqueles que se deixam levar pela ambição, corrompidos em busca de uma posição evidente.
A equidade, almejada por corações sinceros, é um labirinto traiçoeiro, cheio de mistérios, pois não é só o passado que demanda redenção, mas o presente também requer nossa atenção, pois como um eco que se faz ouvir, o presente também carrega o seu peso, e a justiça não se constrói com réplica.
É preciso lembrar de não nos cegarmos ao reparar, pois o peso das injustiças já vividas, não pode ser aliviado com novas feridas.
E que ao corrigir uma dor, outra pode nascer, um ciclo vicioso que nos faz estremecer, a história se repete, o futuro se desfaz, se a justiça do presente não for capaz.
Não se trata de apagar os erros outrora cometidos, mas de construir um presente onde todos sejam ouvidos.
Esse presente é onde plantamos as sementes. Não perpetuemos as dores em velhos aniversários, mas, sim, unidos, trilhemos juntos por um mundo mais decente.
Ponderemos, com sabedoria em mãos, o que é justo e correto em nossas ações? Será que uma injustiça é remediada pelo igual, ou simplesmente adiciona-se um peso descomunal?
Não é pelo peso da culpa que avançamos, e sim, pela busca de um futuro onde prosperamos.
Reconhecer o passado é nossa obrigação, aprender com as injustiças é a direção, mas não se pode usar o presente como arma para perpetuar um ciclo que só nos desarma. A justiça não se faz com mais sofrimento, não podemos cair na armadilha de trocar injustiças antigas por novas dores em fila. Esse caminho só nos leva a um destino decadente, devolvamos a esperança e a crença na humanidade, construindo um futuro livre de opressão e iniquidade.
A luta por justiça requer empatia e discernimento, um olhar atento, de profundo entendimento.
Injustiças no presente não são solução, a vingança apenas alimenta um ciclo perverso. É na compreensão que encontramos a redenção, no diálogo honesto, com respeito, o universo.
A reparação não se mede em sofrimento alheio, mas no encontro sincero de mãos estendidas, no combate à desigualdade, sem dar ao ódio ensejo, em construir pontes, reconstruir vidas.
Sigamos adiante, aprendendo com o passado, construindo pontes onde antes havia muros, pois, no coração da justiça, há um chamado, para reparar o presente sem semear futuros obscuros.
E juntos, façamos do presente um presente, um futuro em que a justiça seja realmente latente.
O respeito mútuo é o alicerce a erguer, a empatia, a ferramenta que devemos ter, escutar atentamente o que o outro tem a dizer, sem perpetuar ciclos de ódio, é o que nos cabe fazer.
Reconheçamos as dores e as desigualdades, mas não as aliviem com mais hostilidades. Em vez disso, busquemos pontes de entendimento, cultivando a justiça com amor e discernimento.
O sábio sempre escolhe ir pelo caminho do bem e da equidade, onde ele encontrará a paz, a prosperidade e a vida abundante. Sabendo, que esses princípios de vida vão dar a ele uma vida longa, saudável e honrada.
... nossa
Constituição, outrora
reconhecida como fidedigna
tutora da ordem e equidade,foi
reduzida a mero objeto de uso
pessoalde quem, dizendo-se
igualitário, jurou
assegurá-la!