Epígrafes Linguagem
O universo é um ouvido atento, mas ele não responde a súplicas paralisadas, a única linguagem que ele ecoa é a ação corajosa que rompe a inércia do medo.
Já não temo a tristeza como antes. Hoje compreendo que ela também é uma linguagem através da qual a existência tenta conversar conosco.
Quanto maior a complexidade da realidade, maior a necessidade de uma linguagem jurídica capaz de distingui-la sem mutilá-la.
A linguagem jurídica pode multiplicar distinções sem jamais alcançar a essência daquilo que pretende definir.
Os direitos humanos representam a tentativa de construir uma linguagem jurídica comum para experiências humanas que nenhum Estado pode reivindicar como propriedade exclusiva.
O jurista trabalha com linguagem porque o poder jurídico também é poder de nomear, classificar e decidir.
A linguagem jurídica não apenas descreve a realidade: também cria posições, expectativas, deveres e possibilidades.
Seu corpo carrega memória, desejo e sensibilidade.
Ele não é apenas matéria, é linguagem.
Escute o que ele sussurra quando o mundo silencia.
Debbie Villela
O limite da linguagem não é necessariamente o limite do ser, embora seja frequentemente o limite daquilo que conseguimos afirmar sobre ele.
Se continuarmos a escolher a maldade como linguagem diária e a traição como costume, não sobrará nada além de ruínas e almas vazias vagando na escuridão que nós mesmos criamos.
"A compaixão é a única linguagem que não precisa de tradução para ser compreendida no mundo inteiro."
"A compaixão é a linguagem mais nobre da moral; ela acolhe sem julgar e estende a mão sem esperar nada em troca."
"A bondade é uma linguagem universal: fortalece quem a pratica, cura quem a recebe e inspira todos ao redor a serem melhores."
A zombaria é a linguagem oficial dos que têm a mente atrofiada: Quem ri de um livro sobre riqueza trilionária revela uma ignorância imensa, incapaz de compreender que a matéria só obedece àquilo que a mente primeiro ousa desenhar e escrever.
As coisas parecem responder umas às outras por aquilo que, em linguagem jurídica, poderíamos chamar de uma economia cósmica de reparação e limite.
O conhecimento sobrevive à indiferença quando encontra linguagem; transforma-se em legado quando encontra quem o compreenda, questione e desenvolva.
