Enterro
Enterro de anão, ninguém viu. Cabeça de bacalhau, ninguém viu. Alguém que fale mal de si (próprio) ninguém viu. E alguém que fale mal dos outros? Alguém viu, ouviu, sentiu?
Abro as portas da minha alma
Liberto-me de todas as dores
Enterro todas as dúvidas ༻❀༺
Liberto-me deste turbulento universo.
Luto,
Faço de mim vestimentas de silêncio,
Enterro meu velho eu,
Poupo à mim e a ti,
Não queria estar aqui,
Sobrevivo,
As margens de um eu falido,
Cigarro aceso,
Queimando a brasa,
Fazendo fumaça,
Câncer.
Insistir em algo que acabou é como evitar um enterro torcendo para que, magicamente, a vida reanime o corpo.
Quando se perde alguém que se ama, uma parte de você vai embora junto. Há um enterro em vida de sentimentos e memórias.
Embora você possa nunca ter ido a um enterro, dois humanos do planeta morrem por segundo. Oito no tempo que você levou para ler essa frase. Agora, estamos em quatorze. Se isso é abstrato demais, considere este número: 2,5 milhões. Os 2,5 milhões de indivíduos que morrem nos Estados Unidos por ano. Os mortos separam esses momentos tão bem que os vivos quase não percebem que estão passando pela mesma transformação.
Dar 'à(a) luz' a mim mesma,
Várias vezes na vida.
A dor do 'parto', toda vez.
Um enterro em cada ida.
Certa vez um homem pobre e mendigo morreu, no dia do seu enterro não apareceu ninguém , mas antes de enterra-lo um dos coveiros disse; coitado morreu pobre e sem ninguém . Mas o que não sabiam é que em vida ele era um bom homem, sempre ajudava o outros mendigos e quem precisava, e quem tivesse fome lhe partia o pao. No dia do seu enterro Jesus estava lá com ele só observando, mas o coveiro não sabia, que esse mendigo possuia a grande e maior riqueza de todas, o amor ao próximo e o temor a Deus.
Quando se trata de morte o sistema não têm erro
só darão sua liberdade no dia do seu enterro
profetas mentirosos que iludem o tempo inteiro
pregando que só têm deus aqueles quem dão dinheiro.
minhas raízes
são tão profundas
que enterro-me
em seu peito
sangra
dilacera
rasga
todo amor
desfeito
pega de jeito
ninguém
é perfeito
o ar rarefeito
sufoca
aperta
os defeitos
mesmo assim
eu aceito
sem preconceito
o motivo
da dor
me causou um efeito
o laço é estreito
vira nó na garganta
por tudo malfeito
que um dia foi
tudo é suspeito
até o amor
dar um jeito
de nascer de novo
no peito
feito esperança
e por questão
de respeito
sair satisfeito
com a doce lembrança!!!
Lamentavelmente nenhum de nós poderá acompanhar o próprio enterro.
Nós, que temos vivido com tanta pompa e preocupação com o futuro, não poderemos estar de pé neste momento onde todos nossos momentos resumem-se e finalmente e oficialmente, tornaremo-nos iguais aos demais.
Será frágil o momento derradeiro, nossa mão de aço e alma de ferro nada poderão fazer por nosso orgulho recém deixado nesta terra.
Alguns irão chorar, infelizmente talvez só possamos ler pensamentos, e eles dirão mais do que as lágrimas momentâneas.
Neste tempo, apenas teremos sido.
A ausência fará de nós uma coleção rápida de esquecimentos sucessivos.
Estarão lá os supostos amigos
todos em meio as partes interessadas.
De fato será um bom momento para não ter como intervir.
Pegarão nas alças do caixão e nela com certeza irão sentir a frieza de um último aperto de mão.
Muitos não sentirão qualquer diferença,
Embora seja... um adeus de carne e ossos dado a uma alça metálica.
Nenhum de nós irá ao próprio enterro.
Caberia, se fossemos, questionar como alguém que era tão importante pode virar pó.
Caberia, se servíssemos ainda para alguma coisa, perguntar porque o fim não permite qualquer distinção.
Tanto o caixão como a cova, sem contar os enfeites externos, são comuns a todos.
não há lugar para o orgulho, para a exploração e para o ódio.
Triste fim, para um anfitrião de corpo presente.
Talvez sinta-se até.... vontade de morrer !
As Vozes no Espaço
O silêncio
no enterro das vozes
altas
fora gritante.
tão alto que estou surdo,
mas não sei estar cego
ou apenas poeta mudo.
e ainda escuto
do fundo do espaço
esse miúdo
esse miúdo opaco.
o som
ainda ressoa
o som
de uma única pessoa.
Numa cova bem profunda eu enterro meus sentimentos.
Cadáver do meu coração.
Sepulto em um lugar qualquer, sem nenhuma lápide.
Essa cova não tem endereço, eu não quero que tenha.
PEDAÇOS
Flores laços de cetim
Queimadas em cinzas
Afogo-me nas palavras
Enterro-me no trabalho
Nas telhas dos sonhos
Já não almejo o perdão
Sou repleta de erros
Mato todas as lágrimas
Nas letras que me sugam
A vida da minha mente
No meu obscuro corpo
Já sem sons da saudade
Ao ver a tua bela nudez
A minha alma se deleita
Na nossa louca insensatez
O vazio gritou palavras
No silêncio sem sentido
Gemidos de mim, de nós
Afogo-me no teu corpo
Enterro-me nos teus braços
Sou repleta de imperfeições
Amo as flores de cetim
Já não almejo o perdão
Mato todas as lágrimas
Nas palavras feitas de amor.