Engolir
Engolido pelo mar,
O sal gruda na pele,
O sal do mar,
As ondas e o vai e vem,
Sol escaldante,
Caravelas de madeira mofada,
Homens semimortos,
O mar é para os fortes,
Engolido pelo mar,
Sem chance de voltar,
A morte certa e o sol a escaldar,
Não há como voltar...
A tempestade a chegar!
Na tempestade caravelas a afundar...
Sendo engolidas pelo mar!
Cristiano Silva
Ela sentia como se estivesse sendo engolida pela escuridão. Não importa o quanto tentasse, simplesmente não havia escapatória…
Para usar aqueles sapatos apertados
Engoli dor ,raiva,não por tentar ser mais
Mas,por me encaixar, ser menos
Trecho do poema Sapatos Apertados
Não deixe ser engolido pela Expectativa Humana, mas seja sensato no seu proceder, para não ser Vomitado da Vontade Divina!
E foi hoje que eu engoli o orgulho. Ele não é muito bom ao paladar. Me faz vomitar. Nem consegui comer a minha salada. Ele cheira como um peixe falecido há anos. Sob o escaldante sol do verão. E eu comi ele. Engoli esse orgulho repugnante que me atrapalhou durante todos esses anos. Valeu a pena? Não sei. Sim. Não. Não sei. Ainda não decidi. Mas esse sabor inigualavelmente enjoativo ainda está rodando em meu estômago. Remoendo mágoas passadas. Quase esquecidas. Mas que nunca o serão. Não é possível esquecer. Pois tentar esquecer é lembrar. E lembrar dá raiva. Perdoar, talvez. Esquecer??? Nunca. Nunca. Nunca!!! Era para ser um esforço conjunto. Um esforço mútuo. Igual para ambos os lados. Mas não. Ela estava me esperando. Esperando que eu tomasse a iniciativa. Esperando sentada. Que bom. Porque eu sou alérgica a esse orgulho que tive de engolir, sabe? Sim, sou alérgica. E ela não valorizou meu esforço. Nunca valorizou meu esforço. Mas mesmo assim eu estava lá. Me abrindo para ela. Chorando para ela. Chorando com ela. Sobre todo o mal que tive de suportar em silêncio até hoje, e para sempre. E sobre todo o mal que ela teve de suportar por minha causa até hoje. Igual. A única pessoa que me entenderia era ela. Por que eu não pensei nisso antes? Não sei. Eu não queria. Me faz mal. MUITO mal. Muito mal MESMO. Mas consegui. Eu engoli esse orgulho apodrecido e repugnante, ainda que não tenha me feito bem a curto prazo, pois sei que à longa distância vai resolver. Sim: heróina sou. Heróina. Realmente é o que penso. Porque não vou contar isso para ninguém. Fiz isso por ela. Só por ela. Libertei ela. E quanto a mim? Continuo na mesma. Eu acho. Mas agora deve estar melhor. Em algum lugar do céu ou do mar. Espero que logo eu possa entender como fiz isso. Porque... eu consegui.
"Se fosse um verdadeiro leitor, jamais engoliria histórias sem fundamento, muito menos as heresias disfarçadas de verdades absolutas."
O amor por si só é como um buraco negro engolindo tudo oque há de ruim e transformando-o em algo extremamente maravilhoso e puro como se fosse pré destinado a ser parte de si e de tudo oque se respira em torno daquele sentimento que lhe transforma em algo bom.
No final, sou engolido pela cobra de duas cabeças: como uma criatura mitológica e metamórfica, feita de duas esfinges que jamais eram decifradas pelos outros, mas adoravam se devorar.
No horizonte
O por do sol esta sendo engolido mais uma vez pela imensidão do oceano no se perder do horizonte. Sentado em uma pedra com os pés sobre a água vejo a beleza acontecer e me emociono ao recordar de momentos tão ricos vividos neste mesmo lugar tempos atrás.
A brisa chega trazendo nos seus encantos grandes lembranças do que foi bom naquele verão, consigo ouvir aqueles sorrisos, consigo imaginar aquele rosto perfeito de perfil olhando para o mar, são tantas emoções reunidas que em palavras é difícil caracterizar.
Uma música começa a tocar e a melodia é o retrato idêntico daquele dia, lágrimas descem, a saudade aperta, mais o que fica é guardado no por do sol aos braços do horizonte sem pressa de um novo amanhecer.
AMANTES DA SERVIDÃO
Demétrio Sena - Magé
Quem calava, engolia, era só "sim senhor",
bendizia o chicote, oferecia o lombo,
era grato ao favor de raspar as migalhas
que sobravam dos luxos de todos poderes...
Os que sempre beijavam as mãos dos carrascos
e tiravam chapéus para suas bravatas
ou serviam churrascos que não consumiam
onde nunca deixaram de ser invisíveis...
Esses dizem, agora, que nunca sofreram,
que jamais lhes prenderam por "subversão",
quando são testemunhas da própria utopia...
Hoje gritam bravuras que nunca tiveram,
pregam sua "macheza" de bois patriotas
ou ovelhas devotas de novos senhores...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Carreguei o peso do mundo sem deixar cair sobre ninguém, engoli lágrimas para que outros pudessem sorrir, lutei batalhas que ninguém viu e, mesmo esgotado, ainda estendi a mão. Nunca fiz alarde da minha dor, nunca pedi troféus pela minha resiliência, e ainda assim esperam que eu continue oferecendo o que já me custou demais. Minha generosidade nunca foi fraqueza, mas agora é escolha. E se hoje me permito viver sem culpa, sem carregar quem nunca quis andar ao meu lado, não me apontem o dedo. Eu aprendi, da forma mais cruel, que quem dá demais a quem não valoriza acaba se tornando invisível até para si mesmo. E isso eu nunca mais serei.
"As revoluções e os revolucionários quase sempre acabam engolidos pelo Poder do dinheiro ou aniquilados".
Não deixei uma lágrima cair,
Engoli o meu choro, o meu grito...
...Sufoquei minha alma.
Pra poder viver,
Pra poder viver...
...e
...e porque não vem pra cá depois do almoço,
pra gente se curtir, se beijar engolindo um
ao outro e matar toda esta saudade que não
cabe no sentido das palavras,
...e porque a gente não inicia de onde paramos,
e as teorias que se explodam bem longe
de nosso querer que é profundo, sincero
e lindo como o céu azul de verão de Vitória
no Espírito Santo ou o de Copacabana no Rio de Janeiro,
...e porque não deixa este "Deusão" trabalhar
no meio de nós, cuidar do nosso amor,
cuidar dos nossos espinhos com seu
carinho tão harmonioso,
...e porque não me fala de ti, não pergunta
de mim, não se enrola na minha poesia
sem rima, meio bandida, meio inocente,
meio homem, meio mulher, meio pássaro,
meio anjo, meio eu, meio você, meio nós
num inteiro daquele sonho de padaria,
...e porque...?
Jorge B Silva
Poema: Perdição
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
Engolido por frustração e medo, a energia negativa transborda, e
quanto mais penso sobre o mundo, aumenta exponencialmente a minha vontade de desistir.
As coisas dentro da minha cabeça não têm sido fáceis; já não suporto este peso que há tanto carrego,
e, fora da minha cabeça, a vida também não tem sido complacente.
Estou cada vez mais exausto e sem um pingo de esperança,
alcançando limites antes definidos como minhas derradeiras linhas vermelhas.
Está tudo tão diferente,
não me reconheço mais, não reconheço o que me cerca,
e não sei mais se é possível voltar a ser como era antes.
Não sei mais o que fazer, nem o que esperar, ou por que esperar.