Engolir
Quantas vezes precisamos
Engolir o choro
Impedir as lágrimas
De rolarem
No rosto
Antes mesmo de elas saírem
Dos nossos olhos
Pra não abaixar a cabeça
e travar a caminhada
Perder tudo e voltar ao início
Duro até chegar onde parou
E ter de recomeçar
Não falo que é triste recomeçar
Mas é triste perder todo o esforço
Pra deixar cair a lágrima no rosto
Para padecer e sofrer
Novamente
Erga a cabeça
E olhe para frente
Não deixa quem tá do lado te desanimar
Continue caminhando
Faça isso sem nem olhar
Para aqueles que te desanimam
Só olhe para o seu motivo
Aquilo que te dá força
Para caminhar
Sei que as pernas estão cansadas
A mente tá pesada
O coração tá sozinho
Mas se você tiver fé e crer em si mesmo/mesma
Nada vai te parar
E se parar,
Que seja para descansar
Que no dia seguinte
Uma longa jornada
Vai estar pronta, a te esperar.
Que o brilho dos seus olhos
Ilumine o seu caminho
E te dê força para lutar.
“ Há pessoas que reclamam por ter de engolir alguns sapos na vida. Resignado, me convenci que para ser bem-sucedido e atingir nossos objetivos, às vezes, é preciso engolir a lagoa inteira!”
Uma geração inteira está descobrindo, pela primeira vez, que não é necessário engolir sapos e aguentar o chefe incompetente pelo resto da sua vida. Nos tornamos, finalmente, corajosos o bastante para criarmos os produtos e serviços que gostaríamos de ver no mercado.
Beber vinho é como a ignorância do seu adversário, você tem que engolir ele amargo e sem fazer careta pra não reclamar
Devemos engolir um sapo todas as manhãs, para nos fortalecermos contra a repulsa do resto do dia, quando temos que passá-lo em sociedade.
E quantas vezes tive que engolir meu choro para limpar as lágrimas do outro, talvez esse seja o verdadeiro sentido da amizade.
Minha cabeça mordeu
Algo que não consegue engolir
Não importa o quanto ela mastigue
O que resta é...
A minguante acabou
Nova fase estreou
E na fraqueza que sou
Eis me aqui
Deslizando em uma tela
Tecnologia e aquarela
Somam à imagem bela
Uma falta sem fim
E a ampulheta em meus sonhos
Se distorce com o medo
Por demonstrar que nosso tempo
Nunca foi o mesmo
Os poderes do ser humano
Ironicamente são invisíveis
De tentar o que nunca tentou
De suas vontades perecíveis
O incêndio que queria ser gelado
O seco que queria ser molhado
O desenho que queria ser notado
O amor que queria ser igualado
E neste último julgamento
O mesmo doloroso decreto:
"Vá e aparte,
Ou nunca haverá teu momento."
Uma sentença veio à mim
Algoritmo do meu próprio sistema
Pela minha segurança
Hora de omitir o problema
Não é errôneo optar
Escolher continuar
Mas sempre que um epílogo terminar
Lembranças irão sussurrar.
Mais ruim do que desejar o mal ao próximo e ter que engolir o ego, a arrogância e morrer sentindo arrependimento e desejo de pedir perdão a quem já partiu.
E quando seu esforço não toca em nada além de uma parede de magoas. É hora de engolir o choro, guardar o amor e dizer adeus.
Este é o único lugar onde podemos ser livres. Sem controlar nossos sentimentos, sem engolir nosso orgulho. Aqui podemos ser o que quisermos. E se extravasarmos tudo (...), não precisaremos mais sentir essas coisas. Não precisaremos sentir nada.
E você se olha no espelho e não pode suportar. Não se quer ver. Não se consegue engolir o que deixara acontecer. Àquele não pode ser você. Mas sim, àquele é quem você se deixou existir.