Encontros e Despedidas
Soneto de encontros desafortunados
Dois corações que se encontram,
Mas não podem se unir.
Uma conexão forte,
Que só pode ser vivida em silêncio.
Um sentimento de perda,
E de saudade.
Um desejo de estar juntos,
Que nunca poderá ser realizado.
Sinto muito pelo nosso desencontro,
Pois gostaria de estar pronto para gente se encontrar.
Mas, continuo me recuperando,
Há muito ainda a superar.
Não seria justo com a gente,
Mergulhar nesse novo amor,
Sem estar maduro para amar de novo.
Alegre-se também com as despedidas, mesmo que algumas sejam dolorosas. Toda ida traz novos rumos, novas experiências, uma nova vida. Nas partidas há uma energia misteriosa capaz de nutrir o amor verdadeiro através da saudade e intensificar o poder do reencontro proporcionalmente ao tempo e a distância. As separações, sejam escolhas ou acasos, devem contrariar a lógica e não enfraquecer laços. É na ausência de algo que nos adaptamos, portanto desenvolva, nas idas e vindas, a capacidade de fortalecer tudo de bom que já existe dentro de você.
E seja o tempo bondoso e compassivo, para que a ausência não se faça perder os encontros. Que ele seja capaz de fazer da espera uma base forte de cumplicidade, amor e respeito.
Ele nunca encontrou o que procurava, pois sua cegueira emocional não lhe permite ver o aprisionamento do seu passado.
A última vez que nos vimos.
É claro que eu não sabia que seria o último encontro que eu teria com a minha mãe. Neste dia eu fiquei mais tempo ao lado dela do que o de costume. E quando eu saí do quarto do hospital, senti uma sensação inexplicável, senti algo mais ou menos assim...
... Sei que ela até pensou em me chamar de volta e eu tive ímpetos de querer voltar mas, atrás daquele grande vazio e angústia, nossos anjos da guarda aproximaram-se de nós, e nosso destino foi sendo cumprido à nossa revelia.
Nossos laços estavam começando a ser desfeitos.
des-encontro
o meu alguém está em casa
esperando com a mesa de jantar posta
ele passou um café
preparou os pratos
colocou uma flor ao lado da minha cadeira…
o meu alguém está em casa
aguardando eu retornar para lhe fazer companhia
rirmos juntos das bobagens do dia
e descansar nos braços um do outro
sem medo de julgamentos…
o meu alguém está em casa
com a porta aberta a aguardar minha chegada
eu o vejo olhar o relógio
estou atrasada… já é tarde e ele me liga
muitas chamadas não atendidas…
o meu alguém está em casa
olhando pela janela,
na expectativa de me ver atravessar a esquina
e minha sina
é não ver seu doce olhar…
o meu alguém está em casa
me esperando
me chamando
mas ele ainda não sabe
– meu amor, me perdoe!
… nunca mais irei chegar!
o meu alguém está em casa
tão despedaçado quanto eu…
– eu não queria que fosse assim!
se, ao menos, ele pudesse me escutar
eu diria… eu diria:
– meu amor, estou aqui… olha pra mim...
Três de novembro
No mês em que a primavera se despede,
e o sol, mais manso, faz-se presente,
floresciam dias de ouro e espera,
prenúncio de encontros, docemente.
Foi na estação de brisa e lume,
quando as folhas murmuram segredos,
que nos achamos sem alarde,
em cores tênues, sem medos.
Caminhavas já em meus sonhos,
estrada traçada em silêncio,
onde o murmúrio do vento sussurra
o amor que arde em denso, intenso.
O mundo, em sua dança vasta,
girou em círculos de espera,
até que em ti se fez acalanto,
porto certo, luz sincera.
Achei-te na dobra do tempo,
onde o aleatório se curva à sina.
Outros conheci por ócio e acaso;
a ti, encontrei porque eras divina.
Outros, passos soltos, vento;
tu, raiz, urgência, beijo,
entre ecos e risos, enfim,
vi que ao teu lado me pertenço.
Neste jardim da vida
Sou uma flor
Florida no meio das pedras
Despetalada
Pelas dores despida
Carrego na mala encontros
E na alma
Carrego despedidas.
E foi então que ela entendeu, que seu amor próprio lhe bastava para continuar sua jornada. Ela amadureceu!
ADEUS, uma palavra ate fora de moda, sempre questiono o respeito com os mais velhos, por idade ou talento.
Enquanto jovem a noticia de falecimento de algum amigo é motivo de tristeza e outros tantos sentimentos que continuam insistindo em me marcar.
Envelheci e vejo meus amigos partindo, creio que existam outras vidas, e que em um outro lugar nos reencontraremos.
Sinceramente não tenho medo da morte, porque entendo que ela é muito mais dolorida, pra quem fica do que pra quem parte.
O domingo me faz um bem enorme. Acordar no domingo é ter certeza de vida, é saber que tudo se inicia mais uma vez. É combinar para se encontrar com o sol às 5:40 AM e às vezes ver ele chegar atrasado, muitas vezes nem esperar você acompanhá-lo mas passar o resto do dia te olhando. Domingo a tarde me trás a sensação de dever cumprido, me trás uma saudade da criança que chorava, do manto azul e das luzes que já se acendem. Quando chega a noite confirmo a certeza: o domingo ainda é meu dia preferido!Mas quando me deito, ah quando me deito... percebo que odeio despedidas... Volta, domingo!
Então nos esbarramos...
E a gente brinca de fazer Poesia.
Nesse pingue pongue de palavras,
Nossas Almas Poéticas se encontram,
Corações intensos trocam batidas descompassadas,
Mas a Vida Real chama...
E nos despedimos com uma troca de olhares
feita através de palavras... Palavras Mágicas,
daquelas que soam como um Toque suave no rosto.
E então cada um segue o seu caminho...
Porque a Vida Real não espera...
Cada ser passa pela nossa vida para compartilhar, ensinar, direcionar. Há quem apenas passe sem poder permanecer, há quem venha para ficar, há até os que tentam mas não conseguem se aproximar... Ao Criador devemos agradecer e saber entender como, porque e por quanto tempo ELE nos permite encontros e despedidas... É preciso saber acolher quem chega e fica. É preciso saber libertar quem já não pode ficar... É preciso amar! Só amar... By Lou de Olivier 09/10/2013
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
A chegada não é mais importante que o caminho. é no trajeto, onde temos por companheiro o tempo, que se tecem os encontros- alguns gratos, marcantes, ternos...eternos. Outros incertos, mal traçados, passageiros...efêmeros. E o tempo,nosso companheiro de jornada, é também portador de novidades, desafios, delicadezas e surpresas. Ahh... o percurso é precioso, os encontros também o são. Porém, as despedidas são necessárias, elas sempre existirão...um aceno, um adeus, um "deixar partir " mesmo que isso nos parta o coração. Desapegar-se exatamente por entender que o caminho não é sempre o mesmo, não é sempre um só e que para evoluir é pé na estrada, ventania e pó...cada um segue o caminho que desejar. É certo que outros encontros virão e, quanto mais tempo passar, mais distantes ficarão. O bom é saber que o produto deles preencherá os vazios das malas nessa viagem até a chegada.
Em alguns momentos não se lembrava da cultura diferente entre eles, simplesmente eram pequenos, grandes e eternos momentos de amor.
E, às vezes, a gente só quer passar de raspão mesmo. Não por medo de novas feridas, sejam as causadas ou as recebidas. Às vezes, não queremos permanência e tudo bem viver assim, somos encontros e também despedidas. Amor pode ser um belo instante ou intenso compromisso... e se um dia tivermos sorte, esbarraremos em algo que seja muito mais do que isso.