Discriminação
Dia da Mulher, Não é dia de descrever as caractericas do que é ser mulher, e sim (d)escrever a mulher como qualquer outro ser humano com direitos e respeito.
Se todos ensinassem as crianças, desde pequenos, que não existem diferenças entre seres humanos, não existiria preconceitos, xenofobia, homofobia, racismo ou discriminação de qualquer espécie.
Somos aquilo que aprendemos, aquilo que vemos no nosso dia a dia e permitimos absorver em nosso ser.
Cabe a cada um se policiar e, se não tem capacidade de auto analise, ao menos escutar quando a critica vem de outro e refletir sobre essa critica e ver se tem lógica, fundamento e se for capaz de constatar seu erro, se permitir mudar, somos seres evolutivos, só fica estagnado quem quer, por pura ignorância e ego, por não querer dar o braço a torcer.
Diga não para o racismo
Lute contra o preconceito
Abomine sexismo
Tenha sempre mais respeito
Deixe a discriminação
Bote amor no coração
E o mundo terá jeito
Uma raiva negra surge num momento em que, na França, algumas vozes querem nos persuadir de que o racista se torna um "resistente", um "corajoso" diante de um pensamento único.
Ninguém nasce racista, nós é que plantamos essa erva daninha no solo fértil da criança. O dia em que ensinarmos as nossas crianças, e essas quando crescerem aos nossos netos, e os filhos dos nossos netos a seus filhos que cor da pele não determina caráter e nem inteligência e que por dentro as pessoas são todas iguais, talvez tenhamos criado uma geração finalmente livre desse fantasma chamado racismo. O primeiro passo para chegar a esse patamar é entender que criança aprende com exemplos e não com palavras.
Uma graça baseada em preceitos humanos pode glorificar o preconceito, mas a graça de Cristo nos liberta da dor da discriminação e do poder do pecado.
O racismo se expressa concretamente como desigualdade política, econômica e jurídica. Porém o uso do termo estrutura não significa dizer que o racismo seja uma condição incontornável e que ações e políticas institucionais antirracistas seja inúteis; ou, ainda, que indivíduos que comentam atos discriminatórios não devam ser pessoalmente responsabilizados.
O racismo, como processo histórico e político, cria as condições sociais para que, direta ou indiretamente, grupos racialmente identificados sejam discriminados de forma sistemática.
O negro também é luz, mas para ver, é necessário enxergar com a visão interior que não esconde nenhum crepúsculo
A culpa, sempre a culpa é a sugestão. A vida deposita o peso da constante culpa sobre aqueles que de alguma forma não conseguem corresponder as demandas e expectativas atuais da sociedade, o sistema é dilacerador de almas, constritor do indivíduo.
Está aí um fato inegável: preconceito não traz felicidade à criança, mas uma criação cercada de carinho e respeito sim.
A luta pelo melhor, ainda não acabou, precisamos conquistar e sermos fortes, o gigante precisa cair, no campo de batalha, ainda se vê o preconceito, somos todos contra ele, o racismo é roupa suja, um livro sem conteúdo, frases históricas, que precisam serem queimadas e tiradas das prateleiras, somos todos um povo, um espírito, somos a mistura da beleza e do sangue sofrido. Toda criança tem o mesmo sorriso, os adultos deveriam ter a mesma atitude, misturar, abraçar, beijar e amar o que sempre foi igual, gente feita de gente...
"Eu te respeito integralmente, mas só se você for/acreditar/pensar/agir como eu, do contrário eu te abomino"
Parece-me que a felicidade manifesta-se mais na pobreza, na pouca inteligência e no portador de uma aparência comum.
Somos todos iguais, saímos da mesma fonte e a retornaremos a mesma fonte. Por que tanto preconceito? Por que tanta discriminação? Por que tanta inimizade entre as pessoas?
Covid-19
Fizeram troça dos nortenhos
E acusaram-nos de imprudência…
Agora, que estão doentinhos
Necessitam de providência.
Alguns vedaram-nos a entrada
E restrições nos impuseram.
Ficamos nesta trapalhada
Porque eles se descuidaram…
by António Vilela Gomes
O racismo nosso de cada dia
"No Brasil, ser racista é considerado abominável pelo senso comum justamente pela ignorância que a sociedade mantém sobre o assunto. Essa ignorância vem da recusa em não se aprofundar no assunto, que por sua vez vem da falta de importância dada ao assunto. E não é importante para quem não é atingido diariamente por ele. E esse o maior cinismo do racista brasileiro: achar o racismo insuportável, mas nadar no raso quando a oportunidade de se mudar a situação é apontada por pessoas negras (...)"
Nesse “Dia da Consciência Negra” dei uma andada pelas minhas redes sociais e observei a agressividade quase animal com a qual pessoas brancas atacavam outras também brancas em suas postagens sobre discriminação, preconceito e racismo. Essas pessoas teoricamente não racistas escolheram o elemento ou o trecho da postagem que lhe era conveniente e o usavam como arma contra o indivíduo supostamente racista. Em alguns casos ficava claro que o acusador sequer tinha lido a postagem toda.
Então, fiquei a me questionar: o que tem por trás de tanto ódio? O que essa criatura tenta esconder com o ódio dela? Seria uma forma pouco ortodoxa de encobrir que é racista ou que também é racista?
O racismo está entranhado na cultura brasileira. Faz menos de um século e meio que a escravidão negra terminou. E isso é muito pouco pra se mudar totalmente o pensamento de uma sociedade. Eu estou justificando o racismo ou afirmando que não devemos combatê-lo? Não. Só estou dizendo que qualquer mudança social é lenta, independente de eu querer que ela aconteça ou não.
Se for feita uma pesquisa com a seguinte pergunta: você é racista, eu acredito que 100% das pessoas vá dizer que não. Ou um número muito próximo disso.
Se ninguém se intitula racista e o racismo é um fato comprovado e institucionalizado, como a própria ONU diz, há algo errado nisso. A explicação é uma só: camuflamos, escondemos o racismo nosso de todo dia. Descubra onde você esconde o seu antes de apontar o dedo para o outro.
O fato de negar o seu racismo, ou julgar outras pessoas racistas pra esconder o teu racismo não faz de você uma pessoa melhor. Edna Frigato
* O texto em aspas pertence a arquiteta e urbanista negra, Joice Berth - publicado na 'Carta Capital'