Discernimento
Sobre o Mal e a Cólera...
“Devemos Expurgar de Nossas Mentes toda e qualquer Manifestação de Cólera, por ser sem exceção um Sentimento Insano...
Só com Amor tratamos a Ira!...”
"É preciso modéstia para aceitar a nossa verdade sem menosprezar a do outro, e cabe aí também uma boa dose de cautela e discernimento, pois nesta carência da verdade, muitos se aventuram em verdades alheias que nem mesmo compreendem, correndo o risco de aceitarem versões duvidosas em belos invólucros pertencentes a um mundo de mentiras!"
Geralmente tratamos as nossas próprias mentiras de forma diversa das mentiras dos outros. Para as alheias usamos nosso discernimento e acabamos por refutá-las, mas as nossas, sem resistência, tratamo-las como verdades.
"Para superarmos a IRA, o ORGULHO e a falta de PERDÃO, passaremos por muitas turbulências, desafios e desesperos. Tudo é uma questão de tempo.. As dores, as perdas e o sofrimento, acabam lapidando a nossa alma que, automaticamente passa por momentos de não aceitação, e assim, está lançada a ira, arrogância, vaidade e o orgulho!! Jamais podemos esquecer que a ausência do amor, da humildade e fé, somente irá nos encaminhar diretamente para a falta de perdão. Somos seres humanos passivos de erros e estaremos eternamente passando por processos evolutivos. Então, enquanto há vida, e chance de mudanças, que consigamos superar nossas expectativas e possamos doar o melhor de nós a nós mesmos e aos outros."
"Às vezes nos afastamos por estarmos cansados de problemas ou para evitarmos mais, mas isso não quer dizer que não amamos ou desistimos daqueles que fazem parte da nossa história, pois eu jamais desisto, apenas me preservo do excesso de ingratidão e maus-tratos. Eu posso estar distante e ao mesmo tempo próxima em orações e ajudas indiretas. O que fazemos por amor não precisa ser exposto e divulgado, mas o amor próprio necessita estar nítido e claro!"
LIVRE ARBÍTRIO
A pessoa humana vive através de escolhas.
Na infância, geralmente as escolhas são feitas pelos pais, contudo, quando começa a adquirir liberdade para seus atos, a própria pessoa começa a escolher.
A pessoa pode escolher alimentos que podem ser bons ou ruins para seu organismo, ingerir bebidas alcóolicas em demasia, fumar, usar drogas ilícitas, sabendo que podem ser prejudiciais.
É a própria pessoa quem escolhe se irá viver sozinha ou com alguém, se constituirá família, o namorado ou a namorada, o companheiro ou a companheira, o esposo ou a esposa, se terá filhos, a forma de criação destes.
O trabalho é escolhido pela pessoa, assim como o local de moradia, tendo liberdade de mudar quando quiser e se tiver oportunidade.
Se a pessoa tiver força de vontade e se esforçar, estudará o curso que desejar.
A religião pode ter sido escolhida pelos pais na infância, mas a pessoa pode fazer nova escolha posteriormente, até não seguir nenhuma religião.
Os estabelecimentos, bares e locais de lazer, para comprar ou frequentar, são escolhidos pela própria pessoa.
Cabe à pessoa decidir se irá ter e/ou dirigir veículo, habilitada para tal ou não.
Quando se deparar com alguma dificuldade, inclusive doença, a pessoa poderá desistir ou procurar resolvê-la, ainda que não consiga.
A pessoa pode escolher amar ou odiar, praticar o bem ou o mal, ser alegre, ainda que esteja sofrendo, ou chorar.
Cabe à própria pessoa buscar a felicidade, se é infeliz, mediante escolhas.
Até a morte e enquanto tiver discernimento, cabe à própria pessoa fazer suas escolhas, por mais simples que sejam, e sempre poderá dizer sim ou não, aceitar ou recusar.
Portanto, a pessoa humana tem o livre arbítrio, assim, deve pensar bem ao fazer suas escolhas, pois será através delas que colherá frutos bons ou ruins, imediatamente ou no futuro.
Hoje amanheci carente das pessoas que fazem parte de mim. Beijei minha mãe, liguei para meu pai, sentei, chorei.
Que sentimento é esse que me invade?
Que vazio sem fim é esse que me atormenta? Será que estou morrendo?
De uma coisa eu sei, estou sentindo falta de tudo que sempre tive e por devaneio não parava pra apreciar e agradecer. Obrigado pai amado por me dar discernimento para entender!
MATURIDADE E EDUCAÇÃO
Aristóteles insiste muito numa coisa chamada maturidade. Maturidade não no sentido fisiológico, mas no sentido intelectual. O homem maduro é o homem que teve certas experiências e aprendeu com elas. Quando Aristóteles enfatiza que somente o homem maduro pode guiar a comunidade, está se referindo aos homens que conseguiram absorver um certo número de experiências decisivas que colocaram a sua alma um pouquinho acima do nível de consciência de sua comunidade. Esse homem maduro não precisa ser santo, profeta ou herói, mas simplesmente é alguém que tem uma alma um pouco mais ampla porque chegou a ter certas experiências significativas.
A finalidade da educação, tal como eu a entendo e tal como foi entendida nos tempos antigos, é a maturidade. O que o homem maduro fará com aquilo que eu lhe ensinei é problema exclusivamente dele, pois a maturidade que ele irá exercer será a dele, não a minha. Quando ele se deparar com determinado problema, a sua circunstância será outra diferente da minha, os dados serão outros e não há nenhuma possibilidade do professor antever tudo isso. Isso significa que uma vez conquistada a maturidade, a finalidade da educação está terminada, e o educador deve ir embora para casa. E o homem maduro, uma vez formado, pode se transformar ele mesmo num educador, se quiser, ou irá fazer outra coisa, já que não é só na educação que homens maduros são necessários.
É fundamental entender que educação liberal é a preparação da alma para a maturidade. O homem maduro é o único que está capacitado para fazer o bem ao meio em que vive. O bem deve ser conhecido. Mas o discernimento entre o bem e o mal não é imediato. Não adianta ter um formulário, os Dez Mandamentos ou o código civil e penal. O discernimento entre o bem e o mal é uma questão de percepção que tem de ser refinada para cada nova situação que você venha a viver, porque ambos costumam aparecer mesclados. Jesus disse: na verdade amais o que deveríeis odiar, e odiais o que deveríeis amar. Este é todo o problema da educação: desenvolver no indivíduo, mediante experiências culturais acumuladas, a capacidade de discernimento para que ele saiba em cada momento o que deve amar e o que deve odiar. Ninguém pode dar essa fórmula de antemão, mas a possibilidade do conhecimento existe e está consolidada em milhares de obras. Uma educação bem conduzida pode levar o indivíduo à maturidade e ao verdadeiro julgamento autônomo.
Algumas vezes a vida nos coloca em teste, revela-nos preciosidades as quais desconhecíamos por fontes as quais nunca pudemos imaginar, só para ver até quê ponto vamos.
Então a gente aprende que algumas coisas não precisam ser reveladas, pois o importante é ser feliz e ter a paz no coração, pois a verdade sempre prevalece
Isso se chama DISCERNIMENTO!
O ser humano evolui a passos lentos e parece que tem um ímã querendo puxá-lo de volta. É preciso discernimento para escapar desse ímã e correr em direção à luz.
Ao decidir na sua vida, não deixe a opinião alheia pesar demais.
Se acertar, o benefício é de todos, contudo, se errar, a culpa só caberá a você.
Há momentos que Deus libera bênçãos para nos abençoar e em outros momentos ele nos abençoa para liberarmos bênçãos para outros!
É neste momento que caberá a nós discernirmos o que é de nós ou dos outros!
Diante de um problema, concentre-se em resolvê-lo o mais rápido possível ou, pelo menos, estabilizá-lo antes de procurar o culpado.
Se desconfiar de uma boa pessoa, no final das contas, será surpreendido positivamente; Se confiar numa pessoa má, antes do fim das contas, será vítima.