Desvio
Sinto falta de ter sido qualquer coisa certa, boa, que não fui. Ninguém me avisou do desvio no caminho e muito menos das descobertas feitas sobre o inevitável de cada um que surge. Nem lembro quando foi que permiti essas invasões sendo que ninguém nunca devolveu nada, nem a companhia e as palavras. Surgiu, qualquer chama, que vem e vai, me leva e traz, como se soubesse que não sei mais remar a favor ou contra. Barco parado, ao sabor dos acasos.
Palavras estupidas não me importam, mas tiro sempre proveito delas para com minha vida, desvio do que não me convém para que eu não erre sem motivos;
Pois errar é humano, mas continuar errando é idiotice com a própria vida;
"O ser humano tem o desvio de que só é o que é verdade e o que é bem feito aquilo que é dele ou que é feito por ele..."
Você já reparou que todas as vezes que você me olha eu desvio o olhar? É porque não quero que você perceba que sem você... Eu nem sei.
"E a estrada que eu percorria podia ser um desvio. Ou então era o caminho principal e o desvio chegou agora.
Sinceramente não sei."
Parece que o mundo todo está sofrendo um desvio comportamental, um desvio do septo nasal, um desvio padrão, um desvio ocular, um desvio funcional,um desvio postural, um desvio social, um desvio intestinal, um desvio de atenção, um desvio de equilíbrio, um desvio de inteligência.
E aí, eu olho pra ela. Fico com vergonha do sorriso que ela dá, desvio o olhar, então olho pra ela, de novo. E ela sorri novamente. Aí, eu começo a entender o que me fez sentir amor e porque eu a admiro tanto. E então, tudo passa a fazer sentido e eu descubro que pra mim, ele ainda é a única, no mundo!
Um fio, um frio, um fino calafrio
Calor, sua cor, seu cheiro amor
Te vejo, desvio, te alcanço me canso
Eu sonho o dia o encontro que angustia
O beijo tao longe, espera a poesia
Amor doce amor, seu corpo tem magia
Distante, oposta, pergunta sem resposta
Verdade, mentira, ansiosa agunia
Te amo, me esqueço, te busco e nao conheço
Te encontro e nao me vejo
Te amo e nao mereço
Eu rio. Você olha para mim. Eu desvio meus olhos. Você se indaga. Eu o evito. Você desconfia, não fala nada. Eu te olho então, e você confirma.
Tento manter-me tão afastada quanto os limites da terra me permitem. Evito, desvio, recomeço por outro caminho. Eu tento, eu tento. Mas o universo, com quem tenho uma terrível divergência de pensamentos, me joga no caminho, na hora, no dia – justo no dia em que você ultrapassa os seus limites e adentra minha área. Eu tenho que aparecer, tenho que chegar e nublar com o meu e o teu céu. Desculpe.
O medo pode ser um obstaculo, porém a sonho é um desvio desse obstaculo, nunca deixe de sonhar, sempre acredite nos seu sonhos.
Antídotos(...)
Depois de tanto tempo, ainda esta entaqueto
Quando desvio-me couto do caminho
Os risos tornam-se antídotos para tanto ódio e desespero.
Cada passo esta milimetricamente cheio de armadinhas e emboscadas
Não consigo encontrar consolo na escuridão da noite
Estou exilado de meus pensamentos
E o silêncio forma um gelo diante de mim
As palavras se tornam um juramento diário.
Os ruídos da noite lembram-me de sussurros que já ouvi
Mas o silêncio faz questão de lembrar-me que não pertenço mais aquele lugar
Mesmo tonto e cansado
O desejo de ter você era algo incontrolável.
Um abraço, um beijo, um colo... Um nós!
Vai existir um dia em que eu poderei enfim te abraçar...Voltar a conversas que desvio e falar assim olhando em teus olhos.Vai existir um dia onde eu irei me contentar ao ver metade de mim ao meu corpo voltar.!
Quando você me olha eu só desvio o olhar por que tenho medo que você perceba que eu sou louca por você.
Reflexo na Janela
Sozinho na sala em uma noite qualquer desvio minha atenção de pensamentos banais para apreciar meu reflexo nos vidros da janela,
Uma imagem tímida avivada apenas por uma fraca luz do ambiente, mas suficiente para acusar um olhar frio e distante de um homem cansado.
Volto toda minha atenção agora mais fixamente para aquela figura em volta ao silencio,
Pergunto-me então quem sou,
Mesmo com traços e marcas produzidas no semblante de meu rosto pelo tempo e pela vida, procuro desesperadamente no fundo daquele olhar um menino,
Depois de décadas de uma vida calejada pelo destino, estou aqui, de pé em frente a uma vidraça empoeirada procurando no reflexo embaçado de um rosto uma resposta,
Procuro numa construção seu alicerce,
Procuro num rio seu caminho
Procuro numa musica seu refrão,
Procuro num olhar uma alma,
De frente a janela fixamente estou olhando,
No fundo daquele olhar por de trás da frieza, do cansaço e da tristeza, esta lá, adormecido o menino,
Buscá-lo no esquecimento e no tempo talvez seja mais difícil do que ter vivido até aqui, mas como até hoje na vida, fácil não haveria de ser,
Agora vou desviar meu olhar da janela...
Mas não mais do menino.
Ele: Eu desvio o olhar pois tenho medo de me perder nos seus.
Ela: Eu olho nos seus, pois lá eu me acho.
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