Desespero
Quão desesperadamente difícil é ser honesto consigo mesmo. É muito mais fácil ser honesto com as outras pessoas."
Ultimamente as coisas têm ficado mais confusas. Choro por dentro constantemente, já que o antidepressivo segura o choro por fora. Vontade de sumir...
Maturidade não é uma sucessão de acontecimentos em sua vida, sentar-se num banco e ter histórias para contar não o faz uma pessoa madura. Maturidade é viver a vida em amor. O amor é paciente, se você não consegue ser paciente nas situações de caos, você não tem maturidade. O amor é benigno, se você não consegue terminar um relacionamento de forma harmoniosa, desejando o bem da pessoa, você não tem maturidade. O amor não se exaspera, então, se você é o causador da raiva dos que estão à sua volta e os leva ao desespero da loucura, você também não tem maturidade. Tornar-se uma pessoa madura, é compreender que cada um de nós somos um mundo, e respeitar isso. Ter maturidade é desenvolver a paz através do amor em palavras, em gestos, e até mesmo no silêncio de um olhar. Se vivermos em amor, haverá uma paz profunda. Sem amor, não há maturidade, o amor está em tudo, é a razão de tudo e a solução para tudo. Uma pessoa sem amor, ou com amores angustiados, cheios de dor, não tem amor e funcionam como uma espécie de veneno. O amor que é amor, não precisa ser dosado ou medido, pouco ou muito, ainda é amor e sempre será. A raiva, a dor, a angústia não... conforme a dose, torna-se venenos para a alma e para o corpo. Seja amor. Faça amor. Viva em amor. O amor amadurece e fica doce, o resto é resto.... e apodrece.
Máscara de ferro
Pois de tanto esconder sua cara,
Já pensou ser nova personagem.
Ocultou-se sob rica plumagem
E sob nova armadura me encara.
Ao querer passar do seu limite,
Abusou do meu franco apoio,
Separado do trigo foi o joio,
A audácia tudo lhe permite .
Mas topei com a indiferença.
Ser trigo ou joio, agora pouco importa,
Se a única saída for a porta.
A ferida foi mais funda do que pensa.
Causadora de todo meu desgosto
Foi a máscara a lhe esconder o rosto!
Dor que nem fogo apaga
Que prevalece do desejo do saber
Que me impede de viver
Sem saber o que faça.
Digo às folhas o que sinto
Não sei se haja alguém que as leia
Mas agora pouco importa
O futuro o dirá.
Raiva, fúria tudo isto me trazes
Tu, Ò dor que me afogas
Que da alegria me libertas
Mesmo com o fogo lá fora.
Se não estivesse só…
Não sei,
Não estamos todos?
Fingindo-se e iludindo-se
Não somos nada além de sós.
Nós somos os do fundo.
Piores do que ser nada,
Somos os que não se aguentam de pé
Pois nem pernas tem
Porque as perderam na queda.
E os que em baixo nos colocam
Os de mente poluída
São os que almejamos ser
Para sermos mais que nada
E sermos tudo.
Quem nos dera ser os outros
Que percebem o que digo
Sendo que nem eu, o nada,
O percebo.
Desesperado na escuridão... procuro sua mão... não te vejo, sinto o vazio da solidão e não te encontro...
Amostra de suor escorre pelo rosto
demonstra o cansaço de quem procura
mas nunca, jamais encontra.
Procura a perfeição, incessantemente
a perfeição incessante.
Depois daquele fora, daquele choque, daquela ofensa, eu comecei a rir de maneira histérica. Ele pediu se eu era louca e me deu as costas.Continuei rindo por mais um tempo, porque rir era a única coisa que eu me permitia fazer, porque eu ria para não chorar, porque rir de tudo é desespero.
Sempre o progresso
Por razões misteriosas, o progresso não desiste.
Infiltrado para sempre no insosso cotidiano,
Recompensa os audazes, o passado não resiste,
Uma década, agora, se completa em um ano.
A miragem perigosa, sob o manto igualitário,
Equipara pouco a pouco num medíocre conjunto,
O pascácio e o sábio, o magnata e o proletário
Nivelados são por baixo, mais por falta de assunto.
E a fonte milagrosa da eterna juventude
Pode parecer piada ou remédio indolor.
Nem o cético lhe nega sua principal virtude,
Ser agente do futuro: micro e computador.
Submergidos pela onda, a terceira ou a quarta,
Alvin Tofler batizando é manchete garantida.
Abandona-se o escriba para redigir a carta,
O Excel e companhia alicerçam-nos a vida.
Houve caixas milagrosas no passado bem recente.
Quem se esqueceu do rádio, da TV, do gravador,
Para trás ficaram todas na mudança de ambiente,
Pois convergem, se agrupam rumo ao computador.
Um Spinoza, ou um Sartre, ou um Kant, ou quem quiser,
Órfãos de identidade rumam junto pro arquivo,
E de lá apenas saem ao comando de um qualquer
Que ao digitar o Google, dará prova de estar vivo.
Minha alma grita por uma liberdade que não consigo enxergar. Meus olhos estão cegos, meu coração os furou com as agulhas do amor. Certas vezes eu penso que não conseguirei sair deste abismo, que, a cada momento, afundo um pouco mais. Já não consigo ouvir o som da liberdade, já não ouço mais a voz da paz. Estou presa. Presa pelas correntes que eu mesma criei.
MEU SOCORRO
Não consigo te tirar do pensamento
Em cada canto que olho te vejo
A cada momento sinto que meu mundo vai afundar
Num abismo escuro, sujo, sem ninguém pra amar
Mas você me puxa e me tira da escuridão
Você é minha luz, minha paixão
Vem cá, seja minha, preciso de você
Não há mais ninguém que possa me socorrer.
Desatino do amor
“O simples desatar da insanidade de amar”
Ela te percebe e mira,
Alcança-te e conhece,
Enrubesce-se.
Ela te vive e faz vivo,
A todo tempo contigo
Espreita o perigo.
E começa a suspeitar
Do arraigar de um veneno,
O veneno de amar.
Num desatento,
A sedenta doença
Traz o fim adentro
Neste amor sonolento.
Traz um fim violento,
Antes que o verdadeiro
Possa se despertar.
Desesperados e inquietos são os que morrem de amor. Matam aos poucos seus espiritos , causando-lhes uma enorme dor.
Buscam n'alma um pergaminho traduzido em grande furor.
Que aos poucos encontra o caminho , de volta para o próprio clamor
SODOMA
O sábio também tem paixões, chora se desespera. Mas ao contrário do tolo que se faz de vítima e culpa os outros pelos seus próprios vícios, o sábio age por amor, assume seu drama, e não condena o outro pelas suas fraquezas.
ACABASTE
Acabou!
Acabou o sonho!
Acabou o pesadelo!
Acabou a eternidade!
Passou o passageiro!
Acabou a agonia!
Partiu o ano inteiro!
Acabou a fantasia!
Adeus ao desespero!
Tu não me deste nada
Tu não me deste tudo
Roubaste o que eu nem tinha
Agora, me lanço ao mundo
Porque acabou o início
E acabou o meio
Acabou o fim
Acabou em mim