Depoimentos para Namorada

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Quero compartilhar com vocês uma história que li e chorei antes de terminar de ler. E tenho certeza que vai te comover. E fará vc refletir de que forma vc tem tratado a pessoa que vc ama, seja mãe, pai, namorado, marido.. Um dia um namorado fez um desafio a sua namorada de passar um dia sem ele, sem qualquer tipo de comunicação e disse se ela fizesse isso ele amaria ela para sempre. A namorada ace...itou. Não ligou, nem mandou mensagem sem saber que o namorado tinha câncer e só lhe restava 24hs de vida. No dia seguinte ela foi a casa dele toda feliz por cumprir o desafio e lágrimas caíram do seu rosto quando o viu deitado com um bilhete dizendo: você conseguiu amor, agora vc consegue fazer isso todo dia? Te amo. PARE E REFLITA: muitas vezes não damos valor a pessoa que esta ao nosso lado, reclamamos das ligações, do ciúme besta, vivemos pedindo espaço, não temos tempo para estar com ela, sempre temos tempo para outras coisas mas nunca para quem precisa realmente. Mas pode ter certeza, essa pessoa não estará para sempre ao seu lado. De valor enquanto tem porque depois não adianta chorar.

Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te toca, e então encontra uma pessoa e sua vida muda. Pra sempre.

Alguns de nós são pálidos, outros brilhantes e outros são coloridos. Mas de vez em quando encontramos alguém que é irradiante, e quando encontramos não a nada que se compare.

Eu me preocupava muito com o que eu queria ser quando crescer. Quanto ganharia ou se e tornaria alguém importante. Às vezes as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria acontecem. (...) Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam. E então encontra uma pessoa e a sua vida muda. Para sempre.

Amor e Outras Drogas

Nota: Fala do filme "Amor e Outras Drogas" (em inglês "Love and Other Drugs").

O amor não é de palavrinhas ridículas.
O amor é de grandes atitudes.
O amor é sobre aviões levando faixas sobre estádios.
Propostas em telões. Palavras gigantes escritas no céu.
O amor é ir mais além, mesmo que doa, deixando tudo para trás.
Amor é encontrar uma coragem dentro de si que você nem sabia que tinha.

Essa é a história da primeira e última vez que amei e me apaixonei de verdade pela linda, complicada e fascinante mulher que habita minha alma.
Eu tenho certeza que ainda ocupo parte de seus pensamentos, mas poderá chegar um dia em que encontre outro alguém que ocupe esse pensamento inteiramente. Então, eu vou dizer isso enquanto ainda dá tempo.
Se a gente estiver junto ou não, você sempre vai ser a mulher da minha vida.
O único homem que eu vou sempre invejar vai ser aquele que tiver o seu coração.
Porque eu sempre acreditarei que é meu destino ser esse homem.
Se a gente nunca se ver, ou nunca mais se falar de novo, e você estiver por aí andando e sentindo uma certa presença ao seu lado, serei eu, te amando, aonde quer que eu esteja.

Alguns dias com ela eram doloridos, mas as horas sem ela eram muito piores.

Quando eu começo a gostar de você, você vai embora.

“Mulher é feito flor. Se você quer ter o privilégio de tê-la linda e delicada, enfeitar sua vida, sentir seu cheiro bom, tem que cuidar. Tem que regar. Caso contrário, ela morre.”

Às vezes, eu me sinto como se estivesse preso em uma roda-gigante. Em um minuto, estou no topo do mundo. No seguinte, no fundo do poço.

Às vezes o que a gente mais quer, não acontece. E algumas vezes o que não se espera, acontece.

Quando uma pessoa desiste de um relacionamento, não há nada que você possa fazer para segurá-la.

- Para mim, a ironia é um insulto disfarçado com um sorriso.
- Não, a ironia são duas verdades contraditórias, que unidas formam uma nova verdade.

O destino é uma ponte que você constrói até a pessoa amada.

Não, ela me acertou bem onde mais doía. Bem no meu amor-próprio.

Um Amor para Recordar

Nota: Autoria não confirmada

Eu só quero que você saiba que eu te amo e que eu não mudaria nada em você.

Uma vida sem verão é como um ano sem amor.

“E que você descubra que rir é bom. Mas que rir de tudo, é desespero.”

O primeiro beijo

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

– Sim, já beijei antes uma mulher.

– Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...

Ele se tornara homem.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1971.

Lira do amor romântico
Ou a eterna repetição

Atirei um limão n’água
e fiquei vendo na margem.
Os peixinhos responderam:
Quem tem amor tem coragem.

Atirei um limão n’água
e caiu enviesado.
Ouvi um peixe dizer:
Melhor é o beijo roubado.

Atirei um limão n’água,
como faço todo ano.
Senti que os peixes diziam:
Todo amor vive de engano.

Atirei um limão n’água,
como um vidro de perfume.
Em coro os peixes disseram:
Joga fora teu ciúme.

Atirei um limão n’água
mas perdi a direção.
Os peixes, rindo, notaram:
Quanto dói uma paixão!

Atirei um limão n’água,
ele afundou um barquinho.
Não se espantaram os peixes:
faltava-me o teu carinho.

Atirei um limão n’água,
o rio logo amargou.
Os peixinhos repetiram:
É dor de quem muito amou.

Atirei um limão n’água,
o rio ficou vermelho
e cada peixinho viu
meu coração num espelho.

Atirei um limão n’água
mas depois me arrependi.
Cada peixinho assustado
me lembra o que já sofri.

Atirei um limão n’água,
antes não tivesse feito.
Os peixinhos me acusaram
de amar com falta de jeito.

Atirei um limão n’água,
fez-se logo um burburinho.
Nenhum peixe me avisou
da pedra no meu caminho.

Atirei um limão n’água,
de tão baixo ele boiou.
Comenta o peixe mais velho:
Infeliz quem não amou.

Atirei um limão n’água,
antes atirasse a vida.
Iria viver com os peixes
a minh’alma dolorida.

Atirei um limão n’água,
pedindo à água que o arraste.
Até os peixes choraram
porque tu me abandonaste.

Atirei um limão n’água.
Foi tamanho o rebuliço
que os peixinhos protestaram:
Se é amor, deixa disso.

Atirei um limão n’água,
não fez o menor ruído.
Se os peixes nada disseram,
tu me terás esquecido?

Atirei um limão n’água,
caiu certeiro: zás-trás.
Bem me avisou um peixinho:
Fui passado pra trás.

Atirei um limão n’água,
de clara ficou escura.
Até os peixes já sabem:
você não ama: tortura.

Atirei um limão n’água
e caí n’água também,
pois os peixes me avisaram,
que lá estava meu bem.

Atirei um limão n’água,
foi levado na corrente.
Senti que os peixes diziam:
Hás de amar eternamente.

Carlos Drummond de Andrade
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.