Dedução
Dedução
Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.
Com D, se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.
Aquilo que somos é revelado nos mínimos detalhes.
A observação e a dedução são coisas completamente distintas.
Entre o achar e o saber existe uma grande diferença.
Então, até teres certeza, melhor que falar, é calar.
A lógica é um processo de construção de argumentos por dedução cuidadosa. Podemos tentar fazer isso na vida normal com resultados variados, porque as coisas na vida são lógicas em diferentes extensões.
Você só sabe o que é ser, até ser, se não é pura dedução, cada um é particular no que sente, embora existam, sim, muitos sentimentos universais, que todos eventualmente venham a compartilhar, mas no geral, temos questões próprias e bem individuais.
Envelhecer é talvez abandonar o geral, a dedução, para uma indução, particular, que se realiza cada vez mais iminente, até a definitiva solidão.
O comodismo e a sistemática são dois elementos fatais aos campos da observação, dedução e criação do ser humano.
Esperamos alguma dedução humana para que se tenha uma interversão sem tempo divino;
Acontecendo pelo início com ameaças de um meio para não ter fim
E as crenças de algum milagre fazem-se sem aviso de uma lágrima
Que talvez houvesse nome... Sem dinheiro e sem moral...
Me vendo ao lugar com alguma sinalização
Carregando nos braços um abandono
Que fez-me servir ao que não se enxergasse.
Quando o coletivo naturalmente sugestiona o indivíduo, ocorre a dedução. Mas quando o indivíduo deliberadamente influencia o coletivo, têm-se a indução. Nesta condição o atingido revela-se fraco, abdica de seu potencial de análise e entrega-se, sem resistência, à manipulação. A única forma de evita-lo é não aceitar verdades alheias como suas antes de submetê-las ao crivo de rigorosa auto-contestação. O exercício da indução – tanto ativa quanto passiva – é igualmente desprezível.
Não julgue pelo que seus olhos viram... ou por dedução... não pense muito, nem tente chegar a uma conclusão... Os olhos não podem ver o que se tem no coração, o que você sente sem a razão... isso, sim, deve ser considerado... o que não podemos decifrar são sentimentos verdadeiros... isso não tem explicação.
Uma experiência política não pode ser objeto de uma dedução transcendental. O que me impressiona é, ao contrário, como há uma legião que tenta nos dizer que toda forma de fortalecimento da força do demos só pode produzir catástrofes. No que se percebe que eles têm uma visão completamente a-histórica de dinâmicas políticas. O que não poderia ser diferente, já que no fundo, seu debate não é político, mas teológico.