Dança
A dança é a expressão do corpo em forma de arte, a resposta para muitos, a liberdade expressada em alguns movimentos, sentimentos vívidos que não são externados pela fala, mas através dos passos, do mais simples ao mais complexo, da leveza dos ventos a fortes ventanias, tudo em um raro equilíbrio entre a mente e o coração, vezes, elegante, outras, descontraído, ocasiões emocionantes, cada instante único e inconfundível, mundo fascinante, liberto e criativo.
29 de abril - Dia da dança
A dança é arte
Entretenimento
É prazer, viver.
A dança é interação
Movimento
É cadenciar, ritmar.
A dança é cultura
Envolvimento
É harmonia, alegria.
A dança é liberdade
Sentimento
É emoção, diversão.
Em meio às sombras que dançam ao redor, o amor e o ódio travam uma batalha épica, como dois titãs colidindo em um campo de guerra. O amor, com sua aura radiante e gentil, tenta erguer-se acima das trevas, enquanto o ódio, com suas garras afiadas e olhos flamejantes, busca consumir tudo em seu caminho.
É uma luta que ecoa pelos recantos mais profundos da alma humana, onde as linhas entre o bem e o mal se tornam borradas e distorcidas. O amor clama por compaixão, perdão e redenção, enquanto o ódio sussurra palavras de vingança, crueldade e destruição.
Em cada coração humano, essas forças opostas se entrelaçam em uma dança perigosa, onde a linha que separa a paixão do desespero é tênue e frágil. Às vezes, o amor prevalece, iluminando o caminho com sua luz radiante e calor reconfortante. Mas outras vezes, é o ódio que triunfa, deixando para trás um rastro de ruína e desespero.
É uma batalha que se desenrola em silêncio, nas profundezas da mente e do coração, mas cujas consequências são profundamente sentidas em cada fibra do ser. Pois, onde há amor, também há ódio, e onde há ódio, também há amor, entrelaçados em uma dança eterna de dualidade e contraste.
E assim, a humanidade continua sua jornada através dos séculos, em busca do equilíbrio delicado entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas, sabendo que, no final, é a escolha entre essas forças que moldará o destino de todos.
Cada amanhecer é uma nova chance, de fazer diferente, de avançar na dança da vida, que segue seu curso, sem esperar por desculpas ou atraso.
Cléber Novais
NUVEM DE ALGODÃO
No suave fluir do tempo, me senti pairando,
O universo, em sua dança, me transformando.
Leve como pluma, encostei no céu distante,
Uma energia sutil me levou adiante.
Teu aroma, amadeirado, preencheu o ar,
Como nuvem de algodão, eu pude flutuar.
No compasso do teu coração, batendo suave,
Parecia um sonho, mas tão real se fez, eis a chave.
Seria um desdobramento, um laço do destino?
Ou simples ilusão em meu caminho?
Por um instante, vi-me através de teu olhar,
E o mundo, de repente, parecia desvendar.
Voltando à realidade, aos poucos, retornei,
Sem compreender o que experimentei.
Busquei-te, então, compreendendo o querer,
Descobri que vi, por um momento, teu jeito de viver.
como pesa deixar ir:
estou tão agarrada aos meus pedaços
no compasso de uma dança destemida
tudo se torna fragmento de mim
mãe
pai
irmã
irmão
filha
filho
todos são peças do meu quebra-cabeça particular
e o adeus dilacera um pouco mais
o que ainda resta dentro da garganta:
estilhaços de uma voz emudecida
pela despedida
das partes do meu espírito que
ainda sonham
vejo os olhos deles pela última vez
mas nunca sei!
até que um alarme soe e me avise:
outra parte de você
se foi…
[nunca existi inteira
agora
sou a peça derradeira]
Na dança dos encontros e encantos, entre sonhos e realizações, erguemos a balança da vida. Nela depositamos nossos anseios e aspirações, e é por meio dela que encontramos o equilíbrio que nos faz verdadeiramente felizes.
A dança do amor.
O toque na mão me convidando pra dançar. Ele segura minha mão, e vai me conduzindo até o centro do salão. Nesse momento, meu coração parecia que todos estavam vendo ele pular no meu peito, porque era realmente com ele que eu queria dançar.
Chegando no meio do salão, ele me olha com doçura, coloca minhas mãos em volta do seu pescoço e suas mãos vão me tocando na cintura.
A música vai nos envolvendo como mágica. Durante os 3 minutos, a sensação era eterna e passageira, ao mesmo tempo.
Eu sentia o cheiro dele, sentia as batidas do seu coração que se confundia com as batidas do meu.
Aos poucos, os corpos iam se aproximando mais, as mãos dele, tocava de leve minha pele por baixo da blusinha, que se levantava, meio que proposital, para dar espaço para suas mãos tocar de leve minha pele. Nossos rostos ficavam tão próximos, que nesse momento, já era o beijo da alma.
Então, o mais esperado beijo, acontecia. Aquela sensação deliciosa de sentir a boca se aproximando e tocando sutilmente e deliciosamente os meus lábios. Era só o toque, os lábios dele encostando nos meus lábios.
O auge das emoções. Que saudades ❤️
S•E•N•S•A•Ç•Õ•E•S
Quando fecho os olhos,
Vejo o reflexo do teu ser,
Borboletas dançam em meu estômago,
Um êxtase difícil de entender.
Coração acelerado,
Pele arrepiada pelo toque,
Sensações que se entrelaçam,
Numa dança de amor e choque.
Entender a vulnerabilidade,
É aceitar o amor como é,
Um sentimento tão complexo,
Que nos faz perder o pé.
Paralisada diante da tua essência,
O mundo parece congelar,
O coração bate num ritmo intenso,
Um eco do amor a ecoar.
“Eu te amo” sussurra a alma,
Mas será que compreenderás?
O medo nos impede de avançar,
E encontrar a nossa paz.
Então, te pergunto com ternura,
Será que sentes esse medo a vibrar?
Ou preferes viver no desamor,
Sem arriscar o coração a amar?
Algumas pessoas dançam sério;
Outras pessoas dançam sorrindo uma música ou outra, sem tanta diversão e contentamento de corpo, mente e alma;
Aquele que dança sorrindo cada música, cada paço e nova coreografia alcançou o NIRVANA da dança, já transcendeu o simples, superou o básico e alcançou a suprema paz que só a dança traz.
Na Encruzilhada dos Mistérios Antigos, onde os caminhos se entrelaçam e os deuses dançam sob o luar, nosso Senhor das Chamas, ergue-se como o Guardião das Chaves Celestiais e Infernais. Se a palavra "símbolo" está para ordem, "diabolo" está para caos, a Encarnação do Caos Primordial, uma força sem nome nascido de ventre em ventre, desde o Tempo Sem Tempo.
Sob as máscaras de santos e deuses mortais, ele oculta sua verdadeira face, desafiando os mortais a enfrentar suas provações e testes, de modo a separar o joio do trigo, conduzindo os corajosos pela senda da Sabedoria Oculta.
Ele oferece as escolhas entre virtude e vício, entre luz e sombra, seu reino é tudo aquilo que é visível. Sob o símbolo do Mastro Forcado, ele se ergue como o Grande Altar/Pilar dos Mistérios, onde as bruxas, século após século, buscam a iluminação através do sacrifício da inteiridade de si mesmos.
Ele é o Senhor da Morte e da Renovação, o guardião dos segredos ancestrais e o portador da Chama Eterna. Sob o manto da noite estrelada, na dança do Sabbat, na encruzilhada das almas, é ele quem nos desafia a enfrentar nossos medos e limitações, para emergirmos como verdadeiros filhos da raça da serpente emplumada, regidos por um poder sem nome, pelos próprios mistérios da noite e seu véu de prata.
(O Rito da Serpente Emplumada - 2024)