Cultura
PARA ONDE VAMOS DAQUI?
A descoberta da ciência busca afirmar o que é, enquanto a cultura inventada versa sobre alternativas de uso
A maior realização humana, a palavra, que traz em seu seio o enigma extremo do significado insolúvel, salientando a curiosidade, formulou a informação que criou a realidade, tornando-as indistintas, ao ponto de não termos um conhecimento operacional para diferenciar a realidade da informação, apelando à necessidade de criar um conceito metafórico abrangente classificando-as como as duas faces da mesma moeda, que tome como base a implausível dualidade de sinônimos.
Embora pareça uma simplificação, há algumas coisas que, quando você entende ao nível realmente profundo substituem palavras, se tornando em ideias ágeis facilmente articuladas, e não um simples monólogo interpretativo.
Nosso sistema nervoso já tresdobrado e amplo para tanger o conjunto de fibras sensitivas de nosso corpo e as sinapses de um mundo em mudança e desordenado, é dilatado, no nível mais básico, pelo efeito co-evolutivo da ‘internet’.
Os processos mínimos que juntos integram e afetam culturalmente a estrutura de maior dimensão que reúne muitos elementos de todo o complexo de conhecimento, seu conteúdo e sua evolução, incluindo o processo psicológico que ocorre no cérebro das pessoas e as alterações que elas causam em seu meio ambiente quando conversam, em conjunto com as diferentes direções que escolhem quando interagem, são evidentes à atenção.
É difícil não perceber a convergência atributiva dos provedores de conhecimento que abraçam a hipótese simplicista de que a transmissão de conhecimento entre pessoas ocorre, meramente, em um processo de replicação que valida a imitação e a comunicação repetitiva como servidores de um sistema de duplicação vigoroso, que, ao mesmo tempo, parece representar um conjunto intelectualmente tendencioso e organizado de transmissão distorcida, intencional ou inconscientemente, em prol do poder e de interesses sociais.
A cultura é como a poluição atmosférica. Para viver nela, você tem que respirar uma parte e, inevitavelmente, ser contaminado.
"Se acreditamos que a cultura deve ter uma utilidade, logo começamos a confundir a utilidade com a cultura."
Infelizmente no mundo atual dos homens não existe uma só cultura do planeta que seja livre, conquiste e mantenha a paz pelo amor, pela pacificação e pelo desarmamento. Quando assim o faz, torna se uma cultura frágil, cativa e dependente. A paz só é possível hoje entre a cultura dos homens, pelo forte poder da guerra, pela liberdade e autonomia econômica e a soberania hegemônica nuclear e atômica.
Há uma equidade degenerativa se instalando na política, na religião, na música, na cultura, no futebol, na segurança, na educação, no emprego, na saúde, na confiança e todos estão se sentido numa montanha-russa sem trilhos.
A arte e a cultura como objeto complexo de acesso para poucos escolhidos e iniciados é próprio da doutrina para a escravidão e dominação do povo, em governos autoritários.
Viemos de uma cultura que não valoriza o trabalho de um colega, simplesmente pelo fato de ele estar ao lado.A proposta é que façamos eventos que valorizem mais o trabalho de profissionais da nossa região, sem é claro desmerecer o trabalho dos profissionais que vem de fora. Respeitamos o trabalho de todos eles e acho que se conquistaram um lugar de destaque é porque trabalharam e tiveram esse merecimento. Manter ou perder esse lugar depende exclusivamente deles.
A Prata da Casa
O carnaval é um tempo propício para apreciar e desfrutar das manifestações da cultura brasileira, objetivando a diversão e a alegria sem perder as estribeiras.
É pela cultura que eu vejo a vida, as pessoas e todas as outras coisas que movem o mundo ganhar um sentido lógico e real.
Outro grande legado da era do direito dos manos é a injuriante cultura da impunidade da canalhada que, cedo ou tarde, acabará culminando numa multidão de cidadãos comuns agindo como justiceiros num ato extremo para defender os seus. E é claro que quando isso ocorrer poderemos contar com a presença certa e indefectível das carpideiras dos manos, cheias de bom-mocismo, pra defender a integridade dos manos e, de quebra, pra taxar os cidadãos comuns de monstros desalmados, e doutras lindezas do gênero, por eles terem ousado defender o fruto do suor de seu trabalho e por tentar proteger aqueles que eles amam.
Aquele que diz que acesso a cultura não é uma questão social.
Não sabe o bem que a cultura faz a sociedade!
Ana Jalloul