Cultura
A arte e a cultura não estão condicionadas à classe social, etnia ou credo; sujeita-se às manifestações de um povo que preserva seus costumes e respeita sua gente.
O cangaço marca a história que o tempo guardou, a arte que o sertão reinventou e a cultura que o Nordeste eternizou, revelando a resistência de um povo em meio às lutas, aos conflitos e às invasões que atravessaram um tempo de coragem, violência e contradições.
"Alimentar-se de lixo travestido
de cultura deforma o senso
moral-crítico incapacitando
racional análise pela fragilidade
construída subliminarmente por
coersitivo medo inconsciente da
exclusão que reforça e revela a
carente necessidade de validação
alheia e protagonismo aderindo
a mediocridade coletiva."
Promover firmemente a cultura da ciência, do estudo, da investigação, da leitura e da busca incessante pelo conhecimento, é um dever civilizacional e moral.
Raízes da Terra e do Mar.
Na dança dos tambores ecoa a herança ancestral
Cultura afro-indígena, raízes da nossa nação
Na pele, nas cores, a força de um povo imortal
Histórias entrelaçadas, em cada gesto e canção
Dos orixás aos pajés, o sagrado se revela
Em cada canto, em cada reza, a conexão divina
Na arte, na culinária, a sabedoria que se revela
Tradições que resistem, memórias que iluminam
Nas festas populares, a festa da resistência
Celebração da vida, da luta e da fé
Nos terreiros e aldeias, a força da existência
Entre rezas e cantos, a esperança se refaz
Cultura viva pulsando, no coração do Brasil
Afro-indígena é presente, é passado e é futuro
Nas danças, nos rituais, um povo em busca de paz
Lembrando sempre de onde veio e para onde aponta o rumo.
A relatividade
A relativização dos fatos
É um problema atual
A cultura do nada a ver
Se tornou bem real.
Abre-se a tela que tudo aceita,
Os julgamentos viram tribunal,
Enquanto a mentira caminha eleita,
Até vestida de bem e de mal.
A verdade tornou-se ponto de vista,
Cada um traz a sua versão,
No debate, já não conquista,
Restando apenas a confusão.
O que outrora causava espanto
Agora passa sem ninguém chocar,
O silêncio ocupa seu canto
Quando muitos preferem não opinar.
Muito se defende a errônea crença
Da inexistência de princípios universais.
Ideias como "cada um tem a sua verdade",
Chocam-se em conflitos banais:
Onde o seu certo, o outro desfaz.
Raimundo Nonato Ferreira
Junho/2026
Em tempos de padronização curricular e de cultura dos resultados, a leitura do texto “Currículo, surdez e diferença: sobre cálculos e margens; educação e por vir” (Ribeiro; Uhmann, 2024) nos provoca a refletir sobre a importância de compreender o currículo como espaço de alteridade, diálogo e abertura ao porvir. Uma reflexão necessária e potente para a formação docente.
Em tempos de padronização curricular e de cultura dos resultados, a leitura de “Currículo, surdez e diferença: sobre cálculos e margens; educação e por vir” (Ribeiro; Uhmann, 2024) nos provoca a pensar o currículo para além da prescrição, como espaço de alteridade, negociação de sentidos e abertura ao porvir. Uma reflexão necessária à formação docente.
Nossa, que coincidência incrível o único "deus verdadeiro" ser justamente o da cultura onde você nasceu. Parabéns por ter ganhado na loteria espiritual da geografia!
A lei pode domesticar a força, mas somente uma cultura crítica consegue impedir que a força capture a própria lei.
O Brasil precisa de uma cultura jurídica capaz de distinguir fato científico, valor religioso, argumento filosófico, hipótese metafísica e norma jurídica.
A melhor defesa contra a pseudociência não é a censura da crença, mas uma cultura capaz de perguntar: “como você sabe?” e, quando necessário, “como saberíamos que estamos errados?”.
