Crônicas
Gramados alheios
Você não falaria que a grama do vizinho é mais verde se cuidasse da sua.
Regue-a, cultive-a e a veja crescer. E mesmo que a de alguém siga mais verde que a sua, é tão importante assim?
Uma coisa é certa, se você ao invés de tentar esverdeia-la mais, olhar para as do seu entorno, com toda certeza beneficiada a sua não irá.
Novo... Objetivo?
Eu perdi as contas de quantas vezes me encontrei em situações desesperadoras, onde eu via uma simples parede branca sem saída ou opção.
E como forma de não enlouquecer busquei uma forma de me manter.
Buscava em vários lugares, fontes, hobby’s...
Hoje eu aprendi, que nossa vida é composta por vários ciclos e objetivos.
Mas... onde posso encontrar‑los? (Você talvez me pergunte).
Na verdade não é difícil, eles estão em pequenos e minúsculos momentos, como:
Ler um livro, ouvir uma música, comer seu prato predileto, sair com os amigos, curtir a natureza, ou até mesmo apenas sentar e ouvir o silêncio.
Pouco? Talvez. Mais isso já foi um motivo para eu ter um novo objetivo. Não consigo me imaginar não vendo mais a beleza da natureza, essa foi uma válvula de escape que obtive.
E se você puder, tente enxergar sua vida por um novo ângulo, e descobrir que todo dia é dia para um novo objetivo.
Sinopse CHADQ:
"Como você se sente em relação ao covid-19? Quais as dores, medos e inseguranças que isso
gerou na sua vida e no seu dia a dia? Nas “Contrônicas: Histórias Amorfas de Quarentena” o
herói, ou melhor os heróis e heroínas, somos todos nós, pessoas comuns, na nossa luta diária
pra vencer os desafios que essa pandemia que chegou sem avisar trouxe. As Contrônicas são
histórias que independem uma da outra e que buscam, de alguma forma, retratar o cotidiano
das pessoas nesse momento difícil que todos estamos vivendo. Desde jovens trancados em
casa sem ter o que fazer, passando por donas de casa idosas fofoqueiras, a ida ao
supermercado que se torna um desafio, o medo, os sonhos, a criatividade do brasileiro, uma
youtuber dando dicas, um cachorro que incomoda os vizinhos mas também desperta
curiosidade, a falta que, de alguma forma, todos sentimos, de algo ou de alguém e a
solidariedade que aflora nas pessoas, apesar de tudo, a esperança e uma luz no fim do túnel." Contrônicas: Histórias Amorfas de Quarentena (CHADQ)
Corpos Promovidos
De que vale a promoção? Do corpo a validação? Livros de rostos, mas não livres de restos. Corpos desnudados. Egos inundados. Números sem donos e bocas mundanas. Poderia listar os múltiplos benefícios, mas vale um copo vazio tal ofício? Da novidade ao momento propício? Momentos estes que, tão precipitados nasce um resquício? De atenção ao clichê fictício? Tudo por um prazer orifício? Trocaram a conquista pela praticidade, e muito se engana quem não confunde o casual com banalidade. Ela deu no primeiro encontro. Ele a comeu, se vestiu e pronto. Daria um belo conto, mas não houve emoção, por isso nem te conto. Ela foi esquecida com outra após o segundo encontro. Ele havia sido mais um entre tantos, por isso largou o amor no canto. Conheceu numa festa que dividiu a boca com mais dez e você sequer lembra o que fez. Bebeu, encheu a cara e deu. Teceu um comentário numa roda de amigos o que fez e como a fodeu. Tudo em prol da tal liberdade. O problema é que ninguém nota que esta se disfarça de libertinagem. A mesma que quando afetada culpam a sociedade. Conheceu, passou pro próximo e esqueceu. Usou, se apegou e cedeu. Juliana não fazia o tipo de André, mas André só queria se esvaziar, e Poliana pra esquecer o ex, deitou-se com o primeiro para se saciar. A vantagem é que ninguém tem o que o cobrar, mas daqui há dez anos o que vai sobrar? Prazer rima com lazer. O problema é que lazer custa caro, e no final, até você precisará de amparo. A arte de “Beber, que amar está difícil” gerou uma criança carente de vícios - Que apoia-se as coisas pequenas para suprir o vazio, mesmo sendo elas amenas feito um pavio. Mas cá entre nós... Nesta geração de corpos promovidos, é um legado que até eu viveria embriagado.
Compromissos (dificuldade de ser fiel as prioridades)
Compromissos. Todos tem algum. Esta palavra tange diferentes áreas. Seja um compromisso familiar, matrimonial, pessoal, empresarial, enfim, as possibilidades são inúmeras. E ao conflitar comigo mesmo sobre a quantidade de compromissos gerados recentemente, surgiu este dilema: Qual é a dificuldade de ser fiel as/aos prioridades/compromissos?
Para alguns, escutar a palavra compromisso gera até calafrios. Assusta. Agora, por quê? Por quê esse medo e dificuldade de priorizar os compromissos que surgem na vida?
Compromisso, categoricamente, é ter um acordo com algo/alguém singular ou pluralmente. Compromisso é sinônimo de responsabilidade. – outra palavra que gera
sensações horripilantes para alguns. – O nosso cérebro gosta do que é fácil. De acordo com uma pesquisa da Journal of Leisure Research, assistir uma comédia por 20 minutos desestressa tanto quanto correr. Nosso cérebro não é onisciente, porém pelas experiências vivenciadas e automaticamente fazendo uma relação de tempo e esforço, ele opta pelo mais simples. Falar de responsabilidade remete a esforço, trabalho... características que o cérebro evita aderir ao saber de manobras mais simples.
Portanto, para sermos comprometidos com as nossas responsabilidades é necessário criar hábitos saudáveis aos determinados compromissos. Criar sistemas de recompensas para cada tarefa concluída é uma chave interessante para converter o compromisso em algo prazeroso. Se descobrir, se reinventar... nos fazem mais suscetíveis a seguir e concluir as responsabilidades. O autoconhecimento e entendimento do que nos move até nossas ambições... Sim. É difícil. No entanto, quando estiver nesta situação, faça assim mesmo. A vida necessita de compromissos. Olhe o que estamos sofrendo pela falta dele para com a terra. Ser feliz também passa por ter responsabilidades. Ter a sensatez de trabalhar, se aprimorar para obter seus desejos é fundamental na manutenção da felicidade. Além disso, tendemos a liberar as sensações de alegria ao concluir nossas responsabilidades uma a uma. Portanto, se ainda não sabe o porquê está em um projeto, tire um tempo e reflita. O que te move? Isso te faz feliz? Converse com alguém sobre, mas principalmente comprometa-se consigo. E quando encontrar a resposta, pode ter certeza de que não só o eventual resultado, mas inclusive o processo valerá a pena.
- O feeling e as suas oportunidades.
A vida é feita de diversos aspectos e uma delas é a oportunidade. Quem nunca ouviu: “nunca deixe para fazer o que pode ser feito hoje”? Não deixe de agradecer, de abraçar, beijar, tocar, cantar, sentir... não deixe de viver! Siga o seu feeling. Aquela vontade interior que temos de agir em relação a algo ou alguém. Faça! Um sorriso, abraço ou apenas ouvir alguém necessitado pode fazer a diferença. Já percebeu que as vezes tudo parece estar encaminhado? (Como se fosse proposital mesmo.) Como quando alguém nos dá um conselho que precisávamos ou menciona um assunto que queríamos conversar sobre. Só nos resta seguir o fluxo. A vida é cheia de oportunidades. Umas boas, outras ruins – de acordo com o nosso entendimento. Por vezes parece que nos cabe apenas escolher entre esquerda ou direita e seguir o percurso. Alguns entendem isso como feeling, espírito santo, familiares já no outro plano que protegem os seus, etc. Independente da crença, isso existe em nós e influencia nas oportunidades que nos são dadas. Mesmo que as vezes pareça que tenhamos que criar/fazer nossas próprias oportunidades. Seguindo o nosso feeling sem medo de errar, estaremos progredindo, pois tudo faz parte de um processo. Aproveite as oportunidades, não deixe para fazer o que pode ser feito hoje! Como diz Black eyed peas: “I got the feeling... That tonight’s gonna be a good night, That tonight’s gonna be a good night, That tonight’s gonna be a good night... Feeling.”
Versões de um mesmo mundo
É interessante como vivenciar experiências singulares para determinados indivíduos trazem ambientações inimagináveis até então. Tomar um drink, acender um cigarro, ir em ambientes incomuns a determinadas pessoas, inteirar-se de situações e ambientes atípicos. – Não é preciso fazê-los, basta observar. – Como uma outra dimensão. Novos seres, novo mundo... Claro que essa atração para o atípico é derivado do que se tem em comum com algo ou alguém. Quer um exemplo? Basta conversar sobre um assunto que não esteja habituado. Isso te levará a diversos caminhos e conforme o volume do assunto aumenta, diferentes pessoas tendem a se juntar ao ambiente. E vivenciar isso pode ser enriquecedor ou não, de acordo com o entendimento de cada um. No entanto, vivenciar o novo sempre é interessante e sempre haverá um aprendizado por trás. Se dar a chance de inteirar-se no diferente, trará a possibilidade de angariar novos horizontes que talvez nunca imaginou, porém que talvez fossem complementos para o que realmente se quer e sem eles, talvez, só talvez, não encontrasse a conclusão. Não é porque seja distinto que não possa trazer boas reflexões. Portanto, experimente o novo. Tente. Talvez isto que te falte. Por que não? Já dizia Matthew McConaughey: “A melhor maneira de saber quem somos e o que queremos não é se perguntando quem sou eu e sim quem eu não sou. Sabendo quem não somos primeiro encontraremos quem realmente somos. Pelo processo de eliminação”.
O presente e os seus presentes
Sentir a chuva sobre o corpo, a água quente do chuveiro aquecer nosso corpo, a brisa do vento acariciando o nosso entorno, a textura dos alimentos ao se envolverem na boca, o toque do outro, o beijo, abraço, caricias, as próprias palpitações e a do outro, sentir a formação do sorriso após um beijo antes mesmo dos lábios se distanciarem... o movimento do início ao fim... Escutar o som da chuva... As ondas se chocando contra as pedras... O som da ebulição do café... O som do café ou qualquer outra bebida sendo posta sobre o recipiente... Escutar um sorriso, pássaros cantando, uma boa música... Os passos na madrugada, o tique taque do relógio, a respiração ofegante dos corpos se envolvendo na mais pura e íntima sintonia... O balançar das árvores ao vento... O sussurrar ao pé da orelha... O sabor dos alimentos, do beijo... O cheiro da terra molhada, do café pela manhã, do perfume daquele querubim, o cheiro gostoso de bebê e aqueles cheiros que marcam épocas de toda uma vida... E poder ver tudo isso e muito mais... Observar os relâmpagos, as estrelas, as labaredas de uma fogueira posta ao redor de pessoas... O por do sol... A praia com um azul esverdeado...
As trocas de olhares que dizem muito como também podem dizer nada... Tornando o momento intenso e misterioso... Viver o presente... Com início, meio e sem fim...
Amor não correspondido
Como já dizia Woody Allen: “Só há um tipo de amor que dura, o não correspondido.”
Claro que essa é só mais uma piadinha do Woody Allen, contudo, ao ler é um tanto pertinente, mesmo sabendo da sua inveracidade. Afinal, por que dói? Por que esse sentimento? O que causa esse mal estar?
O que nos faz sofrer é a falta de retribuição do sentimento, isto é, a expectativa de ser amado de volta. Não ter o mesmo feedback. - Quem nunca se doou demais e frustrou-se ao não receber a mesma energia em troca? – Criar expectativas nos torna receptíveis a esse sentimento e estudos científicos mostraram que uma pessoa infeliz no amor passa por dois estágios. O primeiro está associado a um aumento no nível de dopamina no corpo, o que causa emoções contraditórias, desde uma forte raiva até a melancolia. E quando o nível de dopamina diminui, o segundo estágio começa, e a pessoa cai em depressão, levando muitos a se consultar com um psicólogo profissional ou simplesmente descrença no amor. Os cientistas demonstraram que a dor emocional ativa os mesmos neurônios que a dor física.
Talvez amar neste exato momento esteja parecendo até um pouco desanimador. Que o esforço não vale todas essas consequências... No entanto, como também já disse Woody Allen: “Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir.”
Portanto, não se feche para flertar, mas não se apresse para começar um novo relacionamento. Não evite pessoas que estejam interessadas em você. Vá a encontros, passe tempo com aqueles que demonstram simpatia por você! Pare de idealizar a pessoa amada e de procurar falhas em você mesmo. Nada de errado há em você! Simplesmente ainda não garimpou o diamante que encaixe no anel. Escreva uma lista de suas características negativas. Cientificamente falando, isso ajuda na desmitificação da tal pessoa.
Livre-se das coisas que lembram a pessoa amada. Coisas novas geram emoções novas. Encontre novos lugares que serão apenas teus. Ocupe-se! Encha sua vida de novas experiências. Estabeleça o objetivo de se tornar uma melhor versão profissional/pessoal de si. Comece a praticar algum esporte ou um curso interessante. Direcione tuas emoções derivadas deste momento para algo criativo: escreva um livro, uma música... Ponha isso para fora artisticamente!
Se a vida ao teu redor for rica em eventos, conhecimentos e novas emoções, o sofrimento retrocederá. Pode apostar. Você viveu antes sem aquela pessoa, por que agora não irá?
A literatura pode ser um pensar, um falar sem dizer, escritos em versos.
Sejam letras, sejam traços e desenhadas por um olhar, em; como enxergar quem de fato seja ela.
Ela é absinta e abstrata
Reverente ou irreverente
Direta e discreta
Concreta ou desdenhas da vida.
Descrever; ‘‘O ser em pontes e processos’’
Do ser e do não existir
Do viver e até do não sentir
Ela existe e insiste e persiste, que humanos viventes dessa fonte, desencadeia o saber e o entender a cerca do ‘’TUDO OU NADA’’, que traz sentido a isso, ou representa a arte envolto a realidade manifestada.
"Missão Cumprida" ...?... Capitão!
Resiliência e Empatia para sup(ortar)erar... o descaso, a ignorância, a falta de respeito, a falta de vergonha na cara. A dor dos outros nunca deveria ser tratada com desdem, nunca como menor do que a sua ou de seus entes. Falta de hombridade, de Amor pelo outros, de Amor no coração... e sobra podridão no peito e na Alma.
Por tanto, desejo Resiliência e Empatia para sup(ortar)erar, o ódio, e, a comemoração da morte ...
Ofereço-te uma xícara!
As tardes espreitam a noite e a noite me relembra a madrugada e um céu sem estrelas e sem lua, ruas vazias e mais nada.
A brisa suave do horizonte traz-me a felicidade dos deuses do prazer, a sensação vadia de que perdi você.
O amor tem um sabor de existência e esse gosto vem do doce de um beijo ou do encanto de um sorriso e até mesmo do silêncio do entreolhar.
A gente se entreolha, isso é um máximo, os olhares não dizem nada pois escondem por trás da timidez a voracidade de corpos sedentos e de almas com aparência inocente pois o amor é inocente, ensina as trilhas do prazer desnudo.
Ofereço-te uma xícara, esbanje suas lágrimas para que seja o meu café das tardes miseráveis onde desejava o teu corpo e o teu beijo, a essência de mil loucuras e de minhas ternuras obsessivas, o aroma de meus dias ansiosos e o café de minhas tardes solitárias onde eu bordava novas paisagens de amor enquanto você galanteava confidências no leito quase perfeito da glória.
E nessa rotina entre o tudo e o nada, sem saber o que é o amor, nada mais importa - um sorriso a toa, a saudade sem passado e um desprezo, desprezo?
- Que beba água de pote, só entendo de amor e é de amor o que me adorna.
"O Vazio Silencioso"
Na cidade onde os prédios parecem tocar o céu e as ruas ecoam de passos solitários, há uma história que se desenrola em meio ao desamor. Não é uma narrativa de lágrimas derramadas em noites solitárias, mas sim um relato silencioso de corações que se afastaram sem alarde. Em um café aconchegante, onde o aroma do café recém-coado mistura-se com a melodia suave de um piano ao fundo, duas almas perdidas encontraram-se, não por acaso, mas por um capricho do destino. Ele, com seu sorriso contido e olhos que guardavam segredos não ditos, e ela, com sua aura de mistério e uma tristeza velada nos cantos dos lábios. O encontro foi casual, como muitos outros na cidade movimentada, mas algo na maneira como trocaram olhares fugazes indicava que ali havia algo mais profundo. Conversas se iniciaram, histórias foram compartilhadas, mas entre as palavras havia um abismo, um vazio que nenhum deles ousava preencher. Eles dançaram ao redor do desamor, mantendo uma distância segura, como se temessem o que aconteceria se permitissem que seus corações se aproximassem demais. A cada encontro, o silêncio entre eles crescia, preenchendo o espaço com uma melancolia sutil. Até que um dia, sem aviso prévio, eles se despediram com um abraço frio e palavras vazias. Não houve lágrimas, não houve gritos, apenas um entendimento mútuo de que o desamor já havia se instalado entre eles, como uma sombra persistente. E assim, eles seguiram caminhos separados, perdidos em suas próprias névoas de desilusão. No café aconchegante, o piano continuou a tocar suas melodias, enquanto as cadeiras vazias testemunhavam o desfecho silencioso de uma história de desamor, onde o vazio era a única certeza.
"O Ballet dos Corações"
No palco da vida, os corações dançam uma coreografia etérea, tecendo os laços invisíveis que conectam almas e sentimentos. É um ballet onde cada passo é uma expressão genuína de emoção, cada movimento uma narrativa única de amor, dor, alegria e saudade. Na plateia, observadores atentos testemunham o espetáculo da existência humana. Uns aplaudem entusiasticamente, encantados com a graciosidade dos sentimentos em cena. Outros, mais reservados, assistem em silêncio, tocados pelas sutilezas dos dramas pessoais que se desenrolam diante de seus olhos. Os corações, protagonistas dessa dança da vida, carregam em si a complexidade de suas próprias histórias. Alguns são como bailarinos solitários, dançando no escuro da solidão, buscando desesperadamente por um parceiro que possa compartilhar o palco da existência. Outros formam pares harmoniosos, movendo-se em perfeita sincronia, como se seus passos estivessem predestinados a se encontrar desde o início dos tempos. Suas danças são um testemunho da beleza do amor verdadeiro, da conexão profunda que transcende as barreiras do tempo e do espaço. Mas nem todas as danças são suaves e elegantes. Às vezes, os corações se chocam violentamente, em uma dança frenética de desentendimentos e mágoas. Cada passo errado é uma ferida aberta, cada palavra dita em raiva é uma faca que dilacera a alma. E mesmo quando a música para e o silêncio cai sobre o palco, os corações continuam a dançar em seus próprios ritmos, ecoando os sentimentos que os consomem por dentro. Porque, no final das contas, somos todos apenas dançarinos neste grande teatro da vida, procurando encontrar significado na música dos nossos corações.
Devaneio neurodivergente
Quando eu era criança, me imaginava como um cavalo selvagem, galopando livremente pelos campos da existência. O vento, cúmplice silencioso, acariciava minha crina, e meus cascos batiam em compasso com o pulsar da terra.
Naqueles devaneios, eu era mais do que carne e osso; eu era a própria essência da liberdade. Acreditava que, um dia, me desvencilharia das rédeas invisíveis que a vida impõe. Sonhava com a plenitude de correr sem amarras, sem medo, sem olhar para trás.
Mas o tempo, esse sábio implacável, me ensinou que a liberdade não é um galope desenfreado. Ela reside na consciência de nossas próprias limitações, na aceitação das rédeas que nos moldam. O erro, esse fiel companheiro, também tem seu papel: ele nos forja, nos humaniza, nos conduz à sabedoria.
Hoje, olho para trás e me pergunto: será que sou o cavalo selvagem que idealizei? Talvez não. Talvez a verdadeira liberdade esteja na compreensão de que somos todos cavalos, às vezes domados, às vezes indomáveis, mas sempre parte desse vasto campo de possibilidades chamado vida.
"Reflexos de Eternidade"
Num recanto esquecido pelo tempo e pela pressa do mundo eufórico, erguia-se um campo vasto, bordado de verde e salpicado pelas cores vibrantes das flores silvestres. O sol, um gigante incandescente, elevava-se preguiçosamente acima da linha dos montes distantes, despejando luz e calor sobre a terra, que exalava o aroma doce de terra molhada misturado ao perfume intenso do jasmim e da lavanda.
Naquele lugar, as manhãs começavam com o concerto dos pássaros, cujas canções teciam uma melodia que parecia celebrar a própria essência da vida. O vento, um visitante constante, soprava através das árvores, sussurrando segredos antigos para quem quisesse ouvir. Ele percorria o campo, agitando a grama alta, criando ondas num mar verde que se estendia até onde a vista alcançava. No centro desse paraíso esmeralda, uma figura solitária caminhava com a tranquilidade de quem não tem destino ou pressa. A cada passo, os pensamentos flutuavam tão livres quanto as borboletas que, vez ou outra, acompanhavam seu trajeto. Era um ritual diário, um momento de comunhão com a natureza, onde cada respiração parecia limpar as preocupações acumuladas e cada brisa trazia renovação. Nesse caminhar meditativo, a figura parava frequentemente para admirar pequenos milagres: o orvalho sobre a teia de aranha transformando-a em colar de diamantes, o voo rasante de um falcão que partia em busca de sua presa, o jogo de luz e sombra criado pelas nuvens que corriam livres no céu. Era como uma nuvem num céu de verão: leve, passageira e repleta de formas. Mas somente seu coração conseguia interpretar.
Certa manhã, enquanto percorria esse caminho de introspecção, um velho carvalho chamou sua atenção. Majestoso, resistia ao tempo com a dignidade dos que sabem suas raízes profundamente ancoradas no solo fértil da história e da experiência. Sob sua copa, a luz do sol filtrava-se, desenhando padrões dourados no chão. Sentando-se sob essa cúpula natural, a figura deixava-se envolver pela sensação de eternidade que o lugar evocava. Foi então que, entre a luz e as sombras, um pequeno ser alado chamou sua atenção. Uma libélula, com asas que pareciam feitas de vidro e reflexos metálicos, pousou suavemente ao seu lado. Havia algo de mágico naquela presença, um lembrete de que a vida, em todas as suas formas, é um mosaico de momentos, cada um contendo sua própria beleza e singularidade. Ao cair da tarde, quando o sol começava sua descida para além dos montes, pintando o céu de tons ardentes de laranja e vermelho, a figura levantava-se e retomava seu caminho de volta para a casa, onde o fogo já estaria crepitando na lareira e uma caneca de chá fumegante aguardava. No silêncio confortável da cozinha, enquanto a noite revelava sua exuberante pintura estrelada no céu, refletia sobre o dia e sobre as lições sussurradas pelo vento e pelo voo da libélula.
Naquele campo, longe do turbilhão da vida urbana, cada dia era uma nova oportunidade de entender que a existência, com todas as suas reviravoltas e revelações, não precisava ser mais do que isso: simples, pura e profundamente conectada com o mundo natural. E nessa simplicidade, encontrava uma paz que nenhum outro lugar no mundo poderia oferecer.
Um dia radiante: Quando tudo deu certo
Em uma manhã de sol radiante, daquelas que parecem ter saído diretamente de um comercial de margarina, algo mágico aconteceu. Eu acordei, e o despertador decidiu, por uma vez na vida, não me acordar com aquele som estridente digno de despertar até os mortos.
Ao sair de casa, já me sentia estranhamente otimista, como se o universo tivesse decidido cooperar comigo por uma vez. E olha que até o semáforo decidiu ficar verde assim que me aproximei! “É meu dia de sorte!”, pensei, sorrindo para os pedestres que me olhavam curiosos.
Na padaria, ao pedir meu café, a simpática atendente me deu um pãozinho de cortesia. “Para um cliente tão sorridente, é por conta da casa!”, disse ela com um sorriso cativante.
E quando cheguei ao trabalho, adivinha só? O chefe estava de bom humor! Ele até me deu um tapinha nas costas e disse: “Bom dia, você está radiante hoje! Vamos fazer uma reuniãozinha rápida só para alinhar as coisas?” Eu quase caí para trás de espanto, mas claro, concordei animadamente.
Durante a reunião, até as sugestões mais absurdas foram recebidas com aplausos e elogios. “Genial, Fabiana! Nunca tinha pensado nisso!” exclamou o chefe, enquanto todos os colegas batiam palmas.
Ao sair do trabalho, ainda flutuando em nuvens de felicidade, decidi parar em uma lanchonete para matar a fome. E quem estava lá? Minha crush da faculdade! “Oi, você por aqui?” ela perguntou, com um sorriso encantador. “Por acaso, sim! Quer compartilhar uma mesa?” respondi, tentando disfarçar o nervosismo.
E assim, entre risadas e trocas de olhares, minha manhã incrível continuou. Às vezes, o universo decide nos dar uma trégua e nos presentear com dias assim, onde tudo parece conspirar a nosso favor. E quem sou eu para reclamar? Afinal, hoje é o meu dia de sorte!
VIVA MELHOR...
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"GOSTO DESTE PROVÉRBIO TURCO:
Se ao meio-dia rei diz que é noite, sábio acrescenta: E que belas estrelas! Isto me faz lembrar um provérbio nosso: Em terra de sapo de cócoras com eles. E mais outro: Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
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ACEITE. ISTO NÃO IMPLICA CONCORDÂNCIA.
Não desafie seu chefe, principalmente em tempos de crise. Isso não significa se anular diante do superior nem o contrário. Ou seja, subestimá-lo. Se ele fala pau, não repita pedra sem parar.
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APRESENTE SUAS IDEIAS COMO OPÇÕES,
e não como soluções definitivas, e aprenda a discordar de vez em quando. O erro é exagerar. Tudo que se exagera enfraquece.
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MAS... SE AO LONGO DO TEMPO VOCÊ DESCONFIAR
que ele evoluiu e está aberto ao diálogo, imponha saudavelmente seu ponto de vista. Seja sábio. A pior bestêra que se pode fazer contra a ignorância e o preconceito é demonstrar tirocínio na arte de argumentar.
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"Pegue leve" com seu chefe. Mantenha seu emprego e viva melhor."
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02.05.2024
SOU UM AMBICIOSO
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HOJE DEI DE CARA
com este provérbio chinês: Quem abre o coração à ambição, fecha-o à tranquilidade.
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DIRECIONEMOS
o holofote semântico na palavra ambição: ela vem do latim ambire...de ambiente, abrir horizontes, florestas. {não confundir com desmatamento].
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PORTANTO
ser ambicioso é aquele que abre caminhos, concretos e abstratos. Nada mais saudável. Já uma ambição desmedida é prejudicial: o sujeito passa a ser ganancioso. Mas o senso comum tem ambição e ganância como palavras sinônimas.
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FICO POR AQUI CITANTO
Eclesiastes 6:7 15: Todo trabalho do homem é para sua boca e, no entanto, seu apetite nunca está satisfeito.
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02.05.2024
ENQUANTO O ARROZ SECA
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Todo mundo tem um amigo `arroz de festa’. É aquela pessoa que está presente em todas as festas e eventos que pode e acaba ficando conhecido por isso.
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Você imagina o porquê da associação com a palavra `arroz’? Disse Onário que, isso provavelmente é uma alusão ao fato de o arroz estar presente em quase todas as refeições.
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Peço: não leve ao pé da letra as palavras de Onário. Com certeza ele desconhece o drama por que passa o povo brasileiro.
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02.05.2024