Cristianismo
O cristianismo precisa urgentemente ser baseado no Cristo dos Evangelhos, e não no catolicismo ou protestantismo...
A raça humana, ao longo do tempo, tomou a liberdade de suavizar e suavizar o Cristianismo até que, finalmente, conseguimos transformá-lo exatamente no oposto do que está no Novo Testamento.
A crise interna do cristianismo provém da problemática lógica da dogmática de que Deus é sempre bom.
O cristianismo, se visto da costa e de certo ângulo baixo, pode parecer um mar de águas algo turvas e algo turbulentas. Mas há areia nos teus olhos: nunca houve conjunto de ideias mais simples, orgânico e conclusivo sobre o homem e sobre o tudo, nos limites do tudo que alcançamos ou somos permitidos a alcançar.
Cilada política de quem detesta a religião e principalmente o cristianismo:
A igreja fica somente para os religiosos e a política somente para os políticos nenhum setor interfere no outro.
E assim, os políticos ficam à vontade para destruir as igrejas e matar cristãos.
Por exemplo: esse acordo de ninguém interferir em política foi feito na Coreia do Norte, onde havia mais tempos religiosos e cristãos do que na Coreia do Sul.
Resultado: devastação de igrejas e matanças de cristãos na Coreia do Norte por tirania política.
O cristianismo é simbolizado por uma cruz para indicar que o propósito não é engrandecer o "eu" e sim mata-lo
O Cristianismo diz: Cai nas profundezas maiores do inferno quem volta atrás.
O Catolicismo diz: Nada te perturbe. Nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda.
O Budismo diz: O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.
O Islamismo diz: É uma guerra que nós não escolhemos.
Queremos o melhor para nós. Não gostamos de sofrer. Não buscamos o sofrimento. Não queremos ser castigados, pagar por nossos erros. Mas pagamos. Somos alertados, em todas as religiões, sobre como devemos proceder, mas erramos inúmeras vezes, pq somos falhos. Mas a sociedade e o tal próximo que vc tem de amar, muitas vezes é o que te julga. E na maioria das vezes é um próximo hipócrita, que erra até mais que vc. Peço a Deus, inúmeras vezes pra me dar sabedoria, e quando me encontro sofrendo novamente, vejo que Ele me deu, mas eu errei de novo. Outra vez, a vida segue, mudam-se os planos, evita-se pessoas e hábitos, e nada disso é suficiente pra mudar a sua vida e lhe trazer felicidade. Sempre tem algo que dá errado. E a gente peca, julga, odeia, erra novamente, pois somos falhos. Você entende que erramos e não aceitamos que os outros errem? Que se Deus não fizer nossa vontade, então Ele não te ouviu ou Ele não deve existir? É muito fácil jogar a culpa nos outros e nos erros dos outros. Sempre falamos em hipocrisia, falsidade, mas olhe dentro de você, veja se não há resíduos de algo deste tipo.
É muito fácil dizer: Porque Deus quis assim!
Eu, Roberta Matos, te pergunto: O que vc fez pra mudar isso?
A ciência trabalha com conceitos morais de "merecimento". O Cristianismo nos traz a compreensão da indignidade humana diante da santidade de Deus. E que só pelaGraça e que podemos alcançar a salvação.
O maior escândalo do cristianismo não são heresias, nem líderes corruptos, nem músicas distorcidas. Deus nunca foi o autor da confusão. O verdadeiro escândalo cristão sempre foi a cruz — um Deus que escolheu sofrer em vez de dominar.
Escolher viver o cristianismo é decidir caminhar com fé, propósito e valores eternos, permanecendo firme naquilo que se crê, mesmo diante de dúvidas, críticas ou diferentes visões de mundo.
"A grande maioria se perde achando que o cristianismo é uma religião de templos, quando na verdade é uma religião de serviço."
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A pessoa acredita que o Cristianismo distorce a natureza de Deus ao tratá-lo como algo externo e separado do ser humano, exigindo arrependimento. Para ela, Deus não é um ser que cobra ou compete, mas sim uma presença interna — a própria vida dentro de cada pessoa. Por isso, entende que não faz sentido esperar o retorno de Jesus Cristo, pois Ele já estaria presente em todos.
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Não! Absolutamente não!
A sua colocação parte de uma premissa equivocada e, portanto, conduz a uma conclusão igualmente equivocada.
O Cristianismo não coloca Deus como concorrente do homem — isso é uma interpretação distorcida, superficial, que ignora dois mil anos de construção teológica, filosófica e moral. O que o Cristianismo faz, na verdade, é estabelecer uma hierarquia ontológica: Deus como princípio absoluto, e o homem como ser finito, limitado, em processo.
Quando se fala em arrependimento, não se está afirmando que Deus “precisa” de algo — isso seria um absurdo lógico! Deus, por definição, não carece de nada. O arrependimento é uma necessidade humana, não divina. É um mecanismo de consciência, de ajuste moral, de reconhecimento da própria falibilidade.
Portanto, inverter isso — dizer que o Cristianismo ensina que Deus depende do homem — é não compreender a estrutura fundamental da própria doutrina.
Agora, quanto à afirmação de que “Deus já habita em nós” — sim, há correntes teológicas que abordam essa dimensão interior, essa experiência subjetiva do divino. Mas transformar isso em negação de toda a transcendência divina é reduzir o absoluto ao psicológico. É confundir experiência interna com totalidade metafísica.
E mais: afirmar que Jesus Cristo “nunca voltará” porque “já vive em nós” é uma interpretação específica, não um consenso. O Cristianismo histórico — das suas bases até suas principais tradições — sustenta uma distinção clara entre presença espiritual e realidade escatológica.
Misturar esses planos é, no mínimo, uma simplificação perigosa.
O que está ocorrendo aqui não é uma refutação do Cristianismo, mas uma reinterpretação pessoal — legítima, sim — porém apresentada como verdade universal. E isso, do ponto de vista lógico, não se sustenta.
Se há algo que precisa ser preservado, é a coerência: ou se discute a doutrina como ela é, ou se admite que se está propondo outra coisa.
Porque, no fim, a maior responsabilidade intelectual não é concordar ou discordar — é compreender corretamente aquilo que se pretende criticar.
*O Cristianismo é um caminho sem volta, você não escolhe entrar nele, e muito menos, sair dele."
Citações do livro
Linhagem Espiritual
Quando observamos a história do Cristianismo, percebemos que, alguns anos após a vinda de Jesus Cristo à Terra, sua mensagem começou a ser mal compreendida pelos próprios seguidores. A instituição religiosa que se dizia seguidora de seus ensinamentos acabou se desviando e passou a comercializar a própria fé por meio da venda de indulgências e de outras práticas desumanas. Nesse período, muitos sacerdotes cristãos, já praticantes da meditação e moradores de mosteiros, começaram a perceber as incongruências existentes na fé cristã. Foi então que um deles, chamado Martinho Lutero, o reformador, levantou-se com uma mensagem de reforma, tendo como um de seus principais pontos de defesa a chamada salvação pela graça mediante a fé em Deus.
Tal situação trouxe uma nova reflexão para dentro do Cristianismo. No entanto, com o passar do tempo, tornou-se notável que, mesmo entre os seguidores da Reforma, ainda permaneciam aspectos não compreendidos. Assim, práticas horrendas voltaram a ser cometidas, inclusive o assassinato daqueles que eram chamados de hereges. Nesse ponto da história, surge novamente a necessidade de uma nova reforma, capaz de explicar aos cristãos o que, de fato, significa a salvação pela graça mediante a fé. Digo tudo isso apesar de não ser um cristão católico nem evangélico, mas sim um cristão cabalista.
Uma nova reforma significa explicar às pessoas que a fé nasce no solo do amor, e que este se constitui como um estado integrado da alma, no qual o indivíduo domina o mal a partir de um profundo olhar interior. Se antigamente as pessoas acreditavam que a salvação seria alcançada por meio de práticas externas, hoje muitos acreditam que não precisam realizar nenhuma transformação interior para serem salvos. Ambas as visões estão equivocadas, haja vista que a salvação pela graça nos ensina que somos salvos sem precisarmos realizar obras externas, mas também nos mostra que, sem dominar o mal interiormente, será impossível alcançar a salvação.
A graça se revela a todo momento na história humana. Caim, por exemplo, foi advertido três vezes sobre a necessidade de dominar o mal, o que evidencia que a graça esteve manifestada o tempo inteiro, ainda que ele não tenha sido salvo. Mesmo quando comete um homicídio, a graça se revela no fato de Deus não destruí-lo; contudo, isso não significa que a salvação estivesse nele. A graça continuará se revelando por meio da vinda de Jesus, advertindo outros semelhantes a Caim de que é necessário dominar o mal interiormente. Ainda assim, muitos não compreendem essa mensagem e acabam por matá-lo.
Existe algo que pode ser chamado de graça transformadora, mas ela só pode existir a partir do momento em que o ser humano domina o mal interiormente. Dessa forma, Deus pode guiar esse indivíduo para que ele seja conduzido a uma contínua transformação interior. Precisamos estar atentos, porque somente somos transformados por essa graça quando nos abrimos para dominar o mal interiormente, por meio de um profundo olhar da alma sobre si mesma.
