Cristianismo
O cristianismo precisa urgentemente ser baseado no Cristo dos Evangelhos, e não no catolicismo ou protestantismo...
A raça humana, ao longo do tempo, tomou a liberdade de suavizar e suavizar o Cristianismo até que, finalmente, conseguimos transformá-lo exatamente no oposto do que está no Novo Testamento.
A crise interna do cristianismo provém da problemática lógica da dogmática de que Deus é sempre bom.
O cristianismo, se visto da costa e de certo ângulo baixo, pode parecer um mar de águas algo turvas e algo turbulentas. Mas há areia nos teus olhos: nunca houve conjunto de ideias mais simples, orgânico e conclusivo sobre o homem e sobre o tudo, nos limites do tudo que alcançamos ou somos permitidos a alcançar.
Cilada política de quem detesta a religião e principalmente o cristianismo:
A igreja fica somente para os religiosos e a política somente para os políticos nenhum setor interfere no outro.
E assim, os políticos ficam à vontade para destruir as igrejas e matar cristãos.
Por exemplo: esse acordo de ninguém interferir em política foi feito na Coreia do Norte, onde havia mais tempos religiosos e cristãos do que na Coreia do Sul.
Resultado: devastação de igrejas e matanças de cristãos na Coreia do Norte por tirania política.
O cristianismo é simbolizado por uma cruz para indicar que o propósito não é engrandecer o "eu" e sim mata-lo
O cristianismo está cada vez mais mesclado com bens materiais, privilégios e ideologias políticas. A verdade de Jesus, sua vida, atitudes e pregações contrariam egos e revelam uma mensagem constante: O negar-se a si mesmo.(Walter Sasso)
O Cristianismo diz: Cai nas profundezas maiores do inferno quem volta atrás.
O Catolicismo diz: Nada te perturbe. Nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda.
O Budismo diz: O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.
O Islamismo diz: É uma guerra que nós não escolhemos.
Queremos o melhor para nós. Não gostamos de sofrer. Não buscamos o sofrimento. Não queremos ser castigados, pagar por nossos erros. Mas pagamos. Somos alertados, em todas as religiões, sobre como devemos proceder, mas erramos inúmeras vezes, pq somos falhos. Mas a sociedade e o tal próximo que vc tem de amar, muitas vezes é o que te julga. E na maioria das vezes é um próximo hipócrita, que erra até mais que vc. Peço a Deus, inúmeras vezes pra me dar sabedoria, e quando me encontro sofrendo novamente, vejo que Ele me deu, mas eu errei de novo. Outra vez, a vida segue, mudam-se os planos, evita-se pessoas e hábitos, e nada disso é suficiente pra mudar a sua vida e lhe trazer felicidade. Sempre tem algo que dá errado. E a gente peca, julga, odeia, erra novamente, pois somos falhos. Você entende que erramos e não aceitamos que os outros errem? Que se Deus não fizer nossa vontade, então Ele não te ouviu ou Ele não deve existir? É muito fácil jogar a culpa nos outros e nos erros dos outros. Sempre falamos em hipocrisia, falsidade, mas olhe dentro de você, veja se não há resíduos de algo deste tipo.
É muito fácil dizer: Porque Deus quis assim!
Eu, Roberta Matos, te pergunto: O que vc fez pra mudar isso?
A ciência trabalha com conceitos morais de "merecimento". O Cristianismo nos traz a compreensão da indignidade humana diante da santidade de Deus. E que só pelaGraça e que podemos alcançar a salvação.
A morte não foi negada; foi vencida no espaço e no tempo. O cristianismo não venera uma sepultura, mas proclama uma ausência: "Ele não está aqui".
Não há cristianismo sem sangue, pois não há salvação
sem a vida do Cordeiro entregue em nosso lugar.
O maior escândalo do cristianismo não são heresias, nem líderes corruptos, nem músicas distorcidas. Deus nunca foi o autor da confusão. O verdadeiro escândalo cristão sempre foi a cruz — um Deus que escolheu sofrer em vez de dominar.
Os discípulos não eram filhos do cristianismo de Constantino como nós; e nem foram doutrinados pelos teólogos patrocinados por Constantino; e, dele para frente, doutrinados pelos “doutores” dos mistérios de Deus na “Igreja”. Não! Os discípulos foram apenas pessoas simples. Eles não tinham nenhuma de nossas bobas e presunçosas questões teológico-filosóficas ou doutrinas de agremiações denominacionais. Jesus era o centro deles, o Verbo Vivo, a palavra viva, e o que Ele falava bastava.
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A pessoa acredita que o Cristianismo distorce a natureza de Deus ao tratá-lo como algo externo e separado do ser humano, exigindo arrependimento. Para ela, Deus não é um ser que cobra ou compete, mas sim uma presença interna — a própria vida dentro de cada pessoa. Por isso, entende que não faz sentido esperar o retorno de Jesus Cristo, pois Ele já estaria presente em todos.
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Não! Absolutamente não!
A sua colocação parte de uma premissa equivocada e, portanto, conduz a uma conclusão igualmente equivocada.
O Cristianismo não coloca Deus como concorrente do homem — isso é uma interpretação distorcida, superficial, que ignora dois mil anos de construção teológica, filosófica e moral. O que o Cristianismo faz, na verdade, é estabelecer uma hierarquia ontológica: Deus como princípio absoluto, e o homem como ser finito, limitado, em processo.
Quando se fala em arrependimento, não se está afirmando que Deus “precisa” de algo — isso seria um absurdo lógico! Deus, por definição, não carece de nada. O arrependimento é uma necessidade humana, não divina. É um mecanismo de consciência, de ajuste moral, de reconhecimento da própria falibilidade.
Portanto, inverter isso — dizer que o Cristianismo ensina que Deus depende do homem — é não compreender a estrutura fundamental da própria doutrina.
Agora, quanto à afirmação de que “Deus já habita em nós” — sim, há correntes teológicas que abordam essa dimensão interior, essa experiência subjetiva do divino. Mas transformar isso em negação de toda a transcendência divina é reduzir o absoluto ao psicológico. É confundir experiência interna com totalidade metafísica.
E mais: afirmar que Jesus Cristo “nunca voltará” porque “já vive em nós” é uma interpretação específica, não um consenso. O Cristianismo histórico — das suas bases até suas principais tradições — sustenta uma distinção clara entre presença espiritual e realidade escatológica.
Misturar esses planos é, no mínimo, uma simplificação perigosa.
O que está ocorrendo aqui não é uma refutação do Cristianismo, mas uma reinterpretação pessoal — legítima, sim — porém apresentada como verdade universal. E isso, do ponto de vista lógico, não se sustenta.
Se há algo que precisa ser preservado, é a coerência: ou se discute a doutrina como ela é, ou se admite que se está propondo outra coisa.
Porque, no fim, a maior responsabilidade intelectual não é concordar ou discordar — é compreender corretamente aquilo que se pretende criticar.
