Corpo
É uma imensa loucura
O meu corpo querer
Se entrelaçar
No seu
Não querer mais te soltar
E aprender
A te desejar com
O profundo da alma
Sua mão deslizando
Sobre as curvas do meu corpo
E o mesmo se contorcendo de prazer
Isso me diz muita coisa
Sobre a intimidade do meu ser
Que tentou
Tentou
Não te sentir
E nem te perceber
Mas a paixão
Invadiu
As vontades profunda
Da alma
E essa ainda luta
Contra ti
E contra o desejo
Que a carne demonstra
Ao toque das tuas mãos
Na superfície da minha pele
Não sei se meu corpo
Tem alegria ou tristeza
Se a alma
Precisa se despir
Da roupa condicionada
Que os sentimentos me fazem sentir
Não sei, não sei
Mas queria desvendar
Os mistérios
Que sofre o ser
Com a angústia
De não saber
O que se sente
Amar
É
Gostar
Da pessoa
Do jeito se é
Gostar do sorriso
Das palavras com timidez
Do corpo com suas imperfeições
Dos estresses
Dos medos
Contudo
Lembrar mais
Só das coisas boas
E esquecer do corpo físico
E perceber a alma
— O que vieste aqui fazer ao meu poema?
— Vim buscar o meu corpo.
— Para quê?
— Para despir as tuas noites.