Coleção pessoal de SE7E
And every time you vent your spleen,
I seem to lose the power of speech,
Your slipping slowly from my reach.
You grow me like an evergreen,
You never see the lonely me at all
O silêncio já é um castigo.
Porém, pode ser avaliado como TORTURA quando se estabelece na boca de quem deveria dar ALENTO.
Eu não posso dizer que nunca menti
Mas minhas mentiras foram por causa justa
Menti quando proclamei odiar flores
Sabendo que nunca as receberia de você.
PARA O ALÍVIO DAS MENTES AMARGURADAS
Quando o dia nasce áspero
E as noites são tão frias
Prestai atenção nas batidas
De todos os coração ao cercar do muro
Ao redor do mundo
Na rosa que desabrocha
Com as mais diversas cores
Os mais amáveis aromas
E tudo - Vos digo, tudo
Se estabelecerá no seu próprio lugar
E ao redor do próprio eixo
A Terra irá girar
Para o alívio das mentes amarguradas
A FLAUTA-VÉRTEBRA
A todas vocês,
que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e
[ celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.
Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me o ponto final de um balaço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus.
Memória!
Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minhas próprias vértebras.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo.
Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.