Coleção pessoal de Jvp700

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⁠De tanto pensar que aos 90 chegaria,
Percebi que na crise dos 20 me perdia.
Pensei tanto em viver por muito tempo,
Que sobrevivi, mas perdi o momento.

Deixei de viver minha adolescência,
Pois morri na crença de uma falsa existência.
Acreditava que aos 18 seria feliz em qualquer lugar,
Com 16, sonhava com amores a encontrar.

Com 14, queria envelhecer pra enfim viver,
Mas hoje, nem 18, nem 16 posso ter.
Habita em mim o espírito de 90, cansado,
Viu a vontade de vencer dos 20 ser deixado.

Agora, tudo se resume a sobreviver,
Para um dia tentar, enfim, viver.
Perdido entre sonhos e realidade,
Busco um caminho para a verdadeira felicidade.

⁠Sinto brotar em mim um vazio imenso,
Não qualquer vazio, mas algo tão intenso.
Não sei explicar, mas não dá pra esquecer,
Desde cedo aprendi o que é não viver.

Sonhava em crescer e ter liberdade,
Acreditava que isso traria felicidade.
Mas hoje, cansado, só tento lembrar
Do brilho nos lábios que costumava me encantar.

Me esforço pra rir, mas tudo parece fugir,
Já não sei como é, de verdade, sorrir.
A vida segue, mas parece tão vazia,
Será que algum dia vivi essa alegria?

Ainda assim, sigo tentando buscar,
Alguma razão pra voltar a alegrar.
E percebo que a felicidade não se perdeu,
Só estava esquecida, e não desapareceu.

O vazio me cerca, insiste em ficar,
Mas não vou deixar minha vontade escapar.
Deixo aqui essa ideia pra refletir:
Somos tristes ou esquecemos como sorrir?

⁠Me mostro vivo por fora,
Para não mostrar que estou morto por dentro.

Me finjo feliz aos outros
Mas estou triste comigo mesmo.

Me encontro na solidão
Cercado da multidão.

⁠O amor é um vazio
Que preenche o coração.
A cada lágrima que se
Esvai,me afasta da solidão.
A cada dia que se passa me afasta de uma paixão .

A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.

Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

Certo dia, no parque, um amigo veio ao meu encontro desabafar.
- Eu quero sumir. - Ele disse, enquanto eu jogava comida para os patos.
- Fugir da rotina, quebrar as regras, ver as belezas do mundo, ficar sozinho.
- E o que te impede? - Perguntei voltando meu olhar a ele.
- Eu.

A árvore, quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira.