Coleção pessoal de igor_cabral

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A paz do coração é o paraíso dos homens.

A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.

Cada um alcança a verdade que é capaz de suportar.

Amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer.

Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou.

Precisamos amar para não adoecer.

Todo prazer é erótico.

Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um pai.

Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai.

Fica-se muito louco quando apaixonado.

Quem não ama adoece!

Nunca fui capaz de responder à grande pergunta: o que uma mulher quer?

Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.

Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!

⁠O essencial é o suficiente para ser feliz,
Basta o essencial!

Alba

⁠Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue
Que tristeza esta vida, minha amiga…
Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros
E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?
Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida
Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado
Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim
E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.
Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via
Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma
Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente
E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.
Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido
E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?
Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue
Que destino nas coisas, minha amiga!
Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?
Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos
Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos
Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança
Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.

Rio de Janeiro, 1935

Fanatismo

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."

Para todas as doenças do mundo
O amor é a única cura!

⁠O fim é inevitável
De quê adianta apressar o fim ou até mesmo tardar se estamos destinada ao mesmo?
Que vantagem tiramos na vida
Se oque nos aguarda é o mesmo?

Bens, família, intelectualidade, diplomas, estudos enfim.

Não temos a audácia de nos sentir melhor ou mais sucedido que o próximo.
Por Cheia que seja a sua bagagem na vida, ela Não pode parar o inevitável.

Somos apenas lembranças

Na lei da vida
Temos de viver para sermos lembrados
A felicidade pode parecer pessoal
Mas dita será oque realmente lembrarem.

Impetuosa

⁠Eu não estou aqui
já faz um tempo,mas não estou aqui.
É como se minha consciência pairasse
Em Outro lugar
Enquanto isso, o meu corpo se encontra fixado no tempo
Onde se encontra folhas mortas e paredes Desbotadas.
O céu esta como jornais molhados . Quase que pingando (querendo cair)

E eu.. um ser tricotômico.
Que se iguala a mais uma natureza: O êxtase do momento.
Meus olhos cheios de água, não aguenta tamanho a tristeza que o céu expõe.
Se expande em mim léguas e léguas, mas não à horizontes pôs não sei pra onde ir.

como voltar pra casa se já não me sinto em casa dentro de ti?

Minha vida...
Entendo o tempo lá fora.
Oque ha em ti que me abrigue de volta?
Por onde me levará o meu caminha se ando perdido?
Sem horizonte, sem mulher e sem direção.

Ela vem...
Ela vem como quem não quer muito
E sim, o suficiente para apazígua suas emoções.
por dentro da janela eu à expio nervosa
Como se fosso a única maneira de retribuir com a dor.
Sem se importa com o que virá depois.
Ela simplesmente se derrama na cidade Cinzenta onde pessoas andam como cápsula vazia em meio ao temporal.
A chuva cai, e em meu coração troveja...