Coleção pessoal de guilherme_niemeyer

Encontrados 16 pensamentos na coleção de guilherme_niemeyer

⁠Qual a razão de escrever para alguém que não sabe o verdadeiro motivo de investir em algo tão valioso, do qual uso os maiores sentimentos que sinto por ela, para descrever aquilo que só é possível sentir quando conseguir alcançar este medo e desdém, pronunciando meu amor por ti antes que haja o seu adeus? Havendo uma explicação, me procure.

⁠Por toda vida permaneço encurralado em minhas infâmias poéticas, com o coração pulsando, à procura de seu rosto físico, duradouro e midiático, entre dilemas e grandes lâminas d'água. A partir disso, em cada passo, mais veloz, mais rápido a tentativa me leva a falha e a perda, encharcando-me por inteiro no mar de impossibilidades. São elas, aderidas e repelidas pelas promessas de segurá-la, e perdê-la como água, um líquido; permanecendo eternamente imprevisível ao mudar de fase, até a infeliz intangibilidade de seu ser, tão perfeito aos meus olhos, evaporar de meus braços, partindo para o infinito esquecimento de meus desejos ao vazio que me faz esquecê-la.

⁠I'm The Not Only Men

Abalou minha mente vazia
Em toneladas de pesos murchos
Além de tudo, podia pensar
No toque lunar, à estrela em seus olhos

Nunca serei o único a conquistar o céu
Ou aquela que agarra meus sonhos
Mas espero ser o último papel real
Neste conto de fadas, dragões, castelos
Príncipe e princesa, concedendo a última
Dança.

⁠Participo em sua festa de máscaras com meu rosto descoberto, das mentiras escondidas, de medos encobertos e ânsias que a fazem ser frágil, quanto as suas duras verdades. Ando pelo baile da vida com a liberdade que tanto temem, quando não tens pensamentos particulares, mas unidades de uma pequena máquina retangular, que molda suas mentes em um recíproco êxtase infinito.

⁠A infinita quantidade de desejos que temos, por tantos olhares que enxergamos, quando não é possível se concentrar em um, qual o motivo da sua procura?

⁠Jurei tantas lembranças ao artifício da saudade. Não vá, partindo para o infinito esquecimento de meus desejos ao vazio que me faz esquecê-la. A infinita quantidade de desejos que temos, por tantos olhares que enxergamos, quando não é possivel se concentrar, a menos que ela não exista, qual seria o propósito deste esperado encontro, e a ausencia de seu profundo sentido?

⁠Os beijos que sinto, quando há vejo, são desumanos à humanidade daqueles que não podem sentir.

⁠Seus olhos carregam a melhor e mais gentil conversa que eu possa ouvir; Teus labios atingem os laços mais divínos que posso alcançar; Os beijos que sinto, quando há vejo, são desumanos à humanidade daqueles que não podem sentir; E meus sentimentos me levam a algo que eu não possa suportar, te amar.

⁠Contexto Informal

Sei, senti prazer
Dos que vi e amei.
A seguir, haver de ti
O relance de seu rosto
Que não possa mais tirar
As memórias de alguém assim,
Loucamente apaixonado.

⁠O trabalho esquenta o mundo, quando a desculpa lamenta as opções de como esquentar.

⁠Alguém mais sente que estamos perdendo o tradicionalismo, os valores e o caráter ético, e nos corrompendo cada vez mais pela normalização dos maus hábitos e o ato contínuo da corrupção? Acho que estamos perdendo a batalha contra o inimigo, que se infiltrou e infiltra em nossas trincheiras. Eu não sei por quê, mas tenho o sentimento de que isso está chegando ao fim. Os soldados estão caindo, até que reste somente um entre todos nós.

Nosso destino dispõe de nós, mesmo quando ainda não o conhecemos; é o futuro que dita as regras do nosso hoje. Supondo que nos seja permitido, a nós, espíritos livres, ver no problema da hierarquia o nosso problema: somente agora, no meio-dia de nossas vidas, entendemos de que preparativos, provas, desvios, disfarces e tentações o problema necessitava, antes que pudesse surgir diante de nós, e como tínhamos primeiro que experimentar os mais diversos e contraditórios estados de indigência e felicidade na alma e no corpo, como aventureiros e circum-navegadores desse mundo interior que se chama "ser humano".

⁠Obras

O dia obreiro. Silêncio se torna a música mais tocada. A cabeça levada ao aconchegante, escolhemos descansar os olhos por pernoitar, e desfrutar do bem que ocorre em nosso dia ou lamentar aquilo e aqueles que não desfrutam. Seguimos como um brilho além de toda escuridão ovacionada. Vejo aquilo tão belo e hipócrita — o nada rarefeito —, vagando pelo absoluto e chegando a lugares onde o fútil prevalece.

Não é dever, o esforço de pensar aquilo que nos custa observar todos os dias.

⁠Adágios
.
O que passou refletiu-se em meus olhos. Causou este incômodo, em prantear o lenço com água. Passou como moléculas de poeira em todo quarto imundo e encardido, o qual faz silêncio as mudanças. Não me fale mais o valor de sentir o aroma do dia-a-dia, se não sinto o único perfume que irradia toda minha vida. Evite ouvir o que se pulsa além do óbvio, ou escrever o porquê erudito, em verbos autênticos com essa locução tão fraca. Espero deste despejo d'água cercando aquilo, cujo bem que me faz, deságue em caminhos até o último sudário.

O amor impetuoso é seletivo para aqueles que o cercam.⁠