Coleção pessoal de GracielaDPensados
Em 2016, fui confrontada com a profecia de que não concluiria o ensino secundário. Posteriormente, ao aventurar-me em Maputo, deparei-me com a falta de apoio de certas pessoas. Contudo, persisti, depositando minha fé em Deus, e algumas situações evoluíram positivamente. Recentemente, fui novamente atingida por palavras depreciativas, insinuando que, apesar da minha dedicação à escrita, meu destino seria invariavelmente infeliz. É inegável que as palavras possuem um poder destrutivo intrínseco. A ausência de empatia em certas interações verbais é notória, refletindo, lamentavelmente, um arrefecimento do sentimento de benevolência."
Contudo, estas pessoas olvidam um princípio basilar: não são meus adversários. Ansiaria que compreendessem que o meu antagonista primordial reside em mim mesmo. A minha existência não se pauta pelas suas palavras ou observações; pelo contrário, nutre-se da fé."
Com convicção, afirmo que a transformação do mundo não reside meramente em convicções abstratas, mas sim na concretude das ações.
"A voracidade chinesa manifesta-se na usurpação das nossas terras férteis, ricas em ouro, e no desmatamento predatório das nossas reservas madeireiras. Lamentavelmente, nós, moçambicanos, somos relegados ao papel de meros serviçais neste cenário de exploração. Desperta, povo moçambicano, e liberta-te desta subordinação."
Mais uma vez, a confiança esvaiu-se.
Seus olhos encontraram os meus, fixos em minha alma.
Sua voz ecoou, proferindo palavras que buscavam acalmar a tormenta em meu peito:
"Não se preocupe com mais nada. Doravante, eu sou seu amparo."
Você me assegurou, com a convicção estampada no semblante:
"Essas pessoas que a feriram agiram com puerilidade, movidas pela imaturidade."
Instintivamente, meu rosto desviou-se, um reflexo da desconfiança que me assola.
Com delicadeza, suas mãos emolduraram minha face, trazendo meu olhar de volta ao seu.
E, novamente, as palavras que eu ansiava ouvir, carregadas de promessa:
"Grace, não se preocupe. Agora, você tem a mim."
Naquele instante, vislumbrei a sinceridade cintilando em suas palavras e refletida em seu olhar.
Contudo, até o presente momento, meu rosto permanece voltado em sua direção, em uma expectativa silenciosa.
Aguardo, com apreensão, que as palavras temidas se concretizem: "Grace, siga seu caminho, pois também me reconheço imaturo para oferecer o cuidado que você merece."
A ilusão é o berço do amor; sem ela, ele fenece. A própria natureza do amor parece inseparável do véu das idealizações que o envolvem. Em suma, onde não há ilusão, o amor não encontra guarida.
"A depressão é uma realidade inegável, e infelizmente, vivemos em uma cultura e sociedade que frequentemente desvaloriza a busca por ajuda psicológica, rotulando-a como frescura ou fraqueza. Compreendo que você possa se sentir isolado(a) em meio a uma multidão. A morte nunca será a solução para os seus problemas. Lembre-se, existe um Pai Celestial que te ama incondicionalmente. Busque o auxílio de um profissional de saúde mental, explore aplicativos gratuitos para aprender novos idiomas, organize seu espaço pessoal, tome um banho revigorante e, ao se olhar no espelho, declare com convicção: 'Depressão, você não me dominará! Assim como permiti sua entrada em minha vida, agora te expulso com a mesma determinação. Diga não à depressão!'"
O erudito, por vezes, desafia a norma, parecendo insano aos olhos comuns. O estadista, infelizmente, sucumbe à corrupção e à ignorância, tornando-se, ironicamente, um tolo. Já o perspicaz é movido pela insaciável sede de conhecimento."
Encontrava-me no Hospital de Tambara 2, aguardando do lado de fora, quando uma enfermeira, com a voz carregada de rotina, questionou uma jovem: 'Quantos anos tens?' A resposta veio imediata: '18 anos.'
A enfermeira, sem hesitar, dirigiu a mesma pergunta a outra rapariga: 'E tu, quantos tens?' '15 anos,' respondeu ela.
A sequência repetiu-se: 'E tu, quantos tens?' '16 anos,' ouviu-se em resposta.
Mais uma vez, a enfermeira insistiu: 'E tu, quantos tens?' '17 anos,' respondeu uma rapariga.
Presenciei estas cenas com uma profunda mistura de tristeza e frustração, mas também com uma dolorosa compreensão. Estas jovens estão inseridas numa cultura que, infelizmente, ainda perpetua a ideia de que o destino da mulher se resume a casar cedo, cuidar do lar e trabalhar na machamba. A culpa não reside nelas, mas sim nas tradições arcaicas e numa sociedade que, por vezes, inadvertidamente, fomenta os casamentos prematuros.
Refleti sobre a árdua jornada que Moçambique enfrenta para alcançar o progresso. Como podemos avançar quando tantas crianças, provenientes de famílias de baixa renda, são forçadas a amadurecer precocemente?
E mesmo aqueles que conseguem prosseguir com os estudos, muitas vezes, deparam-se com a falta de oportunidades de emprego, restando-lhes apenas a venda de mangas como meio de subsistência.
Enquanto isso, nas cidades, os filhos das elites nascem com o futuro assegurado, independentemente dos seus méritos. Como podemos construir um futuro próspero para Moçambique quando o talento e a inteligência de jovens da classe média baixa são desperdiçados nas ruas, vendendo frutas, sem sequer terem acesso ao capital inicial para iniciar um negócio?
Acredito que a chave para a transformação de Moçambique reside na união entre os cidadãos de todas as classes sociais. Se os jovens da classe média baixa e os da cidade se unissem, poderíamos desvendar o potencial adormecido da nossa nação e construir um futuro mais justo e promissor para todos moçambicanos.
"A oração não deve ser relegada a momentos de urgência. Assim como encaramos o trabalho, onde firmamos um contrato, a oração exige o cumprimento de obrigações diárias. Haverá dias em que o cansaço e a exaustão tentarão nos dissuadir, mas devemos perseverar, pois o trabalho sustenta nossa família e nos permite auxiliar o próximo. O mesmo se aplica à oração. Independentemente do cansaço, das turbulências conjugais ou da fragilidade da saúde, a oração diária é indispensável."
Celebrar a vida é um jeito especial de agradecer. De reconhecer que, apesar de dura, a vida é linda de se viver.
É notório que uma parcela significativa dos estudantes moçambicanos direciona seus esforços acadêmicos primordialmente para a obtenção de emprego e a consequente ascensão financeira.
Em muitos casos, a busca pelo conhecimento genuíno e pelo desenvolvimento intelectual é relegada a um plano secundário.
Antes de prodigalizar recursos ao filho do pastor para a compra de sapatos, assegure-se de que sua prima esteja igualmente calçada
Aquele que se entrega à corrupção carece da credibilidade que suas palavras deveriam ostentar. Paradoxalmente, ele se expressa com uma segurança que desafia a lógica.