Coleção pessoal de DiomaiqueLopes
A espécie humana é uma piada refinada. Ela inventa conceitos, depois se ajoelha diante deles como se fossem eternos. Cria regras, normas, leis, e chama isso de “ordem”. Mas tudo é invenção: país, dinheiro, escola, certo, errado. A sociedade é só um teatro de controle — e quem esquece o roteiro vira criminoso, louco ou rebelde. No fundo, somos só animais em crise de identidade, vivendo dentro de códigos que nós mesmos desenhamos, e agora fingimos não entender.
Não te aflijas com o que escapa às tuas mãos — pois a angústia diante do incontrolável é apenas vaidade disfarçada de zelo.
O ego é a casca que protege a centelha; não se destrói, se consagra — pois só no vazio do Tzimtzum, quando deseja doar o que antes retinha, ele se torna canal do Or Ein Sof.
Quem encara a própria miséria sem desviar o olhar já deu o primeiro passo para se tornar invencível.
O amor não acaba quando o outro vai embora, ele termina no exato instante em que você percebe que cedeu demais tentando ser aceito por quem nunca enxergou o que havia por dentro.
A pobreza emocional é pior que a financeira — porque o bolso vazio se preenche com trabalho, mas o coração quebrado te faz gastar o que não tem tentando provar que ainda vale alguma coisa.
Prefiro a frase: adaptação permanente. Para definir o que entendemos por vida. E prefiro seguir em uma permanente adaptação para continuar vivendo.