Cinema
Hoje fui ao cinema e quando as luzes se ascenderam continuei sentado ali, imobilizado e observador, notei que ao sair eu não tinha alguém para comentar sobre o filme, para dar risadas sobre as impressões que tive, para segurar a minha mão e caminhar até a saída. Fiz o trajeto até meu carro tentando não refletir sobre o que estava escancarado e eu relutava em disfarçar. As luzes da cidade me cegava e se embaçavam com as lágrimas que insistiam em tornar o chão como seu objeto de libertação e redenção. A minha garganta deu-se um nó, daqueles de marinheiro, complexos em desvendar a ponta que desafogaria as minhas mágoas. O meu corpo queimava em constante ardência por permanecer com aquela verdade congelada. Com isso, tirei uma simples e louvável solução: não irei mais ao cinema, prometo.
Você é o momento
mais especial da minha agenda...
O encontro em "nós" é um cinema mudo
onde tudo acontece sem legenda!
Eu acho que todo mundo deveria reservar umas horas da semana para si próprio.Ir ao cinema sozinho.Dar uma volta no lago.Ou simplesmente, deitar a cabeça no travesseiro, só para ouvir as batidas do próprio coração.Não há nada melhor, do que estar com você mesmo.Isso é tão saudável
quanto qualquer outro tipo de hábito.Vale muito à pena praticar.Confesso que virei fã de coisas desse tipo.E apesar de não abrir mão dos meu amigos queridos,sempre saio na companhia do meu EU.
Admiro muito Charles Chaplin, pois a maior parte da vida dele se situou quando o cinema ainda era mudo. Entretanto, apesar disso conseguiu com que o mundo todo o ouvisse.
Há 14 anos, eu lançar uma fita de cinema que fez muito sucesso nos EUA, mas fez Cazaquistão virar motivo de piada no mundo inteiro.
Mesmo com túneis escuros quase intermináveis, há uma luz no fim. Uma luz na escuridão. Era isso que os filmes eram pra mim.
O mundo fora dos filmes sempre foi difícil e pesado. Sem enredos bem trabalhados e sem falas comoventes.
Quando eu era criança, queria ter 20 anos da noite para o dia. Assim como nos filmes. Porque ser criança não me ajudava a superar as dificuldades. Então, quando fiz 20 anos, queria ter 30. Achei que precisava passar por aqueles anos de amador pra me entorpecer da dor. Mas, mesmo depois dos 30, nada mudou. Comecei a sentir falta dos momentos que eu esperava que passassem logo. Foi quando eu percebi que cada momento que vivo é o que faz minha vida durar mais. Agora vou viver cada momento ao máximo. Porque a vida não é um filme. É a realidade.
Não sei se ela andava pela mesma escuridão que eu. O que importa é que não amo mais uma tela quadrada. Eu amo a Kim Mubee.