Chuva
E a chuva passou.
O que vejo é lama. Onde esta o que estava aqui?
Não há mais nada. Apenas a espera de alguém para ajudar.
Onde esta minhas coisas que sumiram?
Que água é essa? Onde estamos?
Alagoas alagou. As pessoas, onde estão?
Sem comunicação, sem comida, sem casa, sem abrigo,
sem pessoas, sem vida, sem fé.
Onde estão as coisas? Que água é essa?
Um dilúvio que chegou, passou, levou tudo e alguns,
nos deixando sem nada.
O desespero do medo, o alivio de estar aqui e a revolta de nascer aqui.
A cidade. Que cidade?
Aqui era minha casa, ali meu colégio, lá era um mercado ao lado o posto de saúde e agora não existe mais, desceu tudo, enchente, desceu tudo, tristeza.
Aqui ficava uma coisa, aqui ficava outra e no meu coração ficou o vazio levado pelo rio.
É água, Barreiros Pernambuco, barro.
Interditado. Não entra nada, uma cidade triste,
de dor, de medo.
Onde era aqui?
A água não quis saber de nada, de famílias, de posses,
de construções.
A água não quis saber de nada, apenas levou, lixo, fome, sede, lições de vida e esperança.
Casa do operário, do prefeito, do lavrador,
casa de quem for.
Estamos retirando da lama uma vida que sobrou.
E minha vida foi para dentro do rio.
O destino é recomeçar.
Perdi casa, perdi família, perdi amigos,
perdi as lagrimas.
A comida é do chão? É a que tem!
Subi no teto para viver, emoção, fiquei vivo, sou forte sou nordestino, sofro por seca por enchente,
sofro por tudo, por todos.
Estou só, sem comer, sem beber, muita água do rio, enchente, desaba e leva. Casa, carro. Gente.
Tudo se foi na enxurrada, e o dicionário nos ensina que enxurrada é: ‘’Grande quantidade de água que corre com violência, resultante de chuvas abundantes; águas selvagens, aguaça, enxurro, fluxo, jorro de águas sujas ou de imundícies. ’’
A vida ensina que o rio leva o que temos, onde perder tudo significa que estamos vivos para contar a história, contar que vamos ter que recomeçar.
E não sobrou nada, não sobrou choro, não sobrou desespero, nos resta limpar as ruas, o tempo,
o pensamento, limpar, a dor das perdas,
desaparecidos e mortos e água.
Estamos limpando o coração. Agradecendo a ajuda, do Brasil, do mundo, de todos, de nós mesmos.
As famílias que se perderam, se juntaram com as famílias que se formaram nos abrigos improvisados, onde todos moram e choram e oram e imaginam como será a volta, a fé, no acerto, a fé no concerto, na vida que segue, no tempo que passará e no sangue e suor do nordestino, do Alagoano do Pernambucano, que mais uma vez esta no centro de todo sofrimento.
Um Brasil a margem do Brasil que esta sofrendo enquanto nos preocupamos com futilidades.
Um Brasil de verdade. Um Brasil, que luta contra tudo, que se reconstrói. Um Brasil que precisa de ajuda.
(Enchente em Alagoas e Pernambuco 2010.)
Há dias em que sou como o sol,brilho até anoitecer,mas tem dias que sou como a chuva
não paro de chorar .
Eu odeio dias de chuva, e frio. Odeio segunda feira. Odeio quando me acordam. Odeio o tédio. Odeio ficar em casa nos finais de semana. Odeio quando não consigo definir meus sentimentos, odeio não conseguir mandar em mim mesma. Odeio quando se entrometem na minha vida e me dizem o que fazer. Odeio a falta de carater das pessoas. Odeio futilidades. Não entendo a discriminação, o preconceito, a desigualdade, a inveja. Odeio pessoas mesquinhas, e odeio a ignorância. Odeio a falsidade, e abomino a mentira. Odeio que falem mal das pessoas que eu gosto. Odeio quando me dizem "não" e me jugam mal, como errada. Odeio a forma como as pessoas banalizam os sentimentos. Odeio quando um "ex" chega e diz: "Estou com saudades de você", mesmo estando com outra pessoa. Odeio o modismo. Não suporto a saudade, e o fato de algumas pessoas não se importarem com a falta que fazem. Odeio quando não está por perto. Odeio dizer "ADEUS". Odeio os meus medos infantis, as minhas dúvidas, a minha indecisão e a minha insegurança. Odeio quando tento explicar algo e você "finge" que não entende, mas odeio quando tento explicar algo e você não quer entender. Odeio criancisces, e pessoas dramáticas demais. Odeio a indiferença, e o melancolismo. Odeio a falta de fé nas pessoas. Odeio o modo como me torno tão previsível. Odeio quando não admitem o seu próprio erro. Odeio quando me dizem verdades que me custam a ouvir. Odeio ter que ser realista, odeio ter que aceitar.
Enquanto a chuva cai eu me lembro de como éramos felizes, nossos sonhos, sim 'nossos' pois éramos dois em apenas um, por mais que eu tente negar, por mais que eu não queira admitir eu sinto uma enorme falta, e sei que nada preencherá essa saudade, e nada vai tirar essa saudade de dentro de mim. Posso encontrar um outro amor, mais você sempre estará presente em minhas lembranças... é o que resta, é o meu conforto... é a minha saudade.
Por você eu sairia quantas vezes fosse preciso na chuva, só para te olhar mais uma vez. Por você, eu daria tudo o que eu tenho e o que não tenho. Por você, cada passo terá valido a pena. Por você, eu faria de tudo para nunca te ver chorar. Por você eu faria absolutamente tudo.
(De um garoto p uma garota)
Um vento ao longe, agora mais perto. De repente chuva! Folhas. Principalmente secas, mas haviam também vivaz. Todas sobre mim... entre mim.
Difícil de acreditar.
Contei com a chuva,
mistura de perigo,medo
precisava de um pretexto,
só mais um incentivo;
Talvez um Lugar...
não precisava de motivo,
era vontade
necessidade de encontrar mais ár,
Sensação de liberdade,
sentimento acordado quando ví
você alí,
de verdade...
Paixão no Ar da Chuva
Ao longo do lago, antes do céu azul,
Eu sempre me perguntei como seria voar,
Como essas coisas que não podem saltar o mais alto
A única coisa que sái do chão é um suspiro...
Eu também quero voar, eu acho
como eu vejo no vôo do pássaro
Que vôa além da minha visão
Em frente do pôr da estrela mais brilhante.
Eu sou bonita, não sou?
Dançando na chuva, sem ouvir música alguma
como eu vejo ao meu redor, os outros que se encontram
hav nenhuma alegria para a chuva com a vida feia e seca?
Largue de ser louco! Exclamei.
Louco quando compõe sons com a boca,
Para mim, para meus ouvido e meus olhos se divertirem...
Dance, dance amor, dance enquanto chove!
Uma paixão inteira não cabe em um diário...
A chuva me molhou e com ela minhas lágrimas desceram, mas a ilusão ficou e o pensamento permaneceu em você.
Lembrete
“Busque alegria nos sonhos meninos,
Nas tardes de chuva que escurecem o dia,
São nas horas de silêncio e vazio
Que mergulhamos n’alguma fantasia.
Busque a alegria no olhar perdido
Que busca o céu sem se mover,
Naquele momento de riso escondido
Que o corpo não sente, mas anima o viver.” (Ely)
Olho a chuva cair através de minha janela, simples, leve, calma e o que me vêm a todo instante projetado em meus olhos, afogando-se entres as infinitas lágrimas é o filme inacabado que vivemos. Queria me livrar desse episódio que me confunde, me chateia, porque sei que eu poderia ter sido mais paciente, flexível, positivista, mas agora é tarde para o “final feliz” desejado. Não culpo você, nem as pessoas que cruzaram nossos caminhos, culpo a mim mesma. Como fui boba em deixar o AMOR pegar o trem e partir. Contudo, mais tarde, o vi voltar, me encantando como nunca, mais intelectual, revolucionado, único, e quando fechei meus olhos, por um segundo, ele dobrara a esquina indo à outra direção cultivar a paixão que não conheci.
Nada mais que palavras
Nem um sorriso a me prender,nem uma chuva a me molhar. Como o sol está lindo,ele se faz a me alegrar,pelo simples fato de brilhar ....Como que se fosse a única coisa a pensar agora,pena que não me faz esqueçer tudo o que houve comigo... mas que bom que assim tudo fica mais claro em minha menti,e me faz imaginar que ... Mais um olhar triste em meio a multidão. Mais um rosto na escuridão. Palavras do passado refletidas no presente,pinta o céu e muda minha menti. Como queria ser um pássaro e voar para longe,onde não haja mentira nem o medo constante. Como mudar o que foi dito? como fingir que nada existiu...
A dor de ouvir um não,ou a mentira de um sim! Nada é tão confuso como não saber o que dizer,quando o que mais tem são palavras vazias,olhares que não dizem nada,mais que ao mesmo tempo refletem nosso ego interior. A busca frequente por aquilo que não é nosso,tampouco em sonho... muito menos real . O desejo louco em dizer que á uma esperança em algo que se tornou fugas . Medo de errar ou medo de não errar? sem tentar nada teremos,nada faremos,nada conseguiremos ! ouvir um não é comum quando se arrísca em algo,sempre depois de um não,vem um Sim . Ou nada conseguirá até vencer o medo de tentar . Nem tudo é banal como se imagina,nem a chuva é tão cruel,nem o sol é tão forte... que não se possa sonhar um pouco,e deixar a vida se engarregar de nos mostrar o caminho a seguir . Foi com palavras assim que me ergue a meio de um furação que passará em minha vida,e hoje vi que não há cruz maior do que aquela que nos mesmos criamos em nosso pensamento,e que tudo pode,e vai da certo até que voce encare o problema de frente e não perca a fé por dias melhores .
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