Catástrofe
Nos deveriamos dormir durante o dia para deixar de ver grandes catastrofes e ficar acordado durante a noite para ver o lindo brilho das estrelas.
Avalanche? Metamorfose? Turbilhão?
Há quem nomeie como catástrofe natural, há quem prefira poetizar em movimento atemporal. O fato é que as mudanças vêm na mesma velocidade com que se vão. E ainda na mesma intensidade nos jogam de um lado ao outro, do bom ou ao ruim ou vice-versa. A vida é assim, e o que você, pobre ser humano pode fazer para mudar isso? Eu não tenho a resposta, não sei qual o comportamento que se espera de nós. Mas tenho uma dica que poderia facilitar, veja bem, é apenas uma dica; não trata-se de um guia, de um passo-a-passo, muito menos de milagre. Falo a vós, os desesperados que foram atingidos por uma avalanche, turbilhão, tsunami, raios, trovões ou se você for do grupo dos sortudos talvez prefira dizer que passou por uma metamorfose, um crescimento espiritual, uma transformação, uma chuva de benção.
Mudar é isso, é estar confortável, estar bem, quando não mais que de repente, o mundo muda e você se vê obrigado a mudar junto.
Há quem diga que os fortes devem se adaptar, eu digo mais, digo que é preciso mais que força, é preciso coragem, meus caros.
Ligamos a TV e as noticias que temos não são nada boas. Guerras, catástrofes, assassinatos, roubos, sequestros... vemos que inúmeras pessoas agridem o seu semelhante. Estamos ligados a tantas notícias ruins que nos esquecemos que no mundo existem pessoas boas, prontas a nos fornecer amor e carinho. Em algum lugar dentro de nós existem coisas belas e prontas a serem distribuídas. Precisamos despertar este sentimento fraterno e dar a nós mesmos a chance de ser feliz e fazer alguém feliz.
Infelizmente, a vida não nos poupa e não nega a realidade e o horror das catástrofes (naturais ou não), da fome, da guerra, da opressão e da morte, e ainda, não nega o mal que está no coração do ser humano. Afinal, não podemos viver na ignorância das perfeições temporárias.
Eu me esforcei tanto,
Enfrentei lutas sombrias,
Estava lá nas catástrofes
Nas tragédias,
Na violência generalizada!
Combati o bom combate!
Reputação ilibada como profissional!
Deslizes e distrações na vida real!
Chegou a hora de dizer ADEUS!
Que nada, nem lembram que eu existo!
Um número, um bossal!
É trágico e irônico como em filmes de catástrofes, a Humanidade se junta para destruir um grande meteoro (ameaça natural).
Mas o que não nos sensibilizamos,é que cada “míssil lançado é um meteoro” na realidade particular de cada comunidade atingida.(Tragédia artificial).
Na ficção nos unimos para destruir um meteoro. Na realidade nos segregamos, em uma corrida armamentista, na ambição de ter se o maior arsenal de pequenos meteoros particulares!
A Humanidade é retratada como uma espécie solidaria e civilizada em um filme de ficção, e classificada como tribal e bárbara em um filme de documentário!
Se encaramos a desistência como uma catástrofe a ser evitada, que imagem formamos da desistência de fato? Quando não nos deixamos afetar demais pela desistência, percebemos aquilo que valorizamos.
A maioria marxista, torce pelo aumento da miséria e catástrofes, pois somente assim pode mostrar-se"útil"!
É diante de catástrofes, que é possível o ser humano extrair valiosas lições para aplicá-las, em sua trajetória terrestre.