Capitalismo
Para mim, o capitalismo não é uma teoria; é a prática da natureza humana individualista, egoísta, interesseira, ambiciosa...
O capitalismo é a imagem e semelhança da natureza humana. Por isso, há tanta dificuldade em ajustá-lo. Estamos lutando contra nós mesmos.
Se a maioria das pessoas fosse boa de verdade, a teoria socialista seria predominante.
O capitalismo venceu por atender às nossas necessidades individuais.
O capitalismo se alimenta da alma do ser humano, e o grande desafio realmente é reduzir os efeitos colaterais.
Fico pensando como melhorar um mundo onde parecer bom vale mais do que ser bom.
Desabafo sobre o capitalismo.
Nesse sistema, o principal lema é: Aumentar a lucratividade com a continuidade dos problemas.
Num passe de mágica, fatos, eventos, campanhas, celebridades, músicas... Aparecem e saem de cena numa velocidade espantosa. Tudo vira matéria-prima para o mercado publicitário, alimentando as pautas de jornais, revistas e mídias em geral, sem que haja preocupação com o objeto em si.
Nada é feito para consertar, tudo é feito para trocar.
Nada é feito para curar, tudo é feito para medicar.
Nada é para durar, tudo é feito para lucrar.
Nada é feito para combater, tudo é feito para permanecer.
Para o capitalismo, tanto faz a solidez ou liquidez dos tempos.
Sempre será sua vez.
No sistema capitalista, pobreza, fome, doenças, violência, desigualdades, inseguranças, injustiças, impunidades, preconceitos, intolerâncias e outros males da sociedade devem continuar para o sistema lucrar.
Essa é a lógica do capitalismo ultra selvagem, que cada vez mais se apoia no egoísmo, materialismo, consumismo, imperialismo, racismo e individualismo dos seres humanos.
O capitalismo está para o homem assim como o homem está para o capitalismo.
Através do Capitalismo as pessoas podem ter acesso as Liberdades, entre elas a Liberdade política. E por essa mesma razão é que outras pessoas não querem permitir às outras, o acesso ao Capitalismo.
Essa de que o capitalismo é para os ricos é balela ! No capitalismo quem não gosta de trabalhar não vai para a frente !
O amor é mantido vivo
por capitalismo moderno
apenas para...
Motivar pessoas, onde não há
outros meios de motivá-los,
para ocupar as posições
marido-esposa e mãe-esposa
e formar núcleos familiares
que são essenciais
não só para a reprodução
e socialização
mas também para manter
o regime em vigor
para a distribuição de bens de
consumo e serviços,
e, em geral,
para manter o sistema social
em bom estado de funcionamento,
e, assim, mantê-lo em
perfeito estado.
O desejo material é o combustível do capitalismo desenfreado, marionetes do sistema e escravos das próprias ambições, seres que vendem a própria alma em troca de ilusões.
Com a vinda do capitalismo, nos tornamos cada vez mais distantes da ética, do profissionalismo e das normas lícitas de conduta. Por isso, hora pensamos até ser “imortais”, fortes o suficiente para não precisarmos de ninguém; bons o suficiente para não darmos mais valor à honestidade. Porém, devemos ter a consciência de que, diferentemente de qualquer outro ser, a MORTE não é alguém que se possa subornar...
O capitalismo cultural deslocou o foco do modelo patriarcal hegemônico para o fortalecimento e destaque das pautas wokes — não por princípios, mas para ampliar seus nichos de mercado.
De fato, há uma convergência do capitalismo contemporâneo com pautas identitárias — especialmente quando essas pautas podem ser convertidas em imagem, marketing, consumo ou pertencimento a nichos.
Essa aderência, por vezes, não se dá por convicção ética, mas por oportunidade de mercado.
Ao mesmo tempo, observa-se uma divergência crescente do mesmo sistema em relação a ideias tradicionalmente associadas à ordem, à autoridade ou a papéis fixos — como os antigos ideais de masculinidade: o homem provedor, alfa, patriarcal, racional, contido.
Essas figuras, antes exaltadas pela publicidade e pela cultura de massa, passaram a ser vistas como símbolos de atraso ou opressão, sendo descartadas ou ridicularizadas nos novos discursos dominantes.
Trocam-se extremos sem espaço para síntese. Sai a rigidez do passado, entra a fluidez do presente — mas o radicalismo persiste, apenas com outra roupagem.
Em vez de integrar valores, seguimos substituindo um polo por outro, como se a sensatez fosse sempre sacrificada em nome da agenda do momento.
Acreditar que o capitalismo verde pode trazer alguma mudança é tão ingênuo quanto pensar que um capitalismo que inclui mulheres, negros e pessoas LGBT tem a capacidade de resolver opressões que são estruturais. É uma das falácias do capitalismo para manter sua estrutura. O capitalismo verde é uma mentira, não existe.
Temos que romper com a lógica de produção e desenvolvimento do capitalismo. Questionar a lógica do crescimento econômico infinito.
Precisa-se ter em mente que o capitalismo é tanto uma estrutura impessoal hiperabstrata quanto algo que não poderia existir sem a nossa colaboração.
O capitalismo não é, nem nunca foi um movimento dos ricos pois essa classe nem precisa revolução, basta apenas remunerar os seus vassalos. Os ricos se beneficiam do baixo suporte financeiro para mante-los escravos.
Do cartão de ponto à conexão constante, o trabalho invade o íntimo, enquanto o capitalismo digital coloniza desejos e modos de vida — a liberdade vira fardo, e a autonomia, um desafio entre opressão e reinvenção.
O capitalismo digital dissolve fronteiras: trabalho que não descansa, atenção sequestrada e desejos colonizados; uma época onde a liberdade é convite à opressão disfarçada de autonomia.
Quando o desempenho se torna uma prisão e a comparação, um jugo, o capitalismo digital transforma desejos em mercadorias e autonomia em farsa — vivendo a contradição de ser livre para sempre se reinventar.
O capitalismo transformou o mundo num parque temático de realidades fabricadas e subjetividades capturadas, onde nada escapa nem mesmo a alma.
